Clubes que fazem falta ao futebol feminino brasileiro

O ano de 2019 foi um marco para o futebol feminino mundial, com a maior audiência da história do Mundial e consolidação das ligas nacionais pelo mundo. O Brasil vive um período onde os clubes grandes estão sendo forçados a entrar na modalidade que fez com que equipes que investiram no futebol feminino por anos, fossem esquecidas. Mesmo antes, outras equipes que fizeram história, também, deixaram o cenário. Por isso, resolvemos trazer cinco clubes que fizeram história no futebol feminino, mas não estão na ativa.

Independente

A história do Independente Atlético Clube é dividida em duas etapas: a primeira em Belém e a atual em Tucuruí, interior do Pará. A primeira parte é vitoriosa para o time feminino, que foi a primeira a conquistar uma competição nacional com chancela da CBF: o Torneio Nacional de 1990. Os títulos não pararam por aí, com seis conquistas estaduais, três Torneios Norte/Nordeste, três Copas Norte e três Copas Meio-Norte (com clubes do Maranhão e Pará). É de longe, o clube nortista de maior sucesso na categoria. O Independente continua ativo, com o time masculino, mas desde 2010, com sede no interior do estado.

Radar

Se um dia, as palavras de um dicionário terem imagens para dar o significado, o verbete “pioneirismo” poderá ter uma foto do Esporte Clube Radar, clube do bairro de Copacabana, Rio de Janeiro. Para se ter ideia da importância histórica da equipe, até hoje, se juntarmos todas competições organizadas pela CBF na modalidade, o carioca é o maior campeão, com seis conquistas seguidas da Taça Brasil entre 1983 e 1988. Além disso, se trata do primeiro grande trabalho após a caída da estapafúrdia lei que proibia mulheres de jogarem futebol, que culminou na primeira seleção brasileira ser formada com todas as jogadoras do clube fluminense.

Botucatu

Equipe campeã paulista de 2008 (Foto: Orlando Lacanna/Jogos Perdidos)

Quando o futebol feminino paulista começava, mesmo que a passos curtos, uma reformulação para a entrada dos maiores clubes, o Botucatu era a grande sensação. Em uma cidade que não tinha time masculino, as mulheres eram responsáveis por fazerem o estádio da cidade lotar. Os anos de luta, porém, não fizeram com que se evitasse a crise, que em 2015 tirou a equipe das competições. O Botucatu foi campeão estadual em 2006, 2007 e 2009, além de conquistar a Taça Brasil 2006.

SAAD

Um capítulo à parte no futebol feminino brasileiro. O SAAD começou em São Caetano do Sul (SP) e estranhamente nunca foi campeão estadual, mas venceu a então Copa São Paulo por seis vezes. Além disso, venceu a Taça Brasil de 1989, 1991, 1996 e 2003 e foi vice-campeão do Mundialito de Clubes de 1986. Nesse auge, a equipe chegou a formar uma equipe nos Estados Unidos, que fez boas campanhas no indoor soccer. Sem tanto apoio no final da primeira década do século, a equipe fez sede no Mato Grosso do Sul, onde se sagrou campeã da primeira edição da Copa do Brasil em 2007. O site oficial do clube está ativo ainda e vale conferir muito da história.

Novo Mundo

Antes do Foz Cataratas ser o grande nome da modalidade no Paraná, era o Novo Mundo, de Curitiba, que despontava como expoente. Campeão estadual por quatro vezes (2002, 2003, 2004 e 2008). O clube de Curitiba fez participações de destaque na Copa do Brasil, com direito a elogios de Marta em um confronto com o Santos. A equipe era mantida simultaneamente com o time masculino amador, que disputa a Suburbana, mas chegou ao fim em 2013, após participar da Copa do Brasil, mas desistir do Paranaense.

2 comentários

  1. Em Pernambuco onde durante os últimos cinco anos tivemos pelo menos uma equipe colocada em segundo lugar no Ranking Nacional entra em 2020 apenas com duas equipes na série A2 do brasileiro ,O Vitória depois de rebaixado para segunda divisão desisti da Competição nacional e nao disputa o Regional , trazendo grande prejuízo ao futebol feminino Pernambucano, pois terá desta maneira apenas duas equipes no Brasileirão A2 em 2020, Sport Club de Recife e Clube Náutico Capibaribe.

  2. Bela matéria que fala sobre os títulos do Independente regionais e nacional, meu pai foi o fundador do clube.

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