Guia dos Ascendentes da Série C 2020

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Nem quando os clubes sobem da Série D para a C, a Revista Série Z larga o pé. Pelo terceiro ano seguido, o Guia dos Ascendentes da Série C está no ar para mostrar como chegam as equipes que subiram de divisão. É o último laço da cobertura desses quatro clubes desde a publicação do Guia da Série D.

Dessa vez, Brusque, Manaus, Ituano e Jacuipense figuram no nosso especial. O clube catarinense desponta no quarteto, como um dos favoritos ao acesso, mesmo chegando agora. O vice da Série D 2019, o Manaus recoloca o estado em uma penúltima divisão nacional com boas aspirações, mesmo que não seja na primeira temporada. O Ituano vive um momento financeiro diferenciado que pode ser fator preponderante para conseguir boas contratações. O Jacuipense, o mais alternativo destes, vive a ideia de permanecer para não repetir a trajetória de um conterrâneo.

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A sexta força virou “quinta”, mas pode mais

Em 2015, quando Santa Catarina teve quatro clubes na Série A e um na B, a pergunta que rodeava as pessoas que acompanham o futebol local era quem poderia ser a sexta força. Porém, o mundo girou, o Joinville caiu para a Série D e eis que o Brusque se manteve sólido e conquistou a quarta divisão no ano passado.

O 2020 do clube quadricolor é ótimo, mesmo com perdas no elenco como Jefferson Renan, Thiago Henrique e Júnior Pirambu e o treinador Waguinho Dias. A equipe está na final do Campeonato Catarinense, onde enfrentará a Chapecoense, e na terceira fase da Copa do Brasil, onde eliminou Sport, Remo e venceu a primeira partida contra o Brasil de Pelotas.

Brusque se recuperou do trauma da eliminação nos pênaltis para o Corinthians em 2017, com a vitória contra o Sport | Foto: ASCOM/Brusque FC

Todo esse cenário faz do Brusque, a quinta força apenas de onde veio, pois o futuro que se avista é bem positivo para o time do Vale do Itajaí. Na divisão, por exemplo, o Criciúma fará companhia, ou seja, estão no mesmo patamar da pirâmide. Estar a frente do clube carvoeiro pode ser o primeiro passo para mudar isso. O Brusque de Fio (que ainda não jogou esse ano, devido a uma grave lesão), Zé Carlos, Thiago Alagoano, Cleyton e companhia é um dos favoritos ao acesso, não há como fugir disso. A Série B 2021 é uma possibilidade real.

TIME-BASE | Zé Carlos; Edilson, Ianson, Everton, Airton; Zé Mateus, Rodolfo; Marco Antônio, Thiago Alagoano e Fabinho; Edu

HISTÓRICO SÉRIE C | 1988 (17º lugar). Estreia na era moderna da Série C


 

Sobre Juninho Paulista, Martinelli e Corrêa…

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Falar do atual Ituano sem citar os três nomes do título é impossível. O primeiro é responsável pela mudança na gestão do clube, com direito a título estadual de 2014 e valorização da base, uma das que mais revela jogadores no interior paulista. Dessa base, que surgiu Gabriel Martinelli, que não fez ponte alguma para sair direto de Itu para Londres, onde teve grande destaque no começo da temporada do Arsenal, mas que infelizmente se machucou. Vendido por cerca de 30 milhões de reais, o clube tem o lado financeiro resolvido para fazer uma boa equipe.

A campanha no Paulista 2020 foi decepcionante, com risco de queda até a última rodada. Mesmo assim, Vinícius Bergantin não balançou no cargo e o responsável pelo acesso continua no comando da equipe que passou por duas mudanças no ano. A primeira no início da temporada, quando teve que mudar o elenco e a segunda durante a paralisação, com saídas, chegadas e renovações de contrato.

Mesmo com tudo isso, o meia Corrêa continua intacto no 11 titular do Galo. Principal referência do clube, o ex-Palmeiras, Dinamo Kiev e Atlético Mineiro é o segundo jogador mais velho da Série C 2020, atrás apenas do lateral Léo Moura, do Botafogo (PB). Por enquanto, a equipe que terminou o Estadual não teve perdas e vai com a base que tem, como o goleiro Pegorari; o zagueiro Léo Rigo; o lateral Breno Lopes; os volantes Baralhas e Paulinho Dias e o meia Marcos Serrato. O Ituano terá um grupo B onde boa parte dos clubes fez uma campanha aquém no Estadual, mas está a frente de boa parte dos adversários.

