No Super Guia Olímpico Paris 2024, nós apostamos em 16 nações com chances de alcançar a inédita medalha olímpica. Existia uma primeira prateleira com nove nomes de oito países e um segundo nível com dois atletas de nações diferentes. As Olimpíadas chegaram ao fim com quatro nações “preenchendo a cartela” de medalhistas com cinco atletas. Desses, nós apontamos três como favoritos.
A primeira definição veio em 2 de agosto, com uma surpresa no Boxe. Classificado no último torneio que dava vaga para as Olimpíadas, Daniel Varela de Pina não era cotado para chegar longe na disputa, porém, venceu o campeão africano e o vice asiático. Sendo assim, chegou na semifinal e garantiu a primeira medalha olímpica da história de Cabo Verde. Dois dias depois, ele perdeu a semifinal e confirmou o bronze. Em 2021, ele participou como convidado e pôde chegar em Paris como classificado por direito.
No sábado, 3 de agosto, um dia muito especial para Dominica, com Thea LaFond, e Santa Lúcia, com Julien Alfred. Nas pistas de Atletismo, as duas conquistaram a primeira medalha dos países e, o melhor, de ouro. As duas eram apostas nossas para garantir o pódio.
Thea LaFond teve um crescimento absurdo em relação a participação em Tóquio. Em três anos, ela saiu da casa dos 13 metros para melhorar cada vez mais e bater 15 metros, sendo a única na atual temporada a passar dessa marca. Para garantir o ouro alcançou essa marca. Fez 15.02 metros, melhor marca pessoal na carreira. Dominica “preencheu a cartela”.
Santa Lúcia não tinha nenhuma medalha e sai de Paris com duas. Julien Alfred brilhou nos 100 metros rasos e ganhou a clássica prova com folga e bateu o recorde pessoal, com 10s72. Ouro para ela. Três dias depois, o país caribenho voltou a comemorar. Julien garantiu a prata nos 200 metros rasos. A velocista vinha como campeã dos 60 metros rasos, no Mundial de Pista Coberta, e de quase pódios no Campeonato Mundial.
Outra nação que apostamos era a Albânia, que naturalizou três atletas russos para a Luta Livre. O grande favorito era Zelimkhan Abakarov, que vinha como vice-líder do ranking mundial na categoria 57kg, mas que parou na segunda fase. Islam Dudaev vinha como segunda aposta e confirmou. Ele perdeu a segunda luta, mas pôde disputar a repescagem e garantir o bronze. Antes disso, Chermen Valiev havia garantido o bronze. Ele ocupa a 113ª posição do ranking mundial, mas se classificou por qualificatória. Mesmo assim, foi uma surpresa. Ele também dependeu da repescagem para garantir o bronze.
Time de refugiados
Outro feito histórico nas Olimpíadas de Paris 2024 veio com uma delegação de várias nações. Cindy Ngamba garantiu a primeira medalha da Equipe Olímpica de Refugiados na história. No Boxe, ela confirmou o bronze ao vencer três lutas e perder a semifinal do peso médio. Camaronesa que vive no Reino Unido, Cindy fugiu do país natal devido à perseguição pela orientação sexual, pois a homossexualidade é criminalizada em Camarões. Viveu os primeiros anos em uma casa de detenção, junto ao irmão, iniciou no boxe aos 15 anos, mas apenas em 2021 que teve o reconhecimento como refugiada pela Organização das Nações Unidas (ONU).
