80 fatos alternativos das Paralimpíadas de Paris 2024 | Série Z Olímpica

Estávamos com saudades de acordar e seguir durante toda manhã e tarde com muito esporte. As Paralimpíadas vão começar e o lado Z do evento reserva muitas histórias, como as nações debutantes, países que retornam, menores delegações, nações sem medalha, as alternatividades do Brasil, as novidades dos esportes coletivos e muito mais. São 80 curiosidades sobre Paris 2024.

Nações debutantes

  1. O Kosovo fundou o comitê paralímpico em 2022. Dois anos depois debutará nas Paralimpíadas, com Grevist Bytyqi, paratleta do Atletismo (T46), nos 1500 metros rasos
  2. Kiribati tinha intenção de estrear em Tóquio, tanto que fundou o comitê em 2019, mas apenas em Paris começará a história. No Atletismo, Ongiou Timeon, do arremesso de peso (F11), levará a bandeira do país
  3. Sibhatu Kesete Weldemariam será o primeiro paratleta da Eritreia em Paralimpíadas. Ele compete nos 1500 metros rasos (T54)
Shibatu Kesete representa a Eritreia

Nações que retornam

  1. Bangladesh não participa das Paralimpíadas desde 2008. Em Paris, terá dois atletas no Tiro com Arco: Al Amin Hossain (recurvo) e Joma Akter (composto aberto)
  2. Desde Londres 2012 que Vanuatu não participa das Paralimpíadas. Serão dois atletas representando o país: Katarina Eli Enock (arremesso de peso – F57) e Ken Kahu (lançamento de dardo – F44). No site oficial dos jogos, os dois se dizem fãs de Neymar
  3. Ilhas Salomão também disputou pela última vez em Londres. Em Tóquio 2021, Ilhas Salomão teria dois taekwondistas na disputa. Porém, eles se classificaram em março de 2020. Pelas restrições sanitárias que ainda haviam em 2021, os dois atletas não puderam participar. Para 2024, serão quatro atletas no Taekwondo: Solomon Jagiri (-58kg), Raymond Pureke (-80kg), James Ingram Gegeu (+80kg) e Junita Tonowane (-65kg)
  4. Macau esteve na Rio 2016 e não participou da edição seguinte. Hao Lei Chio recoloca o país no mapa das Paralimpíadas. Ele compete no salto em distância, na classe T20, do Atletismo
  5. Ausente em Tóquio, o Timor Leste volta aos Jogos Paralímpicos para participar do Atletismo (T38). Téofilo Freitas disputa as provas dos 400 e 1500 metros, com chances de medalha, pois foi muito bem no Campeonato Mundial de 2024
  6. Outra nação que volta após uma edição fora é Tonga. A paratleta Meleane Vasitai Leaaepeni Falemaka, 33 anos, disputará o arremesso de disco, na classe F38
  7. Myanmar também não teve representantes em 2021. Agora, Pea Soe, na classe T64, disputará as provas dos 100 e 200 metros rasos
  8. Akeem Stewart é um heroi paralímpico de Trinidad e Tobago. Na Rio 2016, ele conquistou a medalha de ouro no lançamento de dardo e prata no arremesso de disco. A expectativa é que disputasse a edição de Tóquio, mas desistiu por não se sentir preparado para os Jogos. Agora, ele volta sendo medalha de ouro no Parapan de 2023
  9. Mayagozel Ekeyeva representou o Turcomenistão edição sim, edição não. Em 2008, ela foi 7ª colocada no levantamento de peso. Não esteve em 2012 e voltou na Rio 2016, quando ficou mais perto da medalha: 5º lugar. O país ficou sem representantes e ela retorna aos Jogos aos 38 anos.
Katarina Eli Enock representa Vanuatu

Menores delegações

  1. São 44 nações com apenas um atleta em Paris: Afeganistão, Armênia, Aruba, Barbados, Benim, Bermudas, Timor-Leste, Eritreia, Gâmbia, Granada, Guatemala, Guiné-Bissau, Haiti, Honduras, Costa do Marfim, Kiribati, Laos, Lesoto, Libéria, Líbia, Luxemburgo, Macau, Maldivas, Mali, Malta, Mianmar, Nepal, Nicarágua, Macedônia do Norte, Omã, Paraguai, Catar, República do Congo, São Vicente e Granadinas, São Tomé e Príncipe, Serra Leoa, Suriname, Togo, Tonga, Trinidad e Tobago, Uganda, Ilhas Virgens, Zâmbia e Zimbábue
  2. São 32 países com dois atletas nas Paralimpíadas: Angola, Bahrein, Bangladesh, Butão, Botsuana, Bulgária, Burkina Faso, Burundi, Cabo Verde, República Centro-Africana, Camboja, Camarões, Chipre, República Democrática do Congo, El Salvador, Fiji, Gabão, Jamaica, Kosovo, Kuwait, Líbano, Madagascar, Malawi, Moldávia, Moçambique, Panamá, Palestina, Porto Rico, Sri Lanka, Síria, Tanzânia e Uruguai.
  3. Etiópia, Geórgia, Gana, Guiné, Islândia, Jordânia, Quirguistão, Lituânia, Namíbia, Níger, Paquistão, Papua-Nova Guiné e Arábia Saudita têm três paratletas

