Ele tem uma coleção de camisas de Loco Abreu!

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Guilherme Galhando Balieiro, 38 anos, economista e colecionador de camisas de futebol. Não são poucas as pessoas que embarcam no mundo do colecionismo, que requer muita paciência, atenção e paixão. Guilherme, atualmente vive no Chile, mas sempre com as suas camisas guardadas. Ele não sabe com exatidão quantas camisas têm, mas calcula que está na casa dos 350 fardamentos, mas uma característica impressiona: uma “subcoleção” específica, com 26 das 29 camisas que Loco Abreu vestiu. Descobrimos essa história por acaso, quando compartilhamos nosso vídeo sobre o uruguaio e eis que Guilherme respondeu com uma foto que nos impressionou. Resultado: uma entrevista sobre essa coleção, com direito a histórias inusitadas.

Quando começou a colecionar camisas e qual a razão? Qual foi a primeira da sua coleção?

Desde criança. Primeiro com as minhas primeiras camisas do Cruzeiro. Logo depois com as famosas da Dias Sports que eram vendidas em Belo Horizonte e daí o apetite foi só crescendo. Sempre que ia para São Paulo atrás das camisas alternativas na 25 de Março. Logo fui morar fora e a coleção foi só crescendo.

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Qual a mais alternativa que tem e qual a história dela?

Com certeza a mais alternativa é a do Santa Tecla, de El Salvador. Tive que correr atrás de muitas pessoas até conseguir o contato na fábrica e alguém que me poderia enviar. Quando chegou não podia imaginar que a tinha conseguido. A do Sol de América foi bem difícil também, no final tive que recorrer a troca de número na camisa para poder conseguir já que a camisa não foi comercializada.

Você tem um acervo de camisas do Loco Abreu impressionante. Quantas faltam para completar as 29 que ele vestiu? Qual está mais perto e mais longe?

Faltam três camisas: uma do Defensor do Uruguai, onde ele começou a carreira em 1994; outra do Beitar Jerusalem, onde ele jogou duas partidas a a do Aris de Salonica na Grécia. Todas estão bem difíceis, mas acho que a do Defensor vai ser quase impossível conseguir, somente recorrendo a alguma cópia retrô.

Você é fã do Loco! As primeiras camisas dele chegaram por coincidência ou você foi comprando com esse intuito? Se foi por coincidência em que momento resolveu tentar todas as camisas do uruguaio?

Eu já o admirava muita e minha camisa da Celeste Uruguiaia é dele. Quando ele veio jogar no Chile e consegui a camisa do Bangu e Central Español com dois amigos, acendeu a luz e o desafio de conseguir as camisas, porque muitas vezes, correr atrás das camisas e conseguir é mais gratificante que ter a camisa. Espero que ele continue mais alguns anos, gostaria de ver ele em algum estadual alternativo no Brasil, como em São Joao Del Rey (no Athletic) como se especulou ano passado.

A coleção impressionante de Loco Abreu

Das camisas do Abreu, qual a que tem a melhor história para conseguir e qual a mais recente que conquistou?

Justamente a do Santa Tecla, do El Salvador, teve a melhor história. Consegui uma pessoa que tinha uma conhecida no El Salvador que se prontificou a ir à fábrica fazer o pedido da camisa. Nisso, gerei uma certa amizade com a pessoa, porém logo me dei conta que ela estava atrás de um relacionamento… Após cumprir a missão, ela tentou se aproximar, mas cortei o contato totalmente.

Podemos considerar que você tem uma “subcoleção” dentro de uma coleção. Tem mais alguma nesse tipo?

Com certeza é uma certa subcoleção porque adoro camisas de futebol e a história por trás de cada uma. Como não podemos comprar todas, sempre estabeleço focos para as minhas coleções. Atualmente, além da coleção do Loco, estou tratando de terminar a minha coleção com todos os países da FIFA que são 210. Hoje tenho 170, além das camisas do meu time Cruzeiro, do Santiago Wanderers, onde moro atualmente, italianas e algumas de times alternativos do Brasil.

E sobre o acervo completo, quantas camisas você tem?

O acervo completo deve contar com umas 350 camisas. Ainda não quis contar. A vantagem de ter que trabalhar desde casa foi pelo menos que pude usar uma por dia e lembrar de algumas relíquias que eu tinha. Porém, o mais interessante dessa vida de colecionador é estar em contato com gente no mundo todo trocando experiências, ofertas e, com certeza, camisas.

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