Guia da A-League 2021/22

Eduardo Vieira, editor do perfil A-League Brasil no Twitter (@aleaguebr)

Cheia de brasileiros, nova temporada do Campeonato Australiano é uma das mais aguardadas dos últimos anos

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Vem aí a nova temporada Australianão, a A-League 21/22, cercada de expectativas, repleta de novidades, recheada de brasileiros e muitas outras atrações em um dos campeonatos mais aguardados dos últimos anos na Austrália. Você conferiu o Guia da A-League 20/21 aqui na Revista Série Z e mais uma vez estamos aqui para te deixar a par de tudo que podemos esperar da maior liga do futebol australiano e uma das mais recentes do futebol mundial. O convidamos também a acompanhar o Australianão, podcast da A-League Brasil sobre o campeonato.

Essa será a 16ª edição da competição, criada para substituir a antiga NSL – National Soccer League, implodida devido a diversos problemas, como já contamos aqui na Série Z. Para essa nova temporada, a grande novidade é a nova identidade do futebol australiano, agora inteiramente comandada pela Australian Professional Leagues (APL), entidade regida pelos clubes, e não mais pela Football Australia (FA), responsável pela reconstrução do futebol australiano.

Para consolidar a mudança, a APL decidiu então modificar a identidade das ligas, alterando nomenclatura e o visual dos torneios masculino, feminino e de categorias de base. Com o objetivo de unificar as competições, a A-League passa a ser chamada A-League Men, o feminino sai de W-League para A-League Women, enquanto o torneio de base será conhecido como A-League Youth.

A parte visual traz uma nova logo e novas cores, pouco detalhadas tecnicamente pela APL, mas em geral elogiadas pelo aspecto moderno e mais ainda pela representação de uma nova era. As novidades preveem ainda o lançamento de uma inovadora competição de clubes, que combinará resultados dos times masculino e feminino.

 Nova identidade visual da A-League
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Outra grande mudança é relacionada aos naming rights da liga, que desde o início foi patrocinado pela Hyundai Motors. A nova parceira comercial é a Isuzu UTE, subsidiária da Mitsubishi Corporation especializada em caminhonetes UTES e modelos SUVs.

O acordo foi firmado para três temporadas e inclui os naming rights para Regular Season e Final Series. Estima-se que a Hyundai investiu AU$90 milhões ao longo de 15 temporadas – AU$6 milhões anuais. Os valores oficiais do novo acordo não foram divulgados, mas a imprensa australiana notícia que a Isuzu UTE Australia investirá entre 3 e 4 milhões de dólares australianos por ano.

Os próximos passos deverão ser a regulamentação oficial do sistema de transferências no futebol australiano e a criação de uma Segunda Divisão Nacional, muito aguardada pela comunidade do futebol no país e que deve acontecer para a próxima temporada.

A fórmula segue a mesma da temporada passada, bem peculiar em relação as maiores ligas do mundo. Sem rebaixamento, o torneio é disputado em 28 rodadas com os clubes se enfrentando em três turnos. Os seis primeiros colocados da Regular Season passam para a fase de Playoffs. O primeiro levanta o troféu conhecido como Premiers Plate e, junto com o segundo, avança direto para as semifinais. Os outros quatro classificados se enfrentam em eliminatórias, 3º x 6º e 4º x 5º, em busca da vaga na semi.

A única novidade vem justamente na semifinal, que agora será decidia em partidas de ida e volta, adicionando um fim de semana a mais à Final Series. O grande campeão dos Playoffs leva o cobiçado troféu em formato de tampa de vaso sanitário, ao qual a APL ainda não informou se irá alterar.

Dentro de campo a expectativa é de um equilíbrio maior do que na temporada passada. Com exceção do atual campeão, e mais uma vez um dos favoritos, Melbourne City, que só trouxe três reforços, todas as equipes movimentaram bastante seus elencos.

Este ano é possível notar um investimento maior dos clubes em jogadores vindos do exterior, embora a grande maioria seja de atletas do lado B da bola, andarilhos de ligas não tão valorizadas. Além disso, o grande número de trocas entre os clubes da A-League também chama a atenção, com muitos jogadores que já figuravam na liga mudando de casa.

O grande destaque é a chegada do inglês Daniel Sturridge ao Perth Glory, a maior contratação da A-League desde Alessandro Del Piero, trazido pelo Sydney-FC em 2012. Em comum, as duas negociações foram conduzidas pelo mesmo executivo de futebol, o australiano Tony Pignata, hoje chefe executivo do Glory.

Quatro jogadores brasileiros também chegam à liga para 21/22. Os 100% brasileiros são o meia Daniel Penha (23), contratado pelo Newcastle Jets por empréstimo junto ao Atlético Mineiro, e o atacante Matheus Moresche (23), revelado pelo Vasco, reforço do Central Coast Mariners após boa passagem pelo futebol de Singapura. Os outros dois são o suíço-brasileiro Léo Lacroix (29), nova cara do Western United, e o luso-brasileiro Roderick Miranda (30), contratação do Melbourne Victory, ambos zagueiros com vasta experiência no futebol europeu.

Outros três brasileiros figuram na liga, o artilheiro Bobô (36), que retornou ao Sydney-FC no meio da temporada passada e renovou seu contrato para mais um ano, e os garotos Raphael Borges (18) e Bernardo Oliveira (17), apostas de Melbourne City e Adelaide United respectivamente, que também possuem nacionalidade australiana.

Confira conosco então os detalhes, contratações, curiosidades e mais de cada um dos 12 clubes da A-League Men 21/22.

