Os maiores participantes da Série D sem Série A, B e C

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*Atualizado em 1° de junho de 2024

A Série D tem pouco mais de dez anos, o que fez com que o número de clubes divisionados crescesse para 60, ao contrário dos 40 clubes de 2008. A partir de 2009, clubes com passagem pela Série A, B e C passaram a disputar a competição, mas alguns ainda buscam a “glória” de disputar uma das três divisões. Separamos aqui, os clubes com quatro participações ou mais que têm apenas experiência na quarta divisão. Com esses critérios, apenas a região sudeste não conta com clubes e temos um clube cearense que surpreende por estar aqui.

Seis participações

Goianésia

Antes de 2009, primeiro ano de Série D, o clube teve apenas cinco participações esporádicas no Campeonato Goiano. Desde 2011, quando retornou, se destacou por montar equipes fortes no Estadual, mas entre 2013 e 2016, quando esteve na Série D, o elenco nunca foi o mesmo, o que rendeu campanhas que foram piorando com o tempo: 22º, 30º, 35º e 68º (o último lugar em 2016). Em 2020, o Azulão voltou a disputar a quarta divisão, quando chegou nas oitavas de final. Na temporada passada, o time foi eliminado na primeira fase e completou seis participações na disputa.

Bahia de Feira

Campeão baiano de 2011, o Bahia de Feira chegou na Série D com muita expectativa, mas o elenco desfeito não fez com que o time passasse de fase. Entre 2019 e 2023, o time engatou cinco participações seguidas. Nas três primeiras aparições, o clube não passou da primeira fase. Em 2022, conseguiu avançar e chegou até a terceira fase. A melhor campanha foi em 2023, quando chegou no jogo do acesso e perdeu para o Athletic.

Maringá

O clube sulista que mais teve participações na Série D sem disputar as divisões acima vem do noroeste paranaense. Existe uma decepção na cidade pelas campanhas abaixo que o Maringá faz na quarta divisão, com apenas duas classificações à segunda fase em 2018 e 2023. Em 2014, 2016 e 2019, o clube ficou na primeira fase. Neste ano, o Dogão novamente está na disputa com a obsessão do acesso e, o mais importante, com potencial para isso. Quando a Série D foi criada, o Maringá ainda não existia. Em 2010, o clube foi fundado e, ao menos, pela pouca idade se amenizam as decepções.

Foto: Felipe Augusto/Agência Série Z/Revista Série Z
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Cinco participações

FC Cascavel

A Serpente está na quinta participação seguida na Série D. De 2020 a 2024, o time saiu de principal candidato paranaense ao acesso para ficar cercado de dúvidas. O máximo que chegou foi na segunda fase nas três primeiras participações. O clube, de 2008, foi fundado um ano antes da implantação da Série D.

Guarani de Juazeiro

Nesta lista é o clube que mais surpreende. O Leão do Mercado nunca chegou a disputar nem mesmo a Série C, mesmo sendo o nono clube com mais participações no Campeonato Cearense. Na Série D, a equipe nunca passou de fase. Em 2011, primeira aparição, teve melhor posição: 22º. Entre 2015 e 2018, ficou abaixo e chegou a ser um dos piores clubes em duas participações.

Iporá

Em 2018 e 2019, o clube goiano chegou nas oitavas da Série D. A perspectiva parecia boa, mas apenas em 2022 que voltou para a divisão, onde engatou duas disputas ruins. Em 2024, a equipe começou a disputa bem logo depois do rebaixamento estadual.

Náutico (RR)

Apesar dos 57 anos de idade, o Náutico roraimense não surpreende tanto em nunca ter disputado uma Série C. A equipe tem três títulos estaduais, sendo o primeiro em 1967, ou seja, bem longe da criação da terceira divisão nacional. As outras duas taças deram ao clube, uma vaga na Série D, em 2013 e 2015. Por méritos, a equipe nunca teve a vaga assegurada para uma Série C, mas não chegou a mostrar interesse nas disputas abertas como em 1995 e 2003. Na Série D, a equipe esteve em 2012, 2013, 2015, 2016 e 2002, sendo que apenas na penúltima participação que conseguiu passar de fase.

Nova Iguaçu

Em 2006, a Laranja Mecânica estreou no Campeonato Carioca e poderia chegar na Série C, mas não fez boas campanhas. Depois da criação da Série D, o time só estreou na quinta edição. O histórico é bem ruim: nunca passou de fase (2013, 2018, 2022 e 2023). Porém, no melhor ano da história do clube, que foi vice-campeão estadual, a equipe sonha com o acesso em 2024.

Sinop

Campeão mato-grossense em 1990, 1998 e 1999, o clube que revelou Rogério Ceni teve chance de disputar a Série C, mas sempre recuou da chance e nunca participou. Entre 2001 e 2006, a equipe ficou inativa, voltou em 2007, mas a partir de 2014 que começou a fazer boas campanhas, que fizeram a equipe entrar na Série D. Entre 2016 e 2020, o Galo do Norte esteve na quarta divisão, mas apenas em 2018 que passou de fase, a melhor campanha do clube.

Real Ariquemes

Em 1995, a Sociedade Esportiva Ariquemes disputou a Série C, mas anos depois, o clube foi extinto. Em 2011, foi a vez do Real Ariquemes surgir, que disputou o primeiro Rondoniense cinco anos depois. Na segunda participação no Estadual, o Furacão do Vale do Jamari foi campeão e garantiu vaga na primeira Série D, em 2017. Em 2018 e 2019, voltou a disputar, mas nunca passou de fase. Em 2021, o clube disputou apenas duas partidas, pois foi eliminado ainda na fase preliminar. A última participação foi em 2023, quando novamente decepcionou.

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Quatro e três participações

Quatro: Interporto, Murici, Patrocinense, Real Noroeste e Retrô

Três: Aimoré, Concórdia, Cordino, Espírito Santo, Fluminense-PI, Foz do Iguaçu, Galvez, Humaitá, Independente-PA, Juventude Samas, Penarol, Plácido de Castro, Porto Velho, Resende, CA Tubarão e Vilhena

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