Guia Série Z Olímpica – Olimpíadas de Inverno Pequim 2022

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Até o dia 20 de fevereiro, as Olimpíadas de Inverno serão a maior atração esportiva do momento. No Brasil, um país tropical, o evento sempre é acompanhado, principalmente pelo curling, o queridinho do nosso país. A Revista Série Z, assim como em Tóquio 2020, traz um especial sobre o lado alternativo das quase cem nações que serão representadas na China. Nesse especial, você confere as nações que debutam nos Jogos, as buscas pela primeira medalha, a delegação brasileira e as equipes que estreiam nos esportes coletivos.

Na Série Z Olímpica, nosso Twitter focado no esporte alternativo, teremos uma cobertura diária, com as publicações mais especiais indo para nossas outras redes sociais.

Haiti e Arábia Saudita: as estreias de Pequim 2022

Até a edição desse ano, 38 países (dos atuais comitês nacionais) nunca participaram das Olimpíadas de Inverno. O número irá cair para 36 com as entradas de Haiti e Arábia Saudita, com uma dupla que entra na disputa no dia 13 de fevereiro.

No Haiti, o representante será Richardson Viano, no Esqui Alpino slalom gigante (modalidade de velocidade em descida de montanha). Viano nasceu no Haiti, mas órfão, foi adotado por uma família francesa aos três anos. Sem conseguir vaga para a edição de 2018, ele foi convidado pelo Haiti para ser o primeiro atleta do país e o primeiro esquiador caribenho nos Jogos. Ele é o atual 35º do mundo, mas acabou entrando nas Olimpíadas pelo desempenho e por atender os princípios de distribuição de vagas.

Richardson Viano faz história duas vezes

No mesmo esporte e disputa, Fayik Abdi fará história para a Arábia Saudita. Aos 24 anos, ele foi o selecionado entre 100 candidatos sauditas ou com ascendência local. O escolhido (ou vencedor) teve uma verdadeira peregrinação pelo mundo para pode praticar o esporte que tanto gostava. A primeira experiência foi no Líbano em férias com a mãe; depois passou a viajar para a Suíça na adolescência e se mudou para Utah, nos Estados Unidos, seis anos atrás onde pôde praticar de maneira regular.

Fayk Abdi, o vencedor do “reality saudita”
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A busca da primeira medalha

Mais de 50 nações buscarão a primeira medalha em Pequim. São essas: Samoa Americana,  Madagascar, Malta, Timor Leste, Albânia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Monaco, Andorra, Argentina, Grécia, Islândia, Chile, Líbano, Turquia, Mongólia, Taipé Chinesa, Chipre, Irã, Índia, San Marino, Lituânia, México, Bermuda, Brasil, Jamaica, Portugal, Armênia, Geórgia, Irlanda, Israel, Quirguistão, Moldávia, Marrocos, Porto Rico, Ilhas Virgens Americanas, Azerbaijão Macedônia do Norte, Hong Kong, Filipinas, Tailândia, Montenegro, Paquistão, Sérvia, Trinidad e Tobago, Colômbia, Gana, Peru, Equador, Eritreia, Kosovo, Malásia e Nigéria.

Dentre essas, as mais relevantes são Argentina (19 participações), Grécia (19), Islândia (18), Chile (17), Líbano (17), Turquia (17) e Mongólia (14). O caso de Andorra tem um adendo, pois é a nação com mais participações nas Olimpíadas de Inverno, doze, que nunca medalhou nos Jogos de Inverno ou Verão. O Brasil vem para a nona participação.

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A delegação do Brasil

O país tropical vem com a terceira maior delegação das Américas ou, melhor, a maior delegação tirando as potências Estados Unidos e Canadá. Serão 11 brasileiros em Pequim em cinco esportes diferentes.

Sabrina Cass | Esqui estilo livre | Competiu no dia 3 e volta no dia 6
Manex Silva | Esqui cross-country | Compete em 6, 8, 11 19 de fevereiro
Jaqueline Mourão | Esqui cross-country | Compete em 8, 10 e 16
Duda Ribeira | Esqui cross-country | Compete em 6, 10 e 16
Michel Macedo | Esqui alpino slalom gigante | Compete em 12 e 15
Nicole Silveira | Skeleton | Compete em 10, 11 e 12
Rafael Souza (4-man), Edson Martins (2-man e 4-man), Erick Vianna (4-man), Jefferson Sabino (4-man) e Edson Bindilatti (2-man e 4-man) | Bobsled | Compete em 14 e 19, com possibilidade de 15 e 20

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Os debutantes dos esportes coletivos

Nas Olimpíadas de Inverno, nós consideramos como esportes coletivos, o curling e o hóquei, obviamente, além da disputa de quatro homens do bobsled. Dentre esses, três esportes, teremos quatro debutantes, todos no hóquei, sendo três países diferentes.

Anfitriã, a China estreia no hóquei masculino, com uma estratégia bem inusitada para não fazer feio em casa. Em 2016, a Associação Chinesa de Hóquei assinou junto com a Kontinental Hockey League, o campeonato russo, um termo para a criação de uma nova franquia para ajudar no desenvolvimento do esporte. Surgiu assim, o HC Kunlun Red Star, que é utilizado como a seleção chinesa, onde todos os jogadores convocados atuam. Além disso, a seleção tem vários jogadores naturalizados ou com ascendência chinesa.

Na Dinamarca, a espera por ver uma seleção nas Olimpíadas acabou em dose dupla, com os dois naipes garantidos. Na seleção masculina, o feito vem depois de participar da maior parte das edições do Campeonato Mundial, mesmo que não tenha uma campanha de pódio. Aliás, medalhar foi o que fez a seleção feminina, que tem menos campeonatos mundiais, mas uma conquista interessante, com o terceiro lugar do Campeonato Europeu de 1991. Se a seleção masculina tem jogadores espalhados por toda Europa, a feminina é dividida entre as ligas dinamarquesa sueca, além de duas atuantes do hóquei universitário americano.

A Dinamarca tem quatro duplas de irmãos, ou seja, um irmão no time masculino e a irmã no feminino

Atual sétima colocada do ranking mundial, a seleção feminina da Tchéquia passou por um período de readaptação a partir do momento que se dissolveu a Tchecoslováquia. No meio da década passada, era um ioiô nos Campeonatos Mundiais, mas agora se estabilizou com dois sextos lugares desde 2016, as melhores campanhas da seleção. A vaga veio dentro de um grupo onde todas as seleções não tinham participação em Olimpíadas. O elenco tem muitas jovens jogadoras, sendo que a mais experiente é Alena Mills, 31, capitã da equipe.

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