Fundação: 2003
Cidade: Adelaide, South Australia
Estádio: Coopers Stadium – 17.000 pessoas
Títulos: 3x FFA Cup (2014, 18 e 19), 1x A-League (2015/2016)
Destaques: Isaías Sanches, Javi Lopez, Craig Goodwin e Bernardo Oliveira

Semifinalista na temporada passada, os Reds chegam mais uma vez com expectativa alta em busca de seu segundo título da A-League. Uma das equipes que mais revela, aposta mais uma vez no equilíbrio entre suas joias e nomes experientes, comandado mais uma vez pelo técnico Carl Veart (51), que segue após boas impressões em sua primeira temporada como treinador principal.

O time chamou a atenção do mundo recentemente após o lateral/meia Josh Cavallo (21), anunciar publicamente ser gay, passando a ser o único jogador em atividade declaradamente homossexual. Josh tem sido exaltado pela mídia e pela grande maioria dos fãs de futebol na Austrália por sua atitude e coragem.

O clube foi buscar o retorno de um de seus maiores ídolos, o espanhol Isaías Sanches (34), que retorna após duas temporadas no Catar. Meia armador clássico, chega para ser o dono do time. O atacante George Blackwood também retorna após aventura no futebol inglês, onde não teve tanto sucesso pelo Oldham Athletic, na League 2.

Um grande trunfo é ter mantido por completo suas opções de meio-campo, setor que fez a diferença para o bom desempenho em 20/21. Dentre titulares e reservas, destacam-se Ben Halloran (29), Stefan Mauk (26), Louis Darrigo (20), Ryan Kitto (27) e o experiente Juande Prados (35), todos com características semelhantes, voluntariosos, boa saída de bola e poder de marcação.

Duas renovações comemoradas foram as de Javi Lopez (35) e Craig Goodwin (29). O espanhol foi o grande reforço da temporada passada e não decepcionou, embora tenha sofrido algumas lesões, tomou conta da lateral direita e segue no elenco. Goodwin também foi importantíssimo, marcando oito gols e chamando a responsabilidade como líder.

A grande aposta vinda da base é o brasileiro Bernardo Oliveira (17), filho do ex-lateral esquerdo Cássio, ex-Flamengo, ídolo do Adelaide United. Com passagem pelas seleções de base australianas, Bernardo esteve no Melbourne City, mas resolveu retornar a Adelaide, cidade onde sua família fixou moradia. Desde então, é tratado como joia e tem sido titular nos jogos da FFA Cup, com atuações interessantes, mostrando muita habilidade e velocidade.

Brasileiro Bernardo Oliveira é a principal aposta do Adelaide United

O garoto Mohamed Toure, citado na lista do The Guardian dos 60 melhores jogadores do mundo nascidos em 2004, também é uma das grandes apostas para o ano, assim como os atacantes Yaya Dukuly, 18 anos, e Kusini Yengi, 22 anos.

Time-base: James Delianov; Javi Lopez, Jacob Tratt, George Timotheou e Joshua Cavallo; Ben Halloran, Juande e Isaías Sanchez; Craig Goodwin, Ryan Kitto (Bernardo Oliveira) e George Blackwood (Kusini Yengi)

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Fundação: 1957 – Hollandia FC, 1973 – Brisbane Lions, 2005 – Queensland Roar, 2009 – Brisbane Roar
Cidade: Brisbane, Queensland
Estádio: Dolphin Oval – 11.500 pessoas
Títulos: 1x NSL (1981), 3x A-League (2010/2011, 2011/2012 e 2013/2014)
Destaques: Juan Lescano, Jay O’Shea e Alex Parsons.

O Top-6 na temporada passada caiu muito bem para o Roar e se conseguir repetir o feito esse ano, não será de todo ruim. A equipe vem para 21/22 com investimentos modestos e perdeu praticamente toda sua base, com a saída de nomes como Dylan Wenzel-Halls, Joe Champness, Riku Danzaki, Macaulay Gillesphy, dentre outros.

No comando técnico, Warren Moon (39) segue com moral após ter tirado tudo que podia de seu elenco em 20/21. Mais uma vez foi buscar jogadores com um perfil mais jovem para reforçar sua equipe, como o atacante Luke Ivanovic (21), vindo do Sydney FC, com passagem pelas seleções de base, mas com dificuldade em se firmar no time principal dos Sky Blues, e o goleiro Jordan Holmes (24), reserva da Austrália nas Olimpíadas, contratado junto ao Ebbsfleet United, da sexta divisão inglesa, para substituir o experiente Jamie Young, que foi para o Western United.

O principal nome é o atacante argentino Juan Lescano (28), que vem do futebol russo, onde atuou por FC Yenisey, Anzhi e SKA-Energia, mas chega principalmente com o peso de passagens pelas categorias de base de Liverpool e Real Madrid.

Juan Lescano, argentino com passagens por Liverpool e Real Madrid, reforço do Brisbane Roar

O volante irlandês Jay O’Shea (33) inicia o ano mais uma vez com a responsabilidade de ser peça fundamental no meio campo de Moon. Já a aposta do ano será no atacante ​​Alex Parsons (21), grande revelação da equipe na temporada passada, e no também jovem Cyrus Dehmie (19), que mostrou que pode ser útil ao anotar um hat-trick na FFA Cup contra o Lions FC.

Outros dois reforços pontuais são o meia alemão Matti Steinmann (26), ex-Western Sydney Wanderers, vindo do futebol indiano, e o atacante Nikola Mileseunic (28), que um dia foi considerado o jogador mais rápido do mundo ao alcançar 36.2km/h durante sua passagem pelo Adelaide United.

