Fabinho, Gabriel Girotto e mais dezenove: o paradeiro do elenco do Paulínia na Copa São Paulo de 2011

*Atualizado em 20 de janeiro de 2021, às 9h33

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O ano de 2021 ficará marcado pelo cancelamento da Copa São Paulo, tradicional torneio que abre a temporada do futebol e responsável por amenizar a abstinência de jogos no começo do ano (o que não é caso de agora, com as disputas nacionais em andamento), devido a pandemia do novo Coronavírus.

Há dez anos, um clube com perfil de revelar jogadores disputava a edição da Copinha e dois atletas com o passar dos anos chegaram a um patamar único para uma minoria: Fabinho e Gabriel Girotto, ambos formados no Paulínia Futebol Clube.

O PFC foi fundado em 2004, mas apenas três anos depois que entrou em campo em um torneio profissional. A melhor campanha na história foi o terceiro lugar no Paulista da Segunda Divisão de 2010, que deu a chance de disputar o Paulista Série A3 2011, única participação na divisão. No ano desse debute, a Copa São Paulo serviria novamente para formar a base da equipe.

Time sub-20 do Paulínia em que Gabriel Girotto (terceiro agachado da esquerda à direita) e Fabinho (último agachado)

Na Copinha, a cidade foi sede do Grupo U. Os adversários foram o Botafogo, Rio Preto e Nacional de Patos. Na estreia, vitória contra os paraibanos por 4 a 0, com gols de Kairo, Clayton, Cássio e João Victor. Contra o Rio Preto, derrota por 2 a 0. Se vencesse o Botafogo na última rodada, a equipe poderia se classificar pelo índice técnico, mas empatou. Os gols foram marcados por Gabriel Girotto e Cássio. Dessa partida, o Botafogo decidiu contratar Gabriel, onde ficou quatro anos até acertar com o Palmeiras. Fabinho, ainda lateral, foi negociado com o Fluminense, que um ano e meio depois, o vendeu por R$ 2 milhões ao Rio Ave, sendo parte repassado ao Paulínia.

Nessa campanha, a dupla que hoje atua no Corinthians e Liverpool, respectivamente, é um ponta fora da curva. Se Gabriel já faz parte de um seleto grupo de jogadores de elite, Fabinho chegou em outro patamar, com o sonho europeu elevado ao máximo, onde conquistou a Liga dos Campeões da Europa com o Liverpool. A realidade para a maioria dos companheiros de equipe deles foi muito diferente.

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Dos autores dos gols na campanha da Copinha 2011, apenas dois continuam jogando. O “Cássio” virou Cássio Gabriel (ou Cassinho), um dos grandes destaques do Mirassol na campanha da Série D 2020, com rodagem pelo futebol paulista e experiência na Croácia.

Cassinho foi um dos principais nomes do acesso do Leão da Alta Araraquarense (Foto: ASCOM/Mirassol FC)

“João Vitor”, agora é mais conhecido como Joãozinho (ou João Amaral) e atua no México, pelo Tlaxcala, do segundo escalão nacional, um clube novo que foi fundado em 2014. Segundo dados do oGol, Clayton (conhecido como Ceará) e Kairo não jogam desde 2017 e 2019, respectivamente.

Além dos seis jogadores supracitados, o Paulínia relacionou mais 15 atletas para a disputa. Um caso que chama atenção é do goleiro Lucas (Costa Favier), que atualmente aparece em sites de futebol de 7, mas atuando em outra posição, pois tem 34 gols na liga Chuteira de Ouro.

O único que continua na ativa dessa segunda lista é Rodrigo Lobão, zagueiro que foi titular nas três partidas da disputa da Copinha, também, conseguiu permanecer no futebol. Em 2017 e 2018, ele subiu duas divisões com o CSA, até acertar com o Bangu, onde jogou nas duas últimas temporadas.

Rodrigo Lobão ainda não tem clube definido para 2021, mas não deve ficar fora do futebol

Os outros encerraram a carreira, como Augusto (2012), Grippi (2013), Alisson (2015), Marcão (2015), Dick (2018), Lucas Gabriel (2018), ou não encontramos registros, casos de Gustavo Travasso, Lucas Alba, Jeferson Genari, Felipe Rezende, Roberto Accordi, Alan Batista e Júlio César.

Logo após a publicação original desse texto, Júlio César entrou em contato conosco, um dos jogadores que não encontramos registro. Após a campanha, ele teve empréstimos ao Cruzeiro, Grêmio e Novorizontino, até chegar ao Barra, de Santa Catarina, onde decidiu encerrar a carreira e cursar Ciências Contábeis. “Nessa Copa São Paulo, o elenco era fantástico, nosso comandante Elio tinha um p*ta de um time na mão. Na lateral, Fabinho jogando muito. Comendo a bola no meio de campo nem se fala, Gabriel parecia um maestro junto com Lucas Alba. O fenômeno do time era o Cássio, fora do normal, 10 clássico. Qualquer um que jogava dava conta do recado. Foi uma experiência incrível jogar do lado desses caras. A partir dessa Copa São Paulo surgiu oportunidades para todos”, conta Júlio.

Ele, também, citou um caso de um jogador que estava na lista de jogadores que iam para a competição, mas que não aparece em nenhuma súmula que consultamos: Jefferson Nogueira. Formado pelo Paulínia, ele logo chamou atenção do Figueirense. Na cidade de Florianópolis, onde Júlio fincou raízes, os dois se tornaram grandes parceiros. Jefferson, atualmente, joga no Gazisehir Gaziantep, da Turquia, que já apareceu na Série Z, como um dos debutantes da Europa.

Parte desse elenco, esteve na disputa da Série A3 2011, onde a equipe foi rebaixada. O que pareceu apenas um revés foi o início do fim do clube, que ficou dois anos licenciado. Voltou em 2014, mas parou por ali (pelo menos por enquanto), a história do clube que revelou Fabinho e Gabriel Girotto.

2 comentários

  1. Quando o grêmio Novorizontino voltou com o profissional em 2014 o time fez uma parceria com o Paulínia e veio o time todo inclusive o técnico para a disputa da segunda divisão com a boa estrutura de novo horizonte e com recursos por aqui foram campeões hoje o time se encontra na elite do Paulista e na série C do brasileiro graças ao início lá atraz com o Paulínia

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