Revista Série Z ANGOLA,ARGÉLIA,AUSTRÁLIA,BOLA DE CAPOTÃO,CAMARÕES,CATAR,EQUADOR,GANA,IRÃ,NIGÉRIA,POLÔNIA,TOGO Antes da estreia: a história do futebol do Catar em Copas

Antes da estreia: a história do futebol do Catar em Copas



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A edição 2022 da Copa do Mundo fará com que o Campeonato Catari tenha o maior número de convocados para o torneio em toda história, pois todos os jogadores da seleção anfitriã jogam no país, além de nomes que estão ou devem ser confirmados de equipes estrangeiras, como os defensores iranianos Hossein Kanaanizadegan e Shojae Khalilzadeh, ambos do Al-Ahli; o meia-atacante ganês André Ayew, do Al-Sadd, o zagueiro marroquino Badr Benoun, do Qatar SC; sem contar tunisianos e sul-coreanos que podem ser chamados.

O futebol local sempre teve muita abertura para treinadores estrangeiros. Dos sete campeões da Qatar Stars League, seis tiveram comandantes de fora do país nos primeiros 20 anos de campeonato, que foi fundado em 1971 – o único que não tem é o Al-Duhail, que foi fundado em 2009.

Demorou para a liga se abrir para atletas de fora. Inicialmente, para jogadores árabes da Ásia, como o Irã e, posteriormente, Iraque e Bahrein. Fora dessa região, o número era esporádico até o meio dos anos 1990. Do Brasil, dois ex-jogadores do America (RJ) jogaram nesse período: os atacantes Serginho no Al-Rayyan em 1981/82 e Luisinho Lemos no Al-Wakrah, entre 1988 e 1990, e Al-Sadd em 1990/91.

Jogadores africanos foram o próximo passo para fortalecerem a liga como o ídolo de Gana, Abedi Pelé, que passou pelo Al-Sadd antes de fazer carreira na Europa. Tanto que em 1994, o camaronês Émile Mbouh foi o primeiro jogador a atuar no Catar convocado para uma Copa. Ele chegou no Nadi Qatar, atual Qatar SC, no meio de 1993, vindo da Arábia Saudita. Campeão africano em 1988 e titular no Mundial de 1990, o meia foi titular nas duas primeiras partidas nos Estados Unidos.

Foto: Serge Philippot / Onze / Icon Sport

Após não ter jogadores em 1998, em 2002, John Utaka, da Nigéria, estava na quarta temporada de futebol profissional, onde atuou pelo Al-Sadd, maior campeão nacional. Fez apenas uma temporada até rumar a Europa, onde teve 13 temporadas. Ele fez apenas uma partida em 2002 – voltou a ser chamado para a Copa de 2010, mas não teve minutos.

Em 2006, o Catar era dos países que mais importava jogadores para a liga local, o que fez com que o Mundial na Alemanha tenha sido o com mais convocados da QSL até 2022: cinco. O Equador levou dois atletas que estiveram na estreia quatro anos antes. O capitão e zagueiro Ivan Hurtado estava na primeira temporada de Al-Arabi e o atacante Carlos Tenório vinha do título nacional com o Al-Sadd, onde se tornou ídolo. Outra novidade foi a convocação do único europeu em Copas que atuava na nação: o zagueiro Jacek Bak, da Polônia, que era atleta do Al-Rayyan, clube que rescindiu contrato pouco antes de se apresentar. O grande Akwá, angolano que estava no Catar desde 1998 e atuava no Al-Wakrah, e atacante Adékambi Olufadé, do Togo, que defendia o Al-Sailiya.

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Quincy Owusu-Abeyie foi formado no Ajax e no Arsenal, mas a carreira inicial foi cheia de empréstimos após ser comprado pelo Spartak Moscou. Três meses antes da Copa de 2010, ele foi vendido ao Al-Sadd, onde não há registros de jogos disputados, mesmo assim foi convocado e esteve na campanha histórica de Gana. Logo depois da Copa, foi vendido.

Em 2014, o número aumentou para três jogadores da Liga Catari chamados com mais nações diferentes. Após carreira consistente na Itália, o meia Mark Bresciano, da Austrália, fez os últimos quatro anos de carreira no Al-Gharafa (2012-2015), onde chegou a ficar suspenso por seis meses do final de 2013 por problemas na transferência para o clube. O Mundial no Brasil foi o terceiro e último da carreira, onde atuou nas três partidas. Mais um nome com certo conhecimento geral era o zagueiro Madjid Bougherra, da Argélia, que estava no Rangers antes de acertar com o Lekhwiya, atual Al-Duhail. Ele foi campeão nacional em 2012 e 2014, sendo que em maio de 2014 ficou livre e semanas depois, convocado para a segunda Copa seguida do país. Demorou, mas o Irã teve seu convocado que atuava no Catar em 2014, com o zagueiro Pejman Montazeri, que teve a primeira experiência fora do país natal a partir de janeiro com a chegada no Umm Salal, onde foi um dos líderes da recuperação do clube que lutava contra a queda.

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O Irã assumiu a ponta do ranking de jogadores chamados que atuavam no Catar em 2018 com a convocação da dupla Eza Pouraliganji, zagueiro, e Mehdi Taremi, atacante. O primeiro teve um ano na China até chegar no Al-Sadd, onde ficou três temporadas, sendo a segunda a que foi chamado. Mehdi, hoje, no Porto chegou no meio da temporada 2017/18 no Al-Gharafa, quando fez 11 gols. A equipe catari foi a primeira fora do país em que ele atuou.

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Desconsiderando 2022, o futebol do Catar teve 13 jogadores da liga local chamados para uma Copa do Mundo, com o Al-Sadd (quatro) e o Al-Gharafa (dois) ocupando o topo da lista de clubes. O número pode ser visto como baixo se pensarmos na abertura do mercado, mas há um outro ponto, com muitos jogadores de grandes nações do futebol que não estão no nível da seleção ou aqueles em fim de carreira.

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