Os maiores participantes da Série D sem Série A, B e C

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*Atualizado em 02 de janeiro de 2022, às 18h19

A Série D tem pouco mais de dez anos, o que fez com que o número de clubes divisionados crescesse para 60, ao contrário dos 40 clubes de 2008. A partir de 2009, clubes com passagem pela Série A, B e C passaram a disputar a competição, mas alguns ainda buscam a “glória” de disputar uma das três divisões. Separamos aqui, os clubes com quatro participações ou mais que têm apenas experiência na quarta divisão. O posto mudou ao final da temporada 2021, com o título da Aparecidense, que era o clube com mais aparições na Série D sem disputar as divisões acima e estreará na terceira divisão em 2022. Com esses critérios, apenas a região sudeste não conta com clubes e temos um clube cearense que surpreende por estar aqui.

Seis participações

Goianésia

Antes de 2009, primeiro ano de Série D, o clube teve apenas cinco participações esporádicas no Campeonato Goiano. Desde 2011, quando retornou, se destacou por montar equipes fortes no Estadual, mas entre 2013 e 2016, quando esteve na Série D, o elenco nunca foi o mesmo, o que rendeu campanhas que foram piorando com o tempo: 22º, 30º, 35º e 68º (o último lugar em 2016). Em 2020, o Azulão voltou a disputar a quarta divisão, quando chegou nas oitavas de final. Na temporada passada, o time foi eliminado na primeira fase e completou seis participações na disputa.

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Cinco participações

Guarani de Juazeiro

Nesta lista é o clube que mais surpreende. O Leão do Mercado nunca chegou a disputar nem mesmo a Série C, mesmo sendo o nono clube com mais participações no Campeonato Cearense, com 37, número igual aos dois “Icasas” que participaram do campeonato, sendo que o último quase chegou na Série A em 2013. Na Série D, a equipe nunca passou de fase. Em 2011, primeira aparição, teve melhor posição: 22º! Entre 2015 e 2018, ficou abaixo e chegou a ser um dos piores clubes em duas participações.

Sinop

Campeão mato-grossense em 1990, 1998 e 1999, o clube que revelou Rogério Ceni teve chance de disputar a Série C, mas sempre recuou da chance e nunca participou. Entre 2001 e 2006, a equipe ficou inativa, voltou em 2007, mas a partir de 2014 que começou a fazer boas campanhas, que fizeram a equipe entrar na Série D. Entre 2016 e 2020, o Galo do Norte esteve na quarta divisão, mas apenas em 2018 que passou de fase, a melhor campanha do clube.

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Quatro participações

Bahia de Feira

Campeão baiano de 2011, o Bahia de Feira chegou na Série D com muita expectativa, mas o elenco desfeito não fez com que o time passasse de fase. Inclusive, se classificar não faz parte do retrospecto do Tremendão, que emendou três participações seguidas entre 2019 e 2021. O clube tem vaga garantida para 2022 e, se não desistir, pula para a posição de cima.

Maringá

O clube sulista que mais teve participações na Série D sem disputar as divisões acima vem do noroeste paranaense. Existe uma decepção na cidade pelas fracas campanhas que o Maringá fez na quarta divisão, com apenas uma classificação à segunda fase em 2018. Em 2014, 2016 e 2019, o clube ficou na primeira fase. Quando a Série D foi criada, o Maringá ainda não existia. Em 2010, o clube foi fundado e, ao menos, pela pouca idade se amenizam as decepções.

Murici

Em 2021, o Murici foi um dos alagoanos na Série D, estado nordestino que vem sofrendo com a representação nas últimas temporadas. O Murici não conseguiu passar de fase em nenhuma das aparições no escalão, quando esteve em 2016, 2017, 2018 e 2021. Em 2010, um fato triste fez com que o time não disputasse a competição. A equipe foi campeã estadual pela única vez, mas desistiu da quarta divisão, pois o estádio teve que ser usado como ponto de distribuição de alimentos, devido a enchente que afetou toda cidade, incluindo metade da sede sendo destruída e troféu sendo levado pela enxurrada. Fundado em 1974, o clube estreou apenas em 1999 nos campeonatos profissionais, fazendo boas campanhas, mas nunca disputou a Série C, seja nas vezes que poderia entrar livremente ou quando não conseguiu se classificar.

Em 2021, Bahia de Feira e Murici se enfrentaram na Série D (Foto: Jailson Colacio/Murici FC)
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Náutico (RR)

Apesar dos 57 anos de idade, o Náutico roraimense não surpreende tanto em nunca ter disputado uma Série C. A equipe tem três títulos estaduais, sendo o primeiro em 1967, ou seja, bem longe da criação da terceira divisão nacional. As outras duas taças deram ao clube, uma vaga na Série D, em 2013 e 2015. Por méritos, a equipe nunca teve a vaga assegurada para uma Série C, mas não chegou a mostrar interesse nas disputas abertas como em 1995 e 2003. Na Série D, a equipe esteve em 2012, 2013, 2015 e 2016, sendo que apenas na última participação que conseguiu passar de fase.

Real Ariquemes

Em 1995, a Sociedade Esportiva Ariquemes disputou a Série C, mas anos depois, o clube foi extinto. Em 2011, foi a vez do Real Ariquemes surgiu, que disputou o primeiro Rondoniense cinco anos depois. Na segunda participação no Estadual, o Furacão do Vale do Jamari foi campeão e garantiu vaga na primeira Série D. Em 2018 e 2019, voltou a disputar, mas nunca passou de fase. Em 2021, o clube disputou apenas duas partidas, pois foi eliminado ainda na fase preliminar.

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