Os participantes “esquecidos” da Copa João Havelange 2000



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Confusão! Essa é a palavra que pode resumir a chamada Copa João Havelange 2000 que promoveu vários absurdos para a formação dos módulos que não foram considerados como diferentes divisões, pois o regulamento previa que toda disputa era uma apenas, fazendo que um time da oficiosa Série C chegasse ao título nacional.

O Módulo Amarelo (que seria a Série B) e o Módulo Verde e Branco (Série C) tiveram presenças bem aleatórias com critérios que se perderam no tempo, mas que recapitulamos alguns casos. São participações que muitos podem ter esquecido, mas aconteceram. Viaje com a gente para o ano 2000 e confira essas alternatividades.

America e Bangu – Módulo Amarelo

Em 1988, houve a remodelação do Campeonato Brasileiro com a instituição de acesso e rebaixamento. Foi a última vez que a dupla America e Bangu apareceu na primeira divisão. O que se esperava é uma estabilidade na Série B, que não ocorreu. O Bangu havia aparecido pela última vez em 1995, enquanto o America teve apenas duas participações (1989 e 1991).

A João Havelange serviu para recolocar a dupla em uma “segunda divisão” nacional após um Campeonato Carioca, onde ficaram atrás dos quatro grandes, Americano e Olaria. O Bangu chegou as quartas da Copa João Havelange, após vencer o São Raimundo no primeiro mata-mata. O America lutou pela classificação, mas ficou a três pontos do G8.

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Bandeirante (DF) – Módulo Amarelo

Participação mais alternativa do segundo nível da disputa, o Bandeirante acabou se envolvendo na novela do protagonista da criação da Copa João Havelange, o Gama, que lutava para reingressar na disputa. As duas equipes foram finalistas do Campeonato Brasiliense, disputaram a primeira partida e na partida de volta, o Bandeirante não apareceu, amparado pela decisão da FIFA (e CBF) de proibir qualquer confronto contra a equipe alviverde. Depois de um mês de imbróglio, os dois times entraram em campo, mas a taça ficou com o rival.

O prêmio pela campanha foi o convite para participar do Módulo Amarelo, quando terminou na lanterna do Grupo B, com uma vitória (2 a 1 no Fortaleza, fora de casa), seis empates e dez derrotas. O time perdeu o grande destaque do Distrital, o atacante Alexandre Bocão e não teve força para fazer um time competitivo.

Marcílio Dias – Módulo Amarelo

A campanha de vice-campeão catarinense de 2000 rendeu ao Marinheiro um convite para disputar o Módulo Amarelo, a Série B oficiosamente. A grande campanha fez com que o campeão Joinville perdesse o treinador Arthur Neto para o Athletico, que contratou Leandro Campos, que estava no Marcílio.

Depois de um mês da decisão estadual, Zé Humberto foi contratado e teve um time com algumas mudanças. Os destaques que permaneceram foram o goleiro Luciano, o lateral Paulo Sérgio (que atuou no Figueirense e Palmeiras), os meias Biro-Biro, Miguel, Gélson e Marquinhos e o atacante Ivan. Entre os contratados, o grande nome era Jairo Lenzi, um dos grandes destaques da conquista da Copa do Brasil 1991 com o Criciúma.

Depois da passagem como jogador, Gelson foi treinador do clube e nos últimos quatro anos foi o coordenador técnico do Marcílio Dias

O clube fez uma campanha mediana, com quatro vitórias, sete empates e seis derrotas no Grupo A, sendo que Leandro Campos voltou ao comando no fim da participação.

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Camaçari – Módulo Verde

Quarto colocado do Campeonato Baiano 2000, o Camaçari disputou o primeiro campeonato nacional da história nesta temporada, quando entrou na “Série C”. A Gguarajuba até que tentou, mas com duas rodadas de antecedência acabou eliminado. O time esteve no Grupo B, com três vitórias (3×0 Campinense, 5×0 ASA e 2×0 Confiança), três empates e seis derrotas, ficando na sexta e penúltima colocação. Um nome de destaque na campanha era o atacante Mendes, que se destacou no Juventude de 2008-2009.

Nacional (SP) – Módulo Branco

Em 1995, o Nacional esteve na Série C quando disputava o Paulista Série A2. Três anos depois, o time voltou a disputa, mas estava na terceira divisão paulista. Em 2000, o clube foi campeão do Paulista Série A3, o que rendeu o convite para disputar mais uma edição nacional. Comandado pelo centroavante Rogério, o NAC chegou a última rodada da primeira fase brigando por vaga com o Uberlândia – que terminou como vice do Módulo Verde e Branco –, mas não conseguiu passar. O time venceu quatro vezes (Rio Branco 2×1, São José 2×1 e 2×0 e Volta Redonda 1×0), perdeu cinco e empatou uma.

Olímpia – Módulo Branco

O Galo passou por aqui recentemente, pois é um dos clubes paulistas que disputou apenas uma competição nacional. Foi a única e memorável participação do clube do sudeste paulista. O time chegou na fase quadrangular semifinal e lutou até a penúltima rodada pela vaga na final. A campanha teve dez vitórias, nove empates e cinco derrotas. A vaga veio após conquistar a primeira edição da Série A3 na temporada (que vaga à Série A2 de 2000). O meia Táxi e o atacante Gilson eram dois destaques do elenco.

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São Cristóvão e União Barbarense – Módulo Branco

Foi a primeira participação da dupla em um Campeonato Brasileiro, mas qual a razão de colocarmos juntos nesse texto? Uma reportagem da Revista Placar em setembro de 2000 que contou como foi a partida, desde uma viagem com a delegação do União Barbarense, que voltou a disputar três edições da competição, incluindo o título de 2004.

Para o clube que revelou Ronaldo foi a única aparição nacional, quando ficou por um ponto da segunda fase. O time chegou na semifinal da segunda divisão do Campeonato Carioca. No elenco, dois jogadores chamam atenção (atualmente): o volante Rodrigo Souto, que atuou no Figueirense, Santos e São Paulo, e o atacante Jair Ventura, sim, o atual treinador de futebol, era jogador da equipe aos 21 anos.

Reportagem foi feita na edição 1167

Participações que merecem destaque

– O grande jogo alternativo do monstrengo torneio foi entre Cruzeiro, melhor equipe do Módulo Azul, e o Malutrom, campeão do Módulo Verde e Branco, pelas oitavas de final. Comandado pelo ainda desconhecido meia Tcheco, a primeira partida, em casa, teve vitória mineira por 3 a 0, enquanto a volta terminou em empate por um gol.

– Considerando o Módulo Amarelo como a Série B da temporada, alguns clubes passaram pela última vez na divisão nessa temporada, como os casos de Brasil de Pelotas, que retornou em 2016, e o CSA em 2018. Tirando os quatro supracitados, outros dois não retornaram a disputa: o River, maior campeão piauiense, e o Villa Nova (MG), primeiro campeão da Série B.

Outras participações no terceiro módulo que merecem destaque são: Porto (PE), Juazeiro (BA), Genus (RO), Dom Pedro II – atual Real Brasília (DF), São José (SP), Comercial (SP), União Bandeirante (PR), Matonense (SP), Olaria (RJ) e Inter de Santa Maria (RS).

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1 thought on “<strong>Os participantes “esquecidos” da Copa João Havelange 2000</strong>”

  1. Marco Antonio disse:

    O atacante baiano Mendes foi o único jogador no Brasil a ter um gol narrado pelo próprio pai,Silvio Mendes

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