TIME-BASE | Pegorari; Léo Duarte, Sueliton, Léo Rigo, Breno Lopes; Baralhas, Corrêa, Serrato; Edu Lopes, Gabriel Taliari e Gabriel Barros

HISTÓRICO SÉRIE C | 1994 (5°), 1995 (77°), 2000-Módulo Branco (19°), 2001 (41°), 2002 (29°), 2003 (Campeão) e 2008 (32°). Estreia na era moderna da divisão

Foto do time campeão da Série C 2003 | Foto: Divulgação/Revista Placar

Contra o efeito Juazeirense

Segundo estimativa de 2018, Riachão do Jacuípe é apenas a 84ª cidade mais populosa da Bahia, com pouco mais de 33 mil habitantes. O feito alcançado pelo Jacuipense na Série D 2019 é grandioso, tendo em vista que historicamente, a equipe tem apenas um título (Baiano Segunda Divisão 1989) e a melhor campanha no Estadual foi o quarto lugar dessa temporada. Essa sim é uma boa notícia para o time, comandado por Jonilson Veloso, que permaneceu no cargo: ter a melhor campanha no Estadual no ano que estreia na Série C.

A Arena Valfredão passou por mudanças em 2017. Pelo contexto atual, estará vazia

Junto com o comandante, boa parte do elenco foi mantido, com destaque para o goleiro Jordan; o lateral Paulinho Teles, os zagueiros Railon e Matheus; o volante Borges e o meia Lourival, que participaram da última partida na Série D 2019, além de Danilo Rios, meia que não pôde atuar nas últimas partidas da campanha, mas permaneceu.

Se por um lado, perdeu os experientes Uelliton (meia) e Marcelo Nicácio (atacante), chegaram o zagueiro Kanu (ex-Vitória), o meia Marcel Sacramento (ex-Bahia e Ceará), o ponta Rafael Bastos (ex-CFR Cluj e América Mineiro) e o centroavante Elias (ex-Botafogo). Após a paralisação, o Vitória emprestou cinco jovens ao clube que é o segundo na história do interior baiano a conquistar um acesso nacional, mas que não quer repetir o que fez a Juazeirense em 2018, quando subiu e caiu na estreia.

TIME-BASE | Luan; Paulinho Teles, Matheus, Railon, Vicente; Raniele, Eudair, Mauri; Thiaguinho, Elias e Wesley Popó

HISTÓRICO SÉRIE C | Estreante


A força de um projeto

Dos 20 clubes da edição 2020, o Manaus, ao lado de São Bento e Vila Nova, são os únicos que não disputaram nenhuma partida após a volta do futebol nacional. A última partida do Gavião do Norte foi em 14 de março, quando o Amazonense foi paralisado e, posteriormente, cancelado pela federação local. O clube foi campeão do primeiro turno, até tentou ser declarado como campeão, mas não teve proposta aceita. Para a Série C, o clube fez dois jogos-treino, com um empate por 3 a 3 com a equipe mista do Fast Clube e goleada por 8 a 0 contra o Betânia, time amador.

O Manaus recoloca Amazonas em uma penúltima divisão após 14 anos, quando o São Raimundo foi rebaixado na Série B. O clube ficou reconhecido nacionalmente ano passado pelos recordes de público da Arena Amazônia. Com os números da pandemia diminuindo consideravelmente na capital, o clube tenta liberação para que os jogos tenham público.

Arena Amazônia lotada para a final contra o Brusque. Ideia da diretoria é ter liberação para 10 mil pessoas | Foto: Alex Pazuello/Semcom

Destaques da equipe de 2019, como o goleiro Jonathan; o lateral Igor Carvalho; os zagueiros Thiago Spice e Patrick Borges; os volantes Derlan e Panda; o meia-atacante Hamilton e os atacantes Rossini e Mateus Oliveira continuam e formam a espinha dorsal do bom treinador Wellington Fajardo. Mesmo com grande tempo parado, o clube surge como possível surpresa na disputa, carregando consigo a vitória contra o Coritiba na Copa do Brasil.

TIME-BASE | Jonathan; Igor, Luis Fernando, Thiago Spice, Rennan; Ramon, Felipe Baiano; Hamilton; Rodrigo Fumaça, Rossini e Mateus Oliveira

HISTÓRICO SÉRIE C | Estreante

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