Revista Série Z BOLA DE CAPOTÃO,SÃO PAULO Os clubes alternativos da história do futebol paulistano

Os clubes alternativos da história do futebol paulistano



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São Paulo completa mais um aniversário. A maior cidade da América Latina, atualmente, tem menos clubes ativos do que o tamanho da cidade proporcionaria. No caso, em 2022, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Portuguesa, Juventus, Nacional e Barcelona serão os representantes da capital paulista no futebol profissional. Futuramente, o Ibrachina pode ingressar nessa lista. Enquanto isso não acontece, vamos presentear os moradores da cidade com uma lista de clubes alternativos que passaram pela cidade durante os mais de cem anos do Campeonato Paulista, que chegou a ter seis divisões em dado momento.

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Alfa

Da Lapa, o Alfa Futebol Clube apareceu apenas uma vez em campeonatos do estado, quando disputou a terceira divisão em 1959. Se você colocar o nome do clube no Google Maps, ele te mostra uma casa geminada, mas sem alguma referência atual sobre a equipe.

Humberto I

Entre 1878 e 1900, Humberto I foi Rei da Itália. Seu reinado acabou após ser vítima de um assassinato. Catorze anos depois, na Vila Mariana, foi fundado o Esporte Clube Humberto I, que apareceu em seis campeonatos estaduais. A primeira foi na terceira divisão de 1919, a edição inaugural do escalão. Entre 1932 e 1934, o clube disputou a segunda divisão. Em 1935 e 1936, esteve na primeira divisão do campeonato organizado pela Associação Paulista de Esportes Atléticos. Em 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, o clube teve que mudar de nome devido a referência a Itália e passou a ser Esporte Clube Vila Mariana, que até hoje existe como clube social.

Lapeaninho

Após ver a entrada de Estrela da Saúde e Alfa, dupla do bairro da Lapa, o Lapeaninho Futebol Clube resolveu entrar no futebol profissional. Foram três aparições: Terceira Divisão de 1958 e 1959 e Quarta Divisão de 1960. Anos passaram e o clube ficou apenas com a parte social, mas acabou extinto em 2008, quando vendeu a sede.

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Minas Gerais

Por que um clube de São Paulo se chamava Minas Gerais? A história é muito boa e complexa. Tratava-se de uma homenagem ao Encouraçado Minas Geraes, navio da Marinha que participou de várias expedições e teve esse nome em homenagem ao estado de Minas Gerais. O clube teve 13 participações na primeira divisão com variados nomes. Em 1924 e 1925 teve os nomes de Braz Athletic Club e Auto Sport Club, respectivamente. Dois anos depois, se juntou ao Clube Athletico Audax criando o Esporte Clube Americano, que nunca teve o nome “respeitado”, pois sempre foi chamado de Auto-Audax. Em 1926, o time foi vice-campeão estadual.

Minister Clube

Fundado em 1964, o Minister Clube, do bairro de Santo Amaro, zona sul da capital, não demorou muito para entrar no futebol profissional, quando disputou a quarta divisão estadual em 1967 e levar a taça de campeão. Na temporada seguinte, disputou o nível acima, última aparição na pirâmide do futebol paulista. Depois disso, o clube ficou focado no futebol amador. Em 2007, o Jogos Perdidos acompanhou uma partida do clube, que ensaiava uma volta ao profissionalismo, mesmo que fosse uma pessoa jurídica diferente.

(Foto: Fernando Martinez/Jogos Perdidos)

Nitro-Química

Em 1935, Wolf Klabin e José Ermírio de Moraes criaram a Companhia Nitro Química Brasileira, especializada em fabricação de seda artificial. Quatro anos depois, funcionários da empresa que fica no distrito de São Miguel Paulista, zona leste da capital, fundaram o clube que por muitos anos foi amador. Em 1961, a empresa resolveu apoiar mais a ação e o clube se profissionalizou, disputando cinco edições da terceira divisão paulista entre 1961 e 1965. Em 1971, 1972 e 1975, o clube disputou a Copa São Paulo quando mantinha apenas um time de jovens.

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Parque da Mooca

O clube teve três momentos distintos na história. O primeiro foi nos anos 1930 quando era filiado a APEA e teve cinco participações em diferentes competições que foram reconhecidas em 2021 com a Enciclopédia do Futebol Paulista, incluindo o título da terceira divisão de 1932. Depois disso, o clube viveu uma época memorável no futebol amador com oito títulos entre 1968 e 1980. Em 1979, o clube disputou a quinta divisão estadual. Para 1980, o escalão foi descontinuado e o time pôde disputar a terceira divisão, última aparição na pirâmide estadual.

Santa Marina

Em 1960, o Santa Marina Atlético Clube disputou a única competição profissional de sua história: a quarta divisão paulista. Foram 47 anos até essa única participação, um clube social dos mais tradicionais de São Paulo, com no bairro da Água Branca, oeste paulistano. O clube foi fundado por trabalhadores da Vidraria Santa Marina, com as cores que remetem a França, sede original da fábrica. Em 2021, o Santa Marina esteve envolto em uma disputa judicial pelo terreno onde fica com o clube com uma multinacional, que pedia a reintegração de posse, que foi evitada com o clube se tornando um patrimônio histórico da cidade.

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Scottish Wanderers

Um dos clubes mais alternativos da história da cidade foi pauta da Série Z anos atrás e você pode conferir mais sobre, clicando no link abaixo.

Os debutantes de 1916

Vinte clubes disputaram a edição de 106 anos atrás, sendo que seis participaram pela primeira vez da elite paulista, incluindo o Palmeiras. Porém, aqui, vamos falar sobre os outros cinco: União Lapa, Alumni, Ítalo, Paysandu e Ruggerone. O União foi vice-campeão do torneio da Liga Paulista Foot-Ball nessa temporada e disputou a edição seguinte. Os outros quatro clubes disputaram apenas essa edição em toda história da primeira divisão do Campeonato Paulista.

Alumni, Paysandu, Ruggerone, União Lapa e Italo

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