Nações sem medalha

  1. Nações sem nenhuma conquista: Afeganistão, Armênia, Aruba, Bangladesh, Barbados, Benin, Bermudas, Butão, Burkina Faso, Burundi, Camboja, Camarões, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Gabão, Gâmbia, Gana, Granada, Guiné, Guiné-Bissau, Haiti, Honduras, Quirguistão, Lesoto, Libéria, Macau, Malawi, Maldivas, Mali, Maurícia, Nepal, Nicarágua, Níger, Paraguai, Congo, São Vicente e Granadinas, São Tomé e Príncipe, Senegal, Serra Leoa, Ilhas Salomão, Somália, Suriname, Tanzânia, Togo, Tonga, Turcomenistão, Vanuatu, Ilhas Virgens Americanas, Iémen e Zâmbia

Para curiosidade, sem entrar na conta dos fatos alternativos, há outras nações sem medalhas, mas que não estarão em Paris: Albânia, Andorra, Antígua e Barbuda, Brunei, Comores, Djibuti, Guiana, Madagascar, Mauritânia, Coreia do Norte, Samoa, San Marino, Seychelles, Sudão do Sul, Tajiquistão, Timor-Leste, Liechtenstein

  1. Nações sem medalha de ouro: Uganda, Palestina, Catar e Malta – Bahamas não está na edição
  2. Nações sem medalhas de ouro ou prata: Cabo Verde, El Salvador, Laos, Líbia, Montenegro, Moçambique, Omã, Ruanda, Síria, Líbano, Moldávia e Filipinas
  3. Nações sem medalhas de ouro ou bronze: Papua Nova Guiné
  4. Nações sem medalha de prata: Guatemala, Equador, Sri Lanka e Mongólia
  5. Nações sem medalha de bronze: Macedônia do Norte, Etiópia e Geórgia
  6. Nações sem medalhas de prata ou bronze: Botswana e Fiji – Sudão não participará em 2024

As novidades dos esportes coletivos

Basquete de cadeira de rodas

  1. Participantes do torneio masculino: Grã-Bretanha, Espanha, Estados Unidos, Austrália, Canadá, França, Alemanha e Holanda
  2. A Holanda não disputa o torneio paralímpico desde 2016
  3. Desde 2004, que a França não participava
  4. Participantes do torneio feminino: Grã-Bretanha, Holanda, Estados Unidos, China, Alemanha, Japão, Espanha e Canadá
  5. Anfitriã, a França não tinha vaga garantida e ficou fora da disputa

Futebol de 5

  1. Participantes: França, Turquia, Marrocos, China, Argentina, Colômbia, Japão e Brasil
  2. A Colômbia debutará no futebol de 5 paralímpico
  3. A última participação da Turquia foi em 2016
Ricardinho é o craque da seleção brasileira de Futebol de 5 (Foto: Renan Cacioli / CBDV)

Goalball

  1. Participantes do masculino: França, Brasil, China, Japão, Irã, Estados Unidos, Ucrânia e Egito
  2. Garantida por ser sede, a França estreia no goalball masculino
  3. O Irã não disputava desde 2012
  4. O Egito foi prata em 1984 e bronze em 1988 e 1992, mas desde então ficou fora da disputa
  5. Participantes do feminino: França, Coreia do Sul, Turquia, China, Brasil, Japão, Canadá e Israel
  6. No feminino, a França também debuta
  7. A Coreia do Sul participou pela última vez em 2000

Rugby de cadeira de rodas

  1. Participantes: França, Grã-Bretanha, Dinamarca, Japão, Estados Unidos, Austrália, Canadá e Alemanha
  2. A seleção alemã volta à disputa após participar pela última vez desde 2008

Vôlei sentado

  1. Participantes da disputa masculina: França, Irã, Brasil, Cazaquistão, Bósnia e Herzegovina, Alemanha, Egito e Ucrânia
  2. A França estreia na disputa
  3. Desde Atlanta 1996, que o Cazaquistão não participava da disputa
  4. A Ucrânia volta para a competição após uma edição fora
  5. Participantes da disputa feminina: França, Brasil, Estados Unidos, China, Itália, Canadá, Ruanda e Eslovênia
  6. A França e Eslovênia debutam no torneio feminino
Uma das novidades do vôlei sentado é a Eslovênia

As alternatividades do Brasil

  1. O Brasil terá 255 atletas, maior maior número de paratletas da história em Jogos realizados fora do país – na Rio 2016 foram 278 convocados
  2. Ao todo, a delegação terá 280 atletas, com a presença de 19 atletas-guia (18 do atletismo e um do triatlo), três calheiros da bocha, dois goleiros do futebol de cegos e um timoneiro do remo
  3. Dos 23 esportes, o Brasil não terá representantes apenas no basquete e rugby de cadeiras de roda
  4. Em cinco esportes, o Brasil buscará a primeira medalha: tiro com arco, badminton, paratriatlo, tiro esportivo e tênis de cadeira de rodas
  5. Mato Grosso, Roraima e Tocantins são os únicos estados sem representantes
  6. Amapá, Alagoas e Sergipe têm apenas um atleta, cada, em Paris 2024: 