Time-base: Jordan Holes; Jack Hingert, Tom Aldred, Scott Neville e Corey Brown; Jay O’Shea, Rahmat Akbari e Matti Steinmann; Nikola Mileseunic, Alex Parsons e Luke Ivanovic.

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Fundação: 2004
Cidade: Gosford, New South Wales
Estádio: Central Coast Stadium – 20.000 pessoas
Títulos: 1x A-League (2012/2013)
Destaques: Matheus Moresche, Marcos Ureña, Oliver Bozanic e Nicolai Müller.

A grande surpresa da temporada passada, o Central Coast Mariners vai buscar ser mais uma vez o azarão com sorte em 21/22. Isso porque chega novamente sem tanta expectativa, pelos problemas financeiros e investimentos modestos.

A grande notícia é a chegada do brasileiro Matheus Moresche (23), atacante revelado pelo Vasco, com passagens por Botafoto e Corinthians, na base, que estava no Geylang International, de Singapura. Jogador versátil no último terço, podendo atuar tanto como ponta ou centroavante referência, chega para ser o camisa 10 do time.

Matheus Moresche é a principal contratação do Central Coast Mariners

Filho do ex-atacante Moresche, andarilho da bola com passagens por clubes do Egito, Honduras, Arábia Saudita, Venezuela, dentre outros, Matheus vai traçando um caminho parecido com o do pai, chegando ao quarto país diferente, tendo atuado também na Letônia e Bielorrússia.

Precisou trocar de treinador, perdendo Alen Stajcic (47), que levou o clube à Final Series pela primeira vez desde 2014, mas resolveu deixar o cargo pelas dificuldades financeiras enfrentadas, e foi anunciado como técnico da Seleção Feminina das Filipinas. O novo comandante é Nick Montgomery (39), que jogou pelo time entre 2012 e 2017 e comandava a equipe de transição do Mariners há duas temporadas.

Perdeu também nomes consideráveis, como o meia Daniel De Silva (24), para o Macarthur FC, o jovem Alou Kuol (20), que foi para o Stuttgart, e o lateral Jack Clisby (28), reforço do Perth Glory. Em compensação, peças importantes permanecem, como o goleiro Mark Birighitti (30), o zagueiro Ruon Tongyik (24), que chegou a ser convocado pelos Socceroos, o meia Oliver Bozanic (32), e os atacantes Marcos Ureña (31), costa-riquenho com experiência de Copa do Mundo, e Matt Simon (35), jogador bastante identificado com a torcida.

O alemão Nicolai Müller (34) é a grande contratação. Com sólida carreira no futebol alemão, onde atuou por Hamburgo, Mainz, Eitrach Frankfurt e Hannover 96, passou duas temporadas no Western Sydney Wanderers e agora chega para ser o principal nome do Mariners. Outro reforço importante é o lateral-direito Storm Roux (28), vindo do Melbourne Victory, retornando ao Mariners, onde havia atuado por cinco temporadas.

As apostas são no meia Cy Goddard (24), jogador com nacionalidade japonesa e inglesa, formado na base do Tottenham, contratado junto ao Mumbai City, e o atacante francês Béni Nkololo (25), com experiência em clubes da terceira divisão francesa.

Time-base: Mark Birighitti; Storm Roux, Ruon Tongyik, Kye Rowles e Noah Smtih; Joshua Nisbet, Oliver Bozanic e Cy Goddard; Marcos Ureña, Matt Simon e Nicolai Müller.

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Fundação: 2019
Cidade: Sydney, New South Wales
Estádio: Campbeltown Stadium – 20.000
Títulos: Nenhum
Destaques: Craig Noone, Uli Dávila e Daniel De Silva

O caçula da liga impressionou em sua primeira temporada, chegando até a semifinal. A equipe de Ante Milicic perdeu vários jogadores importantes, incluindo Denis Genreau, Matt Derbyshire, Markel Susaeta, Mark Milligan, Ivan Franjic e Beñat Etxebarria, mas se reforçou bem para 21/22.

Os Bulls resolveram investir em nomes de peso que já estavam dentro da A-League e foi muito bem nas contratações, principalmente do meio para frente. Chegaram o atacante Tomi Juric (30), destaque do Adelaide United, o meia Daniel De Silva (24), grande nome do Central Coast Mariners, e dois dos melhores jogadores da liga, o inglês Craig Noone (33), campeão e destaque do Melbourne City, e o mexicano Ulisses Dávila (30), eleito melhor jogador da A-League pelo Wellington Phoenix, que será inclusive o novo capitão da equipe.

Mexicano Ulisses Davila, melhor jogador da temporada passada, é o novo capitão do Macarthur FC

O grande problema pode estar na difícil tarefa de substituir seus meias, Mark Miligan (36) e Beñat (34), que anunciaram aposentadoria, e Denis Genreau (23), negociado com o Tolouse. Para o setor, chega Tomislav Uskok (30), vindo do Western United, defensor de origem, mas capaz de cumprir o papel de Miligan como primeiro volante, e o inglês Jordon Mutch (30), com passagem por Crystal Pallace, Watford, QPR e Birmingham, contratado junto ao Western Sydney Wanderers.

Outra aposta foi no jovem atacante Al Hassan Toure (21), cria do Adelaide United e visto com grande potencial. Se juntam aos reforços peças remanescentes importantes, como o zagueiro Aleksandar Šušnjar (25), o lateral James Meredith (31), e o atacante Tommy Oar (29), importantes na boa campanha passada.

