Revista Série Z ÍNDIA,GUIA,GUIA SÉRIE Z,MARROCOS,TANZÂNIA Os debutantes do Mundial Feminino Sub-17 2022: Índia, Marrocos e Tanzânia

Os debutantes do Mundial Feminino Sub-17 2022: Índia, Marrocos e Tanzânia



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Depois do cancelamento da edição em 2020, finalmente, o Mundial Feminino Sub-17 volta a ser disputado. Mantendo a política de espalhar os torneios de base pelo mundo, a sede desta edição é a Índia, que garantiu assim a primeira participação na competição. Da África, chegam mais duas seleções estreantes: Marrocos e Tanzânia, que deixaram as tradicionais Gana e Camarões para trás para conseguirem um feito grandioso para o norte africano, no caso de Marrocos, e para a história de um país que nunca teve participações em campeonatos mundiais desse tipo.

Índia e Marrocos vão enfrentar o Brasil na primeira fase. O Grupo A ainda tem os Estados Unidos. O Brasil enfrenta, primeiramente, Marrocos logo na estreia, enquanto a Índia será adversária no dia 17 de outubro, às 11h30. O confronto entre os debutantes ocorre no dia 14, às 11h30.

A Tanzânia caiu no Grupo D, com França, Canadá e Japão. Os jogos da seleção africana serão nos dias 12 (11h30 – Japão), 15 (8h – França) e 18 (11h30 – Canadá).

Os jogos do Brasil terão transmissão do SporTV, ou seja, com garantia de ver dois jogos de estreantes. O FIFA+ deve transmitir todas as partidas da competição e você poderá conferir a história sendo escrita.

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Índia: entra, sai e retorna

Em 2019, a Índia foi oficializada como sede do Mundial Feminino Sub-17 de 2020, mas a pandemia mudou a data para essa temporada. Porém, em agosto desse ano, a FIFA suspendeu a federação local por influência do governo nacional. A ação foi revogada e a equipe pode receber e jogar a edição.

A seleção local não tem resultados expressivos nem mesmo na Ásia, então tudo será novidade para o time comandado por Thomas Dennerby, que comandou a seleção sueca por sete anos e comanda as três principais categorias da seleção feminina indiana. A preparação foi totalmente prejudicada pela suspensão, pois o país participaria da Copa da Ásia que teve que ser cancelada. O time fez oito jogos na temporada, mas venceu apenas um, um amistoso contra a WSS Barcelona, quando fez 17 a 1, um ponto totalmente fora da curva, que fez com que Anita Kumari anotasse seis gols, destaque da seleção com 17 anos, que atua no Jharkhand State Team, clube com mais chamadas, seis.

Anita Kumari
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Marrocos: a seleção mais estrangeira

Ao abrir a lista das jogadoras convocadas para o Mundial Sub-17, você perceberá que as seleções são majoritariamente formadas por nomes das ligas locais, algo que não ocorre em Marrocos, que tem 15 convocadas que atuam fora do país e seis dentro do futebol local. Após duas chegadas na última fase das eliminatórias, a seleção comandada por Anthony Rimasson conseguiu o feito inédito de uma seleção internacionalizada – sendo que o time adulto, também, garantiu a estreia no Mundial Feminino 2023. Outro ineditismo é ser a primeira seleção do norte da África a disputar um Mundial da categoria.

Os grandes nomes da seleção se refletem nos times que atuam: as atacantes Yasmine Zouhir, que joga no Saint-Ettiene (FRA), e Djennah Cherif, atleta do Feyenoord, além de Louisa Derbali, goleira da base do Borussia Monchengladbach. Entre as que atuam em Marrocos, o melhor nome é Doha El Madani, do Etoile Avenir, também, atacante.

Yasmine Zouhir
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Tanzânia: a primeira de tudo

As Twiga Stars são responsáveis pelo maior feito do futebol da Tanzânia: a primeira competição FIFA da história da nação. A seleção sub-17 não tem tradição nem mesmo de disputar as competições continentais. Para as edições de 2016 e 2018, a equipe nem entrou na qualificatória. Para a edição 2020, a competição foi iniciada, mas perdeu para Uganda na fase anterior a decisiva.

Para chegar a Índia, a Tanzânia passou por Botsuana (11×0 no agregado), Burundi (5×2) e Camarões (5×1), a grande surpresa da fase que definiu, incluindo uma goleada, fora de casa, por 4 a 1.

Todas as jogadoras atuam no país, com a presença do Fountain Gate (cinco), Simba Queens (quatro), Baobab Queens (três), Mlandizi Queens (três), Yanga Princess (três), Alliance Girls (um), Mwenge Academy (um) e Tiger Queens (um). O principal nome nas Eliminatórias, a atacante Clara Luvanga, que foi a artilheira da disputa, com dez gols, não está na lista de chamadas e não encontramos o motivo.

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