Por onde anda, a “Seleção tática da Copa SP” 2016 da edição #2?

A Copa São Paulo é o maior celeiro para revelação de jogadores se aproveitando do calendário do futebol nacional profissional com poucas opções. No começo de 2016, a Revista Série Z ainda passava por uma mudança para deixar de ser um blog que tem uma revista, para ser uma revista acima de tudo. Em fevereiro daquele ano, publicamos a nossa segunda edição (ver abaixo) e entre as pautas estava uma seleção tática da Copinha 2016, contando apenas com destaques de clubes alternativos. Quatro anos se passaram e nós resolvemos vasculhar a rede para descobrirmos o paradeiro dos 11 jogadores listados. E descobrimos. Dentre eles, apenas um, infelizmente, não seguiu carreira por problemas físicos. Confira quem são, onde estavam e onde atuam.

Caio – Guaicurus Mamoré

Na edição, o goleiro “teve boa participação no jogo contra o Vasco, com grandes defesas. A equipe não garantiu vaga na segunda fase, mas o arqueiro foi peça importante durante a campanha”. Depois da campanha, o arqueiro firmou carreira no Mato Grosso do Sul e nos últimos três anos esteve no futebol paranaense. Em 2020, jogará no Mamoré, da segunda divisão mineira, vindo do Arapongas, que foi vice da Terceirona Paranaense 2019.

Mica (Micael Neves) – Mirassol → Sporting Viana (Portugal)

Atualmente, Micael Neves, quando participou da Copinha, o zagueiro era chamado de Mica e se destacou por ser “firme na marcação”. Em 2017, ele foi para o time B do Louletano e há três anos é jogador do Sporting Viana, da quarta divisão portuguesa.

Matheus Camargo – Mirassol Campinense

Na edição 47 da Copinha, o zagueiro se destacou “pelo jogo aéreo, seja na defesa e no ataque, onde fez um gol”. Não teve chances na equipe de cima do Mirassol e faz carreira no futebol paraibano. Após subir com o São Paulo Crystal, ele acertou com o Campinense para 2020.

Caio – Tanabi Chapecoense

Em 2016, o “lateral direito do Tanabi, muito ofensivo e com apenas 16 anos se destacou pelos lados do campo, aparecendo como elemento surpresa” e chegou ao Flamengo, mas é na Chapecoense que voltou a jogar a Copinha até 2019. Ainda com 20 anos, ainda começa a trilhar o caminho no futebol profissional.

Matheus – Estanciano Nacional (PR)

Mesmo não tendo passado de fase, o Estanciano se destacou pelo empate sem gols com o Palmeiras na estreia da equipe. A equipe tinha uma parceria com o Arapongas, que cedeu os jogadores. Matheus “se destacou pela força física, marcação e raça”. Não encontramos o clube que jogará em 2020, mas o último clube foi o Nacional, onde foi campeão da Taça FPF 2019, garantindo vaga na Série D 2020.

Pedrinho (Pedro Santos) – Confiança Pedras Rubras (Portugal)

O nosso único volante listado foi Pedrinho, “meio-campo e capitão do Confiança. Típico volante moderno: bom marcador e ótimo passador. O sergipano foi o ponto de equilíbrio da equipe e estava por todas as partes do campo. É um bom nome para acompanhar durante o ano, para ver se será aproveitado na Copa do Nordeste e Série C. Pois bem, não foi. Ele voltou ao Atlético Mineiro onde não foi aproveitado. Atualmente, ele usa o nome Pedro Santos, é jogador do Pedras Rubras, da terceira divisão portuguesa, onde tem dois gols, como o linkado abaixo.

Renato Recife – Desportivo Aliança (Futebol Amador)

Um dos clubes mais alternativos da edição 2016 foi o Desportivo Aliança, de Alagoas, e chamou a nossa atenção pelo estilo “ofensivo e se destacou pelo drible, com seus cortes para dentro da zaga adversária, os bons passes e por recompor o sistema defensivo”. Renato é o único da nossa lista que não está no futebol profissional. As lesões atrapalharam o jogador. “Naquele ano, eu acabei me lesionando, tentei voltar depois, mas acabei desanimado, pois sempre que tentava voltar, acabava me machucando novamente”, disse em entrevista. Ele resolveu jogar no futebol amador (em 2019, ele jogou no Sete de Setembro, de Caruaru-PE, e no Vasco da Barra, de Brejo da Madre de Deus-PE) e é atualmente dono de uma barbearia.

Luis Oyama – Mirassol

Um dos melhores meias da Copinha 2016, Luis Oyama se destacou como “voluntarioso, bom condutor de bola e habilidoso, responsável direto por levar a bola da defesa para o ataque”. Desde que se profissionalizou é jogador do mesmo clube e teve apenas uma passagem curta pelo Atibaia. Disputará o Paulista esse ano, novamente.

Marabá – Estanciano Tuna Luso

O “atacante da equipe sergipana assombrou a zaga do Palmeiras” na estreia da Copinha 2016 “pelo lado direito, com muita velocidade e resistência”, mas a carreira parece que o recuou em campo, jogando também como lateral. Em 2019, terminou a temporada pela Tuna Luso.

Douglas – Tanabi Santo André

Na Copinha 2016, o meia-atacante tinha como característica jogar “próximo ao atacante, mas sempre pelo lado esquerdo onde se destacou pelos dribles objetivos, em direção ao gol”. Depois da passagem pelo Tanabi, ele jogou pelo América de São José do Rio Preto, até ser incorporado ao time sub-20 do Santo André, onde fez cinco jogos pelo profissional do clube em 2019.

Pablo – Audax ASA

Vice-artilheiro da Copinha 2016, Pablo fez sete gols, sendo que quatro tentos foram marcados em uma partida contra o Tiradentes (PI). Antes de jogar a Copinha pelo Audax, ele pertencia ao Audax Rio. Depois da Copinha, ele partiu para o Japão onde atuou por duas temporadas. Em 2020, ele jogará no ASA de Arapiraca, após atuar no Jequié, em 2019.

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