Os maiores participantes da Série C sem Série A e B

Dezenas de clubes na história do Brasileirão tiveram apenas a chance de disputar uma Série C. Nessa lista, você confere as agremiações que tiveram de cinco ou mais aparições na Série C, mas sem nunca ter alcançado a Série B e/ou A. Ao contrário da nossa lista com a Série B, aqui há uma melhor distribuição dos estados com representantes do tipo, exceto pela região Sul.

13 participações

Madureira

Pode parecer mentira, mas o tradicional Madureira nem mesmo uma Série B chegou a disputar. As cinco participações consecutivas (2011-2015) na Série C moderna fizeram com que o clube carioca assumisse a ponta do ranking. A primeira participação na divisão foi logo na primeira edição, em 1981. Depois disso, voltou apenas em 1998. As outras participações foram em 2000 (Módulo Branco), 2001 e entre 2005 e 2008.

A melhor campanha na era moderna foi em 2014, quando disputou o jogo de acesso, mas perdeu para o CRB. Antes disso, em 2001 ficou em nono lugar, mas longe da disputa do quadrangular final.

12 participações

Rio Branco (SP)

A primeira participação do Tigre no Campeonato Paulista foi apenas em 1991, o que explica a razão de não ter usado o estadual para se classificar para uma Série B “antiga”. Entre 1994 e 1998 e 2000 e 2006, o clube participou da Série C. As melhores campanhas foram em 1996 e 1998, quando alcançou as quartas de final, a fase anterior da qual se definiram os ascendentes.

Em 2004, teve seu maior trauma quando foi eliminado  na terceira fase pelo maior rival, o União Barbarense, que conseguiria o acesso e o título da divisão.

Dez participações

Águia de Marabá

As primeiras participações do clube paraense foram em 2001 e 2002, com campanhas modestas. Porém, foi a partir de 2008 que a equipe se tornou figura carimbada na terceira divisão, quando esteve a 15 minutos do acesso à Série B, mas tomou o gol da derrota contra o Guarani. A equipe ficou até 2015 no escalão, sendo sete temporadas em uma divisão acima do Remo. A outra chance que teve de subir foi em 2010, quando perdeu o confronto de acesso para o ABC.

Atlético Sorocaba

Em uma cidade que contava com um clube de grande tradição no interior paulista, o Atlético Sorocaba conseguiu rivalizar com o São Bento. Para se ter ideia, o Atlético tem mais participações na Série C que o rival, mas nunca chegou a Série B ou A. Foram dez participações na terceira divisão brasileira, mas sempre como coadjuvante. A melhor campanha foi o 12° lugar de 1996, quando chegou na terceira fase. O clube, agora licenciado, esteve no nível entre 1994 e 1998 e de 2001 a 2005.

Oito participações

Porto

A Porto foi a maior sensação do futebol pernambucano (alternativo) na década de 1990. Da fundação, em 1993, disputou o Estadual e a Série C do ano seguinte; foi semifinalista da Série C 1996 e o primeiro clube do interior a chegar em uma final do Estadual, em 1997, algo que o Central conseguiu apenas em 2007. Como supracitado, a melhor campanha foi em 1996, quando perdeu a vaga de acesso na semifinal, ao ser eliminado pelo Vila Nova. As campanhas em 1994, 1995, 1997, 2000, 2004, 2006, 2007 foram em sua maioria, ruins, exceto por 2004, quando chegou na terceira fase.

Ji-Paraná

Apenas três estados nunca conseguiram disputar uma penúltima divisão nacional (a Série B a partir da criação da Série C e a Série C após a reformulação em 2009): Amapá, Rondônia e Roraima. O Ji-Paraná é o clube rondoniense e entre o trio, o que mais teve participações na Série C, mas sem chegar uma divisão acima. A equipe esteve na Terceirona em 1992, 1995, 1996, 1997, 1999, 2002, 2004 e 2005. A melhor campanha foi em 1995, quando alcançou as quartas de final. O detalhe curioso (e amargo) dessa conquista foi que os seis melhores da edição subiram para a Série B 1996 (os dois finalistas que teriam vaga garantida e os quatro subsequentes assumiram espaços de desistentes) e o Ji-Paraná foi o sétimo, ou seja, uma posição abaixo do “acesso”.

Sete participações

Tocantinópolis

Terceiro maior campeão tocantinense, o TEC pode se orgulhar de outro feito: ser o clube do estado com mais participações em edições de Brasileirão, com sete Séries C e duas participações na D. Porém, a equipe sempre foi coadjuvante na divisão. Esteve em 1997, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2005, com a última aparição sendo a melhor, quando alcançou a segunda fase, mas perdeu para o Remo, que seria campeão da edição.

Seis participações

CENE

O Clube Esportivo Nova Esperança foi dos clubes que surgiram no cenário alternativo neste século que deram a sensação que poderia chegar longe no futebol nacional. No Mato Grosso do Sul, a equipe conquistou seis taças, o mesmo número de participações na Série C, quando disputou entre 2001 e 2005 e em 2007, mas sem chegar perto ao acesso desejado. A melhor participação foi em 2003, quando chegou na terceira fase e terminou na 19ª colocação.

Friburguense

Fundado em 1980, o Friburguense pode passar uma sensação que é um clube mais velho, o que acaba explicando que o time nunca tenha participado do antigo formato da Série B. A estreia em campeonatos nacionais foi na Série C 1998, quando ficou no 41° lugar. A equipe retornou a competição em 2000, 2001, 2003, 2004 e 2007, mas sempre como coadjuvante. A campanha de maior destaque em Brasileirão foi pela Série D 2012, quando perdeu o acesso nas quartas de final.

Juazeiro

Vice-campeão baiano em 2001, a Carranca parecia um projeto que duraria mais e que não estaria há três anos inativo como ocorre atualmente. O Juazeiro, na segunda chance, subiu para a elite estadual de 1997 e no mesmo ano disputou a primeira Série C. Foram duas participações de destaque na divisão. A primeira, em 2000, no Módulo Verde e Branco, quando empatou em pontos com o Uberlândia na penúltima fase, mas perdeu a vaga na final pelos critérios de desempate. No ano seguinte, ficou no oitavo lugar geral, quando foi vice-líder do grupo do Etti Jundiaí (atual Paulista), e chegou a sonhar com a vaga no quadrangular. As aparições em 1997, 1998, 2003 e 2005 foram sem maiores sucessos.

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