A grande polêmica envolvendo o Macarthur é relacionada a seu presidente, Gino Marra, que disse não se importar se seus jogadores estarão vacinados ou não antes do início da competição. O que pode ser um problema, já que a A-League deverá adotar a regra de vacinação obrigatória para seus atletas.

Time base: Nick Suman; James Meredith, Aleksandar Šušnjar, Tomislav Uskok e Antony Golec; Jordon Mutch, Daniel De Silva e Uli Dávila; Craig Noone, Al Hassan Toure (Tommy Oar) e Tomi Juric.

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Fundação: 2009 – Melbourne Heart, 2014 – Melbourne City
Cidade: Melbourne, Victoria
Estádio: AAMI Park – 30.000 pessoas
Títulos: 1x FFA Cup (2016) e 1x A-League (2020/2021)
Destaques: Jamie MacLaren, Andrew Nabbout e Mathew Leckie.

O grande campeão da temporada passada, o Melbourne City aposta na manutenção de seu elenco para lutar pelo bicampeonato, mas trouxe reforços pontuais e de peso para fortalecer o time.

O técnico Patrick Kisnorbo (40), incontestável no comando, renovou por mais duas temporadas e na manutenção de seu elenco, perdeu apenas duas de suas peças importantes, o uruguaio Adrian Luna (29), para o futebol indiano, e Craig Noone (33), para o Macarthur FC.

Melbourne City aposta na manutenção do elenco como principal trunfo

O clube do City Football Group, que já tinha um ataque poderoso com Andrew Nabbout (29) e Jamie Maclaren (28), autor de 25 gols na temporada, foi buscar Mathew Leckie (30), principal atacante dos Socceroos e que estava há 10 anos no futebol alemão, formando assim uma trinca de respeito no setor ofensivo.

Além de Leckie, chega também o centroavante italiano Manuel Pucciarelli (30), com passagens por Empoli, Chievo e Pescara, e o zagueiro Jordon Hall (23), que vem do Green Gully, equipe da NPL de Victoria, liga secundária do futebol australiano, os únicos reforços do atual campeão.

Seguem na equipe, o goleiro Tom Glover (24), os zagueiros Nuno Reis (30) e Curtis Good (28), o lateral-esquerdo e capitão Scott Jamieson (32), o lateral-direito Nathaniel Atkinson (23), autor do gol do título, o volante Connor Metcalfe (21), eleito a revelação do ano em 20/21, e o talentoso meia atacante Marco Tilio (21), destaque da reta final da competição.

O garoto brasileiro Raphael Borges (18) também segue no time, indo para sua terceira temporada pelo City, agora mais maduro e com boas possibilidades de ser bem aproveitado ao longo do ano. Já falamos sobre ele aqui na Revista Série Z.

Raphael Borges é mais uma vez uma das apostas do time para a temporada

Time base: Tom Glover; Nathaniel Atkinson, Nuno Reis, Curtis Good e Scott Jamieson; Royston Griffthis, Connor Metcalfe e Florien Berenguer (Marco Tilio); Andrew Nabbout, Mathiew Leckie e Jamie Maclaren.

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Fundação: 2004
Cidade: Melbourne, Victoria
Títulos: 4x A-League (2006/2007, 2008/2009, 2014/2015, 2017/2018); FFA Cup (2015)
Estádio: AAMI Park – 30.000 pessoas
Destaques: Robbie Kruse, Marco Rojas, Roderick Miranda e Chris Ikonomidis

Dono da segunda maior torcida da A-League e campeão por quatro vezes, o respeitado Melbourne Victory vem de duas temporadas para se esquecer. Foi o último colocado em 20/21, levando o troféu wooden spoon, a versão australiana do lanterna da competição. Só não foi rebaixado porque a liga ainda não implementou o modelo de promoção e rebaixamento, que deverá vir no próximo ano.

Assim como no ano passado, o clube abriu os cofres, reformulou seu elenco e manteve peças-chave, formando um plantel experiente e de respeito para o futebol australiano. Para o comando trouxe o ex-zagueiro Tony Popovic (48), que esteve na Golden Generation dos Socceroos e técnico campeão da Champions Asiática de 2014 com o Western Sydney Wanderers.

Tony Popovic, ex-zagueiro da Golden Generation, é o novo técnico do Melbourne Victory

Popovic trouxe com ele jogadores com quem já trabalhou, como por exemplo o lateral Jason Davidson (30), que estava no Ulsan Hyundai, o zagueiro Mathew Spiranovic (33), que estava sem clube desde 2019, e e o meia Chris Ikonomidis (26), ex-jogador da Lazio e figura presente nas últimas convocações da Seleção Australiana. Todos esses conquistaram a Regular Season com Popovic pelo Perth Glory, na temporada 19/20.

Foi o time que mais contratou, ao todo 13 reforços. Dentre eles estão o volante Josh Brillante (30), vindo do Xanthi, da Grécia, e que já conquistou a A-League pelo Sydney FC, o atacante Nick D’Agostino (23), grande nome do Perth Glory nas últimas temporadas, e o lateral Jason Geria (28), que retorna ao clube pelo qual disputou mais de 100 jogos em seis temporadas e conquistou duas vezes a A-League, em 14/15 e 17/18.

