Estamos diante da mais importante edição das Olimpíadas de Inverno para o Brasil. A possibilidade é real do país conquistar a primeira medalha da história nos jogos. Seria o primeiro país completamente tropical a conquistar tal feito, o primeiro latino-americano e o terceiro do Hemisfério Sul (Austrália e Nova Zelândia subiram ao pódio). Mas além disso, há mais alternativades nos Jogos que reúnem 92 nações (mais a delegação dos Atletas Individuais Neutros) na Itália. Neste especial, você confere as nações que debutam nos Jogos, as buscas pela primeira medalha, a delegação brasileira, as equipes que estreiam nos esportes coletivos e muito mais.
A delegação do Brasil
O país tropical vem com a terceira maior delegação das Américas, atrás apenas das potências Estados Unidos e Canadá. É a maior delegação da história do país, com 14 atletas (e mais um reserva no bobsled) na Itália – três a mais que Pequim 2022 – em cinco esportes diferentes. Lucas Pinheiro Braathen é favorito a garantir medalha no esqui alpino. Nicole Silveira e Pat Burgener podem surpreender.

- Nicole Silveira – Skeleton
- Lucas Pinheiro Braathen- Esqui Alpino
- Christian Oliveira – Esqui Alpino
- Giovanni Ongaro – Esqui Alpino
- Alice Padilha – Esqui Alpino
- Eduarda Ribera – Esqui Cross-Country
- Bruna Moura – Esqui Cross-Country
- Manex Silva – Esqui Cross-Country
- Pat Burgener – Snowboard Halfpipe
- Augustinho Teixeira – Snowboard Halfpipe
- Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luis Bacca e Gustavo Ferreira – Bobsled
Benin, Emirados e Guiné-Bissau: as nações debutantes
Todos os atletas que vão representar as nações debutantes são do esqui alpino
O responsável pela estreia de Benin nos Jogos de Inverno será Nathan Tchibozo. Nascido na França, ele é filho de pai beninense e mãe togolesa. Ele chegou a representar a França e Togo, em 2022, mas há dois anos escolheu Benin. Ele está nas disputas do slalom gigante e slalom, com descidas programadas para os dias 14 e 16, respectivamente.

Outra nação africana que debuta é Guiné-Bissau. Winston Tang, 19 anos, também é filho da diáspora. Nascido em Utah, Estados Unidos, ele é filho de pai bissau-guineense e mãe taiwanesa. Com traços mais ligados à mãe, ele chegou a defender Taiwan, mas optou por fazer história pela nação africana. É a primeira nação africana lusófona a participar da disputa.

Os Emirados terão dois atletas na estreia. Também com histórias curiosas. No masculino, Alex Astridge nasceu na Inglaterra e a família se mudou para o país árabe aos seis meses de idade. Ele aprendeu a esquiar na Ski Dubai, uma pista coberta de 22,5 mil metros que fica “dentro” de um shopping em Dubai. Ele terá a companhia de Piera Hudson, que teve um processo, até certo ponto, polêmico para conseguir a naturalização. Aos 29 anos, ela possui vários títulos e participações internacionais pela Nova Zelândia, onde nasceu, mas nunca conseguiu disputar as Olimpíadas. Inicialmente, o processo foi reprovado até conseguir provar que tinha residência no país e chegar à Itália para realizar o sonho.

Voltas e saídas
Cinco nações voltam a ter representantes nos Jogos Olímpicos de Inverno. Quênia, Singapura e África do Sul estiveram pela última vez em 2022. A Venezuela volta após disputar os Jogos em 2018. O maior retorno é do Uruguai, que não tinha atletas desde Nagano 1998. O esquiador Nicolás Pirozzi será o segundo atleta uruguaio a disputar os Jogos.
Por outro lado, Samoa Americana, Gana, Peru, Timor Leste e Ilhas Virgens Americanas, além de Belarus e Rússia (que disputou a última edição como ROC) estiveram em 2022, mas não terão a bandeira representada na Itália.
A busca da primeira medalha
Mais de 50 nações buscarão a primeira medalha em Milano-Cortina. São essas: África do Sul, Albânia, Andorra, Argentina, Armênia, Azerbaijão, Bermuda, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Brasil, Chile, Chipre, Colômbia, Equador, Eritreia, Filipinas, Geórgia, Grécia, Hong Kong, Índia, Irã, Irlanda, Islândia, Israel, Jamaica, Kosovo, Líbano, Lituânia, Macedônia do Norte, Madagascar, Malásia, Malta, Marrocos, México, Moldávia, Monaco, Mongólia, Montenegro, Nigéria, Paquistão, Porto Rico, Portugal, Quênia, Quirguistão, San Marino, Sérvia, Singapura, Taipé Chinesa, Tailândia, Trinidad e Tobago, Turquia, Uruguai e Venezuela.
Além do Brasil, com Lucas Pinheiro Braathen, a Geórgia é outra grande favorita a garantir a primeira medalha nas Olimpíadas de Inverno. A dupla Anastasia Metelkina e Luka Berulava é favorita ao ouro na competição de duplas da Patinação Artística. Além deles, vale ficar de olho em Diana Davis e Gleb Smolkin, da Geórgia (Patinação Artística); Furkan Akar, da Turquia (Patinação de Velocidade em Pista Curta) e na dupla Allison Reed e Saulius Ambrulevičius, da Lituânia (Patinação Artística).

Os debutantes dos esportes coletivos
Nas Olimpíadas de Inverno, nós consideramos esportes coletivos, o curling e o hóquei, obviamente, além da disputa de quatro homens do bobsled. Dentre esses, teremos quatro debutantes.
🇫🇷 França – Hóquei no gelo feminino
🇨🇿 Tchéquia – Curling masculino
🇪🇪 Estônia – Curling misto
🇮🇱 Israel – Bobsled
Vale destacar alguns retornos após longos anos, como a seleção da Itália de Curling feminino (2006), de Hóquei masculino (2006) e de Hóquei feminino (2006), seleção da França de Hóquei masculino (2002) e seleção de Liechtenstein de bobsled (2010).
Nações com apenas um atleta na delegação
🇧🇯 Benin
🇧🇴 Bolívia
🇨🇴 Colômbia
🇪🇨 Equador
🇪🇷 Eritreia
🇬🇼 Guiné-Bissau
🇲🇾 Malásia
🇲🇹 Malta
🇲🇨 Monaco
🇳🇬 Nigéria
🇵🇰 Paquistão
🇵🇷 Porto Rico
🇸🇲 San Marino
🇸🇬 Singapura
🇺🇾 Uruguai
🇻🇪 Venezuela
Nações com mais medalhas nos Jogos de Inverno do que na versão Verão
🇳🇴 Noruega – 406 medalhas nas Olímpiadas de Inverno (x 171 nos Jogos de Verão)
🇦🇹 Áustria – 251 (x 101)
🇱🇮 Liechtenstein – 10 (x 0)

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