1989: a única participação do Brusque na Série B

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Tudo é novo para o Brusque, pelo menos na versão quadricolor do futebol da cidade de pouco mais de 134 mil habitantes. Em 1987, a equipe surgiu de uma fusão de dois tradicionais clubes da cidade e estado: o Paysandu e o Carlos Renaux. Dez anos depois, o Carlos Renaux decidiu se retirar da junção, mas o nome permaneceu.

Nesse período, o clube conquistou o título estadual de 1992 e participou de duas edições de Campeonato Brasileiro: a Série C 1988 e a Série B 1989. A agremiação nasceu grande no cenário catarinense. Depois desse momento viveu um hiato em relação a competições nacionais, até ser campeão da Série D 2019 e engatar um segundo acesso, dessa vez, o retorno para a Série B – o clube pode repetir o feito do CSA de subir da Série D à A sem estacionar em nenhuma divisão.

A única participação no segundo nível nacional foi em 1989, como supracitado, um ano depois da primeira temporada como Brusque Futebol Clube, onde teve um honroso quarto lugar no torneio regional. Sem terceira divisão, a Série B de 1989 teve a participação de 96 clubes, incluindo sete catarinenses (Criciúma, Blumenau, Joinville, Figueirense, Marcílio Dias e Avaí foram os outros).

O Brusque caiu no Grupo O, com os conterrâneos Blumenau e Marcílio Dias e os gaúchos Juventude, Glória e Esportivo. As equipes se enfrentaram em turno e returno e os dois melhores passavam de fase. O Marreco lutou até o final para conquistar a vaga, mas perdeu nos critérios de desempate. O time terminou com cinco vitórias, dois empates e três derrotas. Os triunfos foram conquistados contra Juventude (2×0), Esportivo (3×2 e 2×1), Glória (2×1) e Marcílio Dias (3×2). Contra Glória e Blumenau, dois empates por um gol. As derrotas foram para Juventude (1×2), Marcílio Dias (0x2) e Blumenau (1×2).

Registro da Revista Placar com as partidas da Divisão Especial, incluindo o Brusque

Na última rodada, a equipe precisava vencer o rival Marcílio Dias para ter chances de classificação. Assim, o fez com os 3 a 2 aplicados para cima do Marinheiro. Porém, teria que torcer para que o Juventude não ganhasse de outro rival, o Blumenau (que já estava classificado), mas não foi o que ocorreu, pois o alviverde de Caxias do Sul fez 2 a 0.

Terminou assim, a única participação do Bruscão na Série B. Dos cinco adversários do final dos anos 1980 apenas o Juventude pode ser reencontrado na divisão de 2021, desde que permaneça no escalão, pois até o fechamento desse texto, o time luta para subir à Série A.

Ídolo do Bahia, onde jogou nos anos 1970, Beijoca foi um dos jogadores do elenco quadricolor na disputa

Os destaques do elenco quadricolor na Divisão Especial de 1989, como era chamada, eram os zagueiros Neurilene e Becker; o lateral Washington; o volante Doraci e os atacantes Luiz Alberto, Jair e Beijoca. Desses, apenas Washington permaneceu no clube e conquistou o título catarinense de 1992, tendo marcado, inclusive, um gol na final contra o Avaí.

Foto do time campeão estadual de 1992. Washington é o terceiro em pé da direita para a esquerda

Se faltam registros visuais daquela campanha, o mesmo não será possível nas 38 rodadas da edição 2021, um novo patamar para o clube.

Doraci (camisa vermelha) esteve na histórica campanha do Brasil de Pelotas no Brasileirão de 1985, onde eliminou o Flamengo de Zico

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