Algumas apostas europeias também chegam, como o zagueiro luso-brasileiro Roderick Miranda (30), com passagens por Benfica, Wolves e Olympiacos, filho do ex-jogador brasileiro Ademir Miranda, que fez carreira no futebol português nos anos 80 e 90, o meia espanhol Rai Marchan (22), formado na base do Real Madrid, e o atacante italiano Francesco Margiotta (28), com passagens por Chievo, Monza, categorias de base da Juventus e futebol suíço.

Luso-brasileiro Roderick Miranda reforça o Melbourne Victory na temporada

Poucos se salvam da péssima temporada passada, mas dentre os remanescentes estão o meia Jake Brimmer (24), cria das categorias de base do Liverpool, o atacante Marco Rojas (28), apelidado carinhosamente como “Messi neozelandês”, e o experiente atacante Robbie Kruse (33), jogador de Seleção Australiana, que fez carreira no futebol alemão, defendendo Bayer Leverkusen, Stuttgart e Bochun. Os dois últimos sofreram com lesões na temporada passada, espera-se que sejam mais úteis em 21/22.

Time base: Matt Acton; Jason Geria, Roderick Miranda, Mathew Spiranovic e Jason Davidson; Josh Brillante, Jake Brimmer e Chris Ikonomidis; Robbie Kruse, Marco Rojas e Nick D’Agostino (Francesco Margiotta).

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Fundação: 2000
Cidade: Newcastle; New South Wales
Estádio: McDonald Jones Stadium – 30.000
Títulos: 1x A-League (2007/2008)
Destaques: Daniel Penha, Oliver Boumal e Matthew Jurman

Com problemas financeiros nas últimas temporadas, os Jets se esforçaram e foram às compras, trazendo novos 12 reforços para fortalecer o time, que ficou na penúltima colocação em 20/21.

O greco-australiano Arthur Papas (41), o escolhido para comandar a equipe, vai para um de seus primeiros desafios como treinador principal, tendo atuado no próprio Newcastle em 2010 como auxiliar e no Yokohama Marinos de Ange Postecoglou, também como adjunto, entre 2019 e 2020.

Com a missão de reformular o elenco a um custo acessível, Papas usou de seu conhecimento e foi buscar por empréstimo o meia brasileiro Daniel Penha (24), jogador do Atlético Mineiro, com passagem pelas seleções de base do Brasil. Segundo o treinador, ele conheceu Penha através de análises de desempenho feita com jogadores de todo o mundo e passou a acompanhar de perto o futebol do brasileiro.

Brasileiro Daniel Penha chega como principal nome do Newcastle Jets

Outras grandes contratações são a do atacante camaronês Oliver Boumal (32), jogador de seleção, com quem Papas trabalhou no Yokohama Marinos, e dos zagueiros Matthew Jurman (31), com três títulos da A-League na bagagem e experiência de Socceroos, e Jordan Elsey (27), nome importante do Adelaide United nas últimas cinco temporadas.

Chegam também o lateral Dani Ingham (22), jogador da Seleção Neozelandêza vindo de uma boa temporada pelo Perth Glory, e o meia Eli Babalj (29), com passagens por Estrela Vermelha e AZ Alkmar, no futebol europeu, campeão da A-League pelo Adelaide United em 15/16. A aposta europeia é o meia espanhol Mário Arqués (29), produto das categorias de base do Villareal, com passagens por Valencia B e Sporting Gijon.

Destaque na reta final da temporada passada, o garoto Archie Goodwin (16), deverá figurar mais uma vez no time principal, assim como o atacante sudanês Valentino Yuel (27), principal nome do ataque na temporada passada.

A curiosidade é que o clube volta a adotar o uniforme dourado como número 1, assim como na temporada 2007/2008, ano em que conquistou a A-League, buscando trazer de volta a energia de campeão daquele ano.

Time base: Michael Weier; Dane Ingham, Mathew Jurman, Jordan Elsey e Riley Warland; Ben Kantarovski, Mário Arqués e Eli Babalj; Daniel Penha, Oliver Boumal e Valentino Yuel.

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Fundação: 1995
Cidade: Perth, Western Australia
Estádio: HBF Park – 20.000
Títulos: 2x NSL (2003 e 2004)
Destaques: Daniel Sturridge, Bruno Fornaroli e Andy Keogh.

Clube com a contratação de maior impacto na temporada e dentre as maiores já feitas na A-League, o Perth Glory não chega como favorito, mas vai tentar fazer jus ao investimento alto e brigar na parte de cima da tabela.

O clube de Western Australia traz para a competição o maior nome desde Del Piero, que atuou pelo Sydney FC entre 2012 e 2014. Daniel Sturride (32), cria do Manchester City, com passagem por Chelsea, e história marcante com a camisa do Liverpool, chega com a responsabilidade de ser o maior nome da liga em 21/22.

Daniel Sturridge, considerado uma das maiores contratações da história da A-League

Segundo o próprio Sturridge, era hora de buscar um novo desafio e, como ouviu somente boas coisas sobre o futebol australiano, decidiu arriscar. Chega após uma breve pausa na carreira, depois de ser suspenso do futebol por quatro meses, enquanto atuava pelo Trabzonspor, da Túrquia, por sugerir a seu irmão que apostasse em sua transferência para o Sevilla, em janeiro de 2018. Polêmicas a parte, torcida e imprensa apostam que o inglês tem tudo para responder bem as expectativas depositadas em seu futebol.