Wanna Helena Brito Oliveira (Amapá) – Arremesso de peso e lançamento do club (F32)

Marivana Oliveira (Alagoas) – Arremesso de peso (F35)

Ulisses Freitas (Sergipe) – Ciclismo de estrada (H4)

  1. O Brasil terá uma atleta naturalizada na delegação: Alina Dumas, do remo, é argentina
  2. O Sesi-SP é o clube com mais convocados da delegação das Paralimpíadas, com 28 paratletas
Alina Dumas, a segunda da esquerda para a direita, é argentina naturalizada brasileira (Foto: Divulgação/CBR)

Atletas independentes

  1. Como efeito imediato pela invasão à Ucrânia, a Rússia e Belarus – pelo apoio – foram punidos e excluídos das Paralimpíadas de Inverno 2022. Dessa forma, o Comitê Paralímpico Internacional criou uma bandeira branca, com NPA escrito para os Atletas Paralímpicos Neutros, além de hino próprio. A delegação é composta por 96 paratletas. São oito bielorrussos e 88 russos no grupo representando cinco esportes. 

Os feitos da Equipe Olímpica de Refugiados

  1. Será a segunda vez que as Paralimpíadas terão a delegação de atletas refugiados
  2. Em Paris 2024, será a maior delegação, com 8 atletas, e o maior número de esportes com representantes, com seis modalidades
  3. Os atletas refugiados nasceram em cinco países: Irã (3), Afeganistão (2), Síria, Camarões e Colômbia (1)
  4. Eles moram em seis países diferentes. A Alemanha, com três atletas – todos iranianos -, é o país com mais migrantes. Áustria, França, Grã-Bretanha, Grécia e Itália receberam um paratleta

Retornos após longo tempo ou estreias de nações em determinados esportes 

  1. Pela primeira vez, a Argélia terá um atleta na Paracanoagem (KL3), com Brahim Guendouz
  2. Desde Atenas 2004 que a Austrália não tinha uma judoca feminina nos Jogos. Taylor Gosens representa o país e é a única atleta australiana na modalidade
  3. A Bélgica estreará em duas modalidades paralímpicas: badminton e paratriatlo
  4. Guileine Chemogne e Marie Antoinette Dassi colocarão Camarões pela primeira vez na disputa do Taekwondo
  5. Peter Isherwood será o primeiro atleta do Canadá a disputar o tênis de mesa paralímpico
  6. O Chile disputará quatro novas modalidades no evento: badminton, ciclismo, judô e taekwondo
  7. Maria Teresa Restrepo Rojas será a primeira atleta da Colômbia a disputar competições do tiro esportivo
  8. A Costa Rica também estreará no tiro esportivo, com a participação de Paola Maria Arana Loria
  9. Pela primeira vez, Cuba terá atletas no taekwondo: Michel Suárez Walker, Lilisbet Rodriguez Rivero e Lidia Montes de Oca
  10. O taekwondo é o esporte das estreias mesmo. A República Dominicana também debuta na modalidade, com Geraldo Castro Encarnacion, Julio Figuereo e Elisabeth Geraldo
  11. O Egito debutará nas disputas de bocha
  12. Pela primeira vez, a Índia terá competidores no judô
  13. A Indonésia estreará nas disputas de bocha
  14. Wojtek Czyz é o primeiro paratleta a representar a Nova Zelândia em Jogos Paralímpicos. Porém, ele é multimedalhista paralímpico no atletismo, onde conquistou quatro ouros representando a Alemanha, país de nascimento
  15. Níger estreará na disputa de taekwondo, com Ide Oumarrou Djabirou
  16. Pela segunda vez seguida, a delegação de Ruanda será composta somente pela seleção feminina de vôlei sentado
  17. Novamente no taekwondo haverá estreia: será a primeira vez da Taipé Chinesa, com Xiao Xiang-wen
  18. Com uma equipe mista, a Tunísia debutará na bocha
A male athlete serving in a badminton match
Wojtek Czyz é multiatleta. Fez sucesso na atletismo pela Alemanha, se mudou para a Nova Zelândia e voltou ao esporte via o badminton

Curiosidades gerais das Paralimpíadas Paris 2024

  1. Jeanette Chippington, da Grã-Bretanha, tem 54 anos. Ele participou de cinco Olimpíadas como nadadora entre 1988 e 2004. Após se “aposentar”, ela voltou ao desporto competindo na canoagem em 2016, 2020 e, agora, em Paris 2024. Ela tem 14 medalhas paralímpicas, sendo três de ouro (duas na natação e uma na canoagem), quatro de prata e sete de bronze
  2. Bocha, futebol de 5, goalball e o lançamento do club (atletismo) são as modalidades exclusivas das Paralimpíadas
  3. Serão 4,4 mil atletas, 22 esportes e 549 eventos
  4. O dia com mais medalhas de ouro distribuídas será em 7 de setembro, penúltimo dia de competições

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