Um dos grandes responsáveis pela vinda de Sturridge ao Glory é o veterano goleiro Brad Jones (39), outro grande reforço da equipe para a temporada. Nascido em Perth, o arqueiro decidiu que irá pendurar as luvas no time de sua cidade natal após carreira de respeito, defendendo clubes como Liverpool, onde atuou com Sturridge, Feyenoord, Middlesbrough e, por último, Al Nassr, da Arábia Saudita. Vai brigar por posição com o também experiente Liam Reddy (40), ídolo do clube e que segue para mais uma temporada.

O ex-jogador Richard Garcia (40) segue como treinador após a boa temporada 20/21, quando o clube chegou até a Final Series, mas caiu para o Adelaide United nos playoffs.

O clube terá que superar esse ano o fim da era Diego Castro, meia espanhol que comandou o Glory nas últimas cinco temporadas e deixou o clube recentemente. Foram 143 jogos e 49 gols em seis temporadas pelo Glory.

Para fazer dupla de ataque com Sturridge, a aposta é mais uma vez no uruguaio Bruno Fornarolli (34), ex-Figueirense, autor de 28 gols nas últimas duas temporadas e que será o grande líder técnico, com a saída de Castro.

Outras contratações importantes foram a do lateral-esquerdo Jack Clisby (28), destaque do Central Coast Mariners, a repatriação do meia Brandon O’Neil (27), outro que nasceu e cresceu em Perth e resolveu voltar para perto da família após experiência pelo Pohang Stillers, da Coreia do Sul, e o meia espanhol Adrian Sardinero (31), a aposta europeia do Glory, formado pelo Getafe com passagens recentes por Chipre e Grécia.

Vale citar os experientes meias Andy Keoh (35), irlandês com bastante história no clube, e o japonês Kosuke Ota (34), que fez uma boa temporada 20/21. Além destes, chama a atenção o jovem lateral-direito Joshua Rawlins (17), que apareceu na lista dos melhores jogadores do mundo nascidos em 2004, feita pelo The Guardian.

Time base: Liam Reddy (Brad Jones); Aaron Calver, Darryl Lachman e Jack Clisby; Josh Rawlins, Andy Keoh, Brandon O’Neil, Kusuke Ota e Adrian Sardinero; Bruno Fornaroli e Daniel Sturridge.

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Fundação: 2004
Cidade: Sydney, New South Wales
Estádio: Leichhardt Oval – 22.000, Jubilee Oval – 20.500
Títulos: 5x A-League (2005/2006, 2009/2010, 2016/2017, 2018/2019, 2019/2020), OFC Champions League (2005), FFA Cup (2017)
Destaques: Bobô, Adam Le Fondre e Milos Ninkovic

Maior campeão da A-League, com cinco conquistas, o Sydney FC entra mais uma vez como franco favorito a briga pelo título. Em mais um ano, o time comandado por Steve Corica (48), ídolo máximo do clube, mantém praticamente toda sua base, indo para a terceira temporada com praticamente o mesmo elenco, com pouquíssimas mudanças.

O principal trunfo, é o poderio ofensivo do quarteto experiente formado pelo brasileiro Bobô (36), o inglês Adam Le Fondre (34), o neozelandês Kostas Barbarouses (31) e o sérvio Milos Ninkovic (36), que se conhecem como ninguém e se completam em suas caracteristicas. Bobô e Le Fondre com o poder de finalização, Barbarouses pela força e velocidade, e Ninkovic com toda sua técnica regendo essa turma.

Bobô é mais uma vez a principal esperança de gols do Sydney FC

Dentre as saídas, apenas o meia alemão Alexander Baumjohann (32) e o zagueiro Ryan McGowan (30) deixaram a equipe. Foram substitùdos a altura pela chegada do meia Max Burgess (26), que despontou no próprio Sydney FC e passou toda temporada 20/21 sem poder jogar, com problema burocrático com o Western United, seu ex-clube, e o zagueiro James Donachie (28), contratado junto ao FC Goa, da Índia, com três finais e dois títulos da A-League no currículo.

Reforçam o time ainda o ligeirinho Elvis Kamsoba (25), um dos poucos que se salvaram da péssima temporada do Melbourne Victory, e o lateral-esquerdo Connor O’Toole (24), contratado junto ao Newcastle Jets.

Entrosamento define o restante da equipe, que tem boa parte dos seus 11 iniciais jogando junto nos últimos três anos, como o goleiro Andrew Redmayne (32), o lateral-direito Rhyan Grant (30), motorzinho do time, o experiente zagueiro Alex Wilkinson (36), presidente da Professional Footballers of Australia (PFA), associação que representa os atletas australianos, o lateral Joel King (21), titular da seleção olímpica, os volantes Luke Brattan (30), ex-Manchester City, Paulo Retré (28) e Anthony Cáceres (29), e o garoto Calem Nieuwenhof (20), revelação da temporada passada.

Manutenção do elenco também é fator decisivo para o Sydney FC

Time base: Andrew Redmayne; Rhyan Grant, Alex Wilkinson, James Donachie e Joel King; Luke Brattan, Anthony Cáceres e Milos Ninkovic; Kostas Barbarouses, Adam Le Fondre e Bobô.

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Fundação: 2007
Cidade: Wellington, Nova Zelândia
Estádio: Sky Stadium – 34.500
Títulos: Nenhum
Destaques: David Ball, Gary Hooper e Reno Piscopo

Sempre azarão, o Wellington Phoenix até que fez uma temporada regular em 20/21, terminando somente uma posição abaixo do top-6, mesmo com a dificuldade de ter que ficar longe de casa, já que por conta das restrições relacionadas a COVID-19 na Nova Zelândia, teve que fazer de Wollongong, em New South Wales, sua casa na Austrália.

Em 21/22, terá que iniciar a A-League novamente longe de sua torcida, mas dessa vez com a perspectiva de voltar para Wellington ainda nas primeiras rodadas. Mais uma vez, a cidade de Wollongong, que abraçou o clube, foi o local escolhido para treinos e jogos da pré-temporada e início de competição. Como forma de agradecimento ao acolhimento, o Phoenix chegou a fazer um terceiro uniforme nas cores do Wollongong Wolves, clube tradicional da cidade, bicampeão da antiga NSL (National Soccer League) e que atualmente disputa a NPL do estado, prestes a ser inserido na nova Segunda Divisão Nacional, nos próximos anos.

Também por conta das restrições rígidas de Austrália e Nova Zelândia, teve dificuldade na montagem do elenco e pré-temporada, basicamente iniciando seus trabalhos com time completo apenas três semanas antes do início da competição.

O fator decisivo para uma boa temporada estará no desempenho de peças importantes remanescentes das últimas temporadas. O meia Reno Piscopo (23), jogador formado na Inter de Milão e que esteve com a Austrália nas Olimpíadas, o atacante inglês David Ball (31), formado pelo Manchester City e com história nas divisões inferiores da Inglaterra, e o jovem atacante Ben Waine (20), jogador da seleção neozelandesa, são os nomes que carregam a responsabilidade de fazer o Phoenix jogar.

Com passagem pela seleção italiana e Inter de Milão, na base, Reno Piscopo é o grande nome do Wellington Phoenix

O técnico Ufuk Talay (45), australiano de origem turca, segue no comando em busca de mais um ano positivo, novamente com objetivo de chegar a Final Series, assim como fez em 19/20.

Terá que superar a perda de seus dois principais jogadores, o meia mexicano Ulisses Davila (30), eleito o melhor jogador da A-League 20/21, que foi para o Macarthur FC, e o atacante israelense Tomer Hemed (34), autor de 11 gols na temporada, que deixou o clube rumo ao Western Sydney Wanderers.

O atacante inglês Gary Hooper (33) é a principal contratação. Ídolo no Celtic, da Escócia, e com história também em Norwich e Sheffield Wednesdey, Hooper esteve no Phoenix em 19/20, e volta ao clube após passagem rapida pelo Kerala Blasters, da Índia.

O meia italiano Nicholas Pennington (22) é a grande aposta europeia da temporada. Formado no Cagliari, ele esteve no modesto Olbia, da Série C italiana, e chega para substituir o volante Cameron Devlin (23), negociado com o Heart, da Escócia.

Os jovens Luka Prso (20), meia vindo do Newcastle Jets, e Mathew Bozinoviski (20), zagueiro do Melbourne Victory e da Seleção Sub-20 da Macedônia do Norte, reforçam o clube por empréstimo em busca de minutos por um clube com menos pressão como é o Phoenix.

Time base: Oliver Sail; Louis Fenton, Tim Payne, Mathew Bozinoviski e James McGarry; Alex Rufer,Nicholas Pannington e Reno Piscopo; Ben Wayne, David Ball e Gary Hooper.

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Fundação: 2012
Cidade: Sydney, New South Wales
Estádio: Bankwest Stadium – 30.000
Títulos: 1x Champions League Asiática (2014)
Destaques: James Troisi, Tomer Hemed e Steven Ugarcovik

O Westner Sydney Wanderers chega a sua décima temporada de A-League ainda na busca pelo seu primeiro título. Um dos clubes de maior investimento na liga, vê a pressão aumentar a cada ano, principalmente pelo início meteórico que teve ao vencer a Champions Asiática logo em seu segundo ano de história.

Mais uma vez o bilionário Paul Lederer, empresário do setor de alimentos e dono do clube, abriu os cofres e trouxe jogadores que podem fazer a diferença. Além disso, manteve o galês Carl Robinson (45) para mais um ano de contrato, mesmo com polêmicas envolvendo a repercussão negativa de declarações do próprio treinador de que o time não tinha uma liderança no vestiário.

Dentre os reforços destacam-se o atacante israelense Tomer Hemed (34), jogador com passagem por clubes como Brighton, QPR, Mallorca e Almeria, autor de 11 gols na temporada passada pelo Wellington Phoenix, o talentoso meia Dimi Petratos (28), que estave com os Socceroos na Copa do Mundo de 2018 e estava no futebol árabe, e o voluntarioso volante Steven Ugarkovic (27), que até ano passado era o principal jogador do Newcastle Jets, onde atuou por seis temporadas.

Israelense Tomer Hemed é a grande contratação dos Wanderers

Da ala internacional, o clube trouxe o lateral-esquerdo marfinense Adama Traoré (31), homônimo do famoso espanhol, que vem de boas temporadas defendendo o Melbourne Victory, e o meia japonês Keijiro Ogawa (29), contratado junto ao Yokohama FC. Para o gol foi buscar o goleiro espanhol Tomas Mejías (32), formado pelo Real Madrid e com passagens discretas por Middlesborough e Rayo Valecano. Por último trouxe ainda o volante Jack Rodwell (30), inglês com passagens por Everton, Manchester City, Sunderland e até seleção inglesa.

O experiente zagueiro Rhys Williams (33) foi repatriado após três temporadas no Al-Qadisiya, da Arábia Saudita, para substituir Dylan McGowan (29), que deixou o clube rumo ao futebol escocês, será o capitão do time.

Seu principal jogador é o volante James Troisi (33), jogador de muita força e capacidade técnica, esteve com a Austrália na Copa de 2014 e tem experiência també no futebol europeu. Porém, Troisi vem sendo duramente criticado pelos fãs do futebol por ser declaradamente anti-vacina, por isso, não se sabe se poderá atuar em todos os jogos do clube, já que a A-League promete adotar como regra a vacinação obrigatória de seus atletas.

Na meiuca aposta muito também no jovem Kenau Baccus (23), jogador que esteve com a Austrália nas Olimpíadas e foi destaque da equipe nas últimas duas temporadas.

Time base: Tomás Mejiás; Tate Russel, Rhys Williams, Ziggy Gordon e Adama Traoré; Kenau Baccus, Steven Urgarkovic e James Troisi (Terry Antonis); Dimi Petratos, Keijiro Ogawa e Tomer Hemed.

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Fundação: 2018
Cidade: Melbourne, Victoria
Estádio: AAMI Park – 30.000 , GMBHA – 36.000, Mars Stadium – 11.000
Títulos: Nenhum
Destaques: Alino Diamanti, Léo Lacroix, Rene Krhin e Aleksandar Prijović

O segundo clube mais novo da A-League, o Western United não teve uma boa temporada em 20/21, diferente do ano anterior, quando chegou as semifinais em sua primeira participação na liga. Para 21/22, o clube foi às compras e trouxe bons companheiros para o interminável Alino Diamanti.

O clube do oeste de Melbourne sofreu nessa off-season com a dificuldade de definir um estádio para mandar seus jogos. O GMBHA Stadium, em Geelong, e o Mars Stadium, em Ballarat, são distantes de Melbourne, enquanto o AAMI Park já é casa de Melbourne Victory e Melbourne City. O time chegou a anunciar que mandaria seus jogos no Lakeside Stadium, estádio que fica ao redor do Circuito de Albert Park da Formula 1, mas o South Melbourne, clube que detem os direitos do estádio, recusou a parceria e negou o espaço.

Todo esse problema em definir sua casa reflete na dificuldade do clube em desenvolver sua torcida. Com CT e estádio próprio ainda em construção a passos lentos em Wyndham, distante 30km do centro de Melbourne, o clube não consegue formar uma base de fãs considerável. Esse fator acaba provocando inúmeras críticas vindas de torcedores de outros times, já que o projeto Western United foi escolhido pela A-League em meio a disputa com clubes tradicionais, como o próprio South Melbourne citado anteriormente, e uma proposta de uma nova equipe vindo de Camberra, capital australiana e única grande cidade que ainda não possui um time na A-League.

Polêmicas e problemas a parte, o United trouxe para o comando o ex-atacante John Aloisi (45), que fez parte da Golden Generation da Austrália, e também atua como comentarista dos canais da Optus Sports no país em jogos da Premier League. Aloisi já havia comandado Brisbane Roar, por três temporadas, e o Melbourne City, ainda em tempos de Melbourne Heart.

Dentro de campo, renovou contrato de seu principal jogador, o meia italiano Alessandro Diamanti (38), carismático e talentoso jogador eleito o melhor da A-League em 19/20, com passagem pela Seleção Italiana e clubes como Livorno, Bologna, Fiorentina e West Ham.

Aos 38 anos, Diamanti segue como o jogador mais talentoso da A-League

Muitos reforços chegaram, ao todo 11 novas contratações foram feitas. O destaque vindo do futebol internacional é o zagueiro suíço Léo Lacroix (29), que começou sua carreira no São Cristóvão, do Rio de Janeiro, isso porque é filho de mãe brasileira e muito ligado ao Brasil, embora nascido e criado na Suíça. Defendeu por muitos anos o FC Sion, mas esteve também no Hamburgo, na Alemanha, e no Saint Ettiene, da França.

Suíço-brasileiro Léo Lacroix apresentado pelo técnico John Aloisi, ex-atacante da Golden Generation da Austrália

De fora chegaram ainda o meia Rene Krhin (31), jogador da Seleção Eslovena, ex-Inter de Milão, Bolongna e Nantes, e o atacante Aleksandar Prijović (31), sérvio com experiência de Copa do Mundo, contratado com a responsabilidade de substituir Besart Berisha (36), maior artilheiro da história da A-League, que deixou o clube rumo ao futebol de seu país, o Kosovo.

Outro grande acerto foi a vinda do atacante Dylan Wenzel-Halls (23), destaque do Brisbane Roar na temporada passada. Jogador de muita velocidade, boa capacidade de finalização e criação de jogadas.

O goleiro Jame Young (36), eleito o melhor da temporada passada pelo Brisbane Roar, o zagueiro Nikolai Topor-Stanley (36), vindo do Newcastle Jets, e o volante Neil Kikenny (35), ex-Leeds e Perth Glory, trazem sua experiência para liderar o elenco ao lado de Diamanti.

Duas apostas com passagens pela base de clubes alemãos também chegam, os atacantes Christian Theoharous (21), ex- Borussia Monchengladbach, e Noah Botic (19), ex-Hoffenheim, ambos com convocações para a Seleção Australiana Sub-20.

Permanecem figuras importantes do ano anterior, como o zagueiro japonês Tomoki Imai (30), o lateral-direito Josh Risdon (29), o ponta-esquerdo Conor Pain (27) e o meia Steven Lustica (30).

Time base: Jamie Young; Tomoki Imai, Léo Lacroix e Nikolai Topor-Stanley; Josh Risdon, Neil Kilkenny, Rene Khrin, Conor Pain e Alino Diamanti; Dylan Wenzel Halls e Aleksandar Prijović.


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