Três perguntas para os presidenciáveis

O desenho da capa é reprodução da Gazeta do Povo (não conseguimos o nome do autor, caso alguém saiba, por favor, informe para creditá-lo)

Futebol, política e religião se discutem sim. Mas como seria possível encaixar a nossa linha editorial, voltada ao futebol alternativo, dentro da corrida presidencial? Tentamos. Sabemos que quem (des)organiza o futebol brasileiro conta com a justificativa de ser uma instituição privada, ainda mais respaldada pelas normas da FIFA, mas há modos de se mudar o cenário do futebol nacional, tendo em vista que jogadores são trabalhadores e que é possível que a seleção brasileira torne-se um patrimônio cultural do país.

Nosso objetivo não é que se coloque o futebol (ou o esporte) como prioridade, mas algo que, também, seja trabalho do cargo.

Mandamos três perguntas iguais para os 13 candidatos a presidente em um mesmo e-mail. Tivemos certas dificuldades para encontrar os endereços de cada candidato, assim, primeiramente olhamos as mídias sociais oficiais de cada candidato. Caso não se encontrasse, mandamos para os endereços de cargos legislativos ou diretamente as assessorias dos partidos.

Abaixo, se vê as três questões enviadas. Em seguida, por ordem alfabética, as respostas dos candidatos com a numeração da respectiva pergunta.

  1. Para você, o futebol é algo alheio a sociedade ou um reflexo do que nesta acontece? São duas esferas que se relacionam ou não?
  2. O futebol brasileiro conta com um sistema de ligas que faz com que milhares de jogadores não tenham emprego, principalmente, no segundo semestre, pois não temos um campeonato nacional que comporte todos os clubes. Na sua visão, o que o Presidente da República pode fazer para melhorar essa situação?
  3. Em 2016, a Comissão do Esporte da Câmara rejeitou projeto que torna a seleção brasileira um patrimônio cultural do país, que obrigaria a CBF ter um cuidado adequado com a gestão do esporte. Qual será sua relação com a CBF? Como vê o momento da entidade?

Álvaro Dias (Podemos)

Não respondeu ao nosso e-mail e, consequentemente, as perguntas enviadas.

Cabo Daciolo (Patriota)

Não respondeu ao nosso e-mail e, consequentemente, as perguntas enviadas.

Ciro Gomes (PDT)

Não respondeu ao nosso e-mail e, consequentemente, as perguntas enviadas.

Eymael (DC)

Não respondeu ao nosso e-mail e, consequentemente, as perguntas enviadas.

Fernando Haddad (PT)

Não respondeu ao nosso e-mail e, consequentemente, as perguntas enviadas.

Geraldo Alckmin (PSDB)

Não respondeu ao nosso e-mail e, consequentemente, as perguntas enviadas.

Guilherme Boulos (PSOL)

  1. O futebol é uma das práticas sociais mais importantes da sociedade brasileira, sendo tanto uma forma de expressão esportiva quanto cultural e política. Sua relação com o contexto social, econômico e político é de mão dupla: se, por um lado, o cenário influencia os clubes, jogos, torcidas e conflitos em campo, na arquibancada e fora dele, por outro lado, o futebol também proporciona experiências que se refletem na sociedade. A democracia corinthiana é um bom exemplo disso: nos anos 1980, em um contexto ditatorial, os jogadores organizaram um movimento exigindo democracia, autogestão e eleições.
  2. Nosso programa esportivo prevê promover uma discussão sobre a reforma do calendário do futebol de brasileiro, tendo em vista a organização de seus campeonatos estaduais, regionais e nacionais a fim de constituir um verdadeiro sistema de competição nacional. Também vamos apoiar a criação da Lei Prata da Casa, que prevê uma taxa decrescente para as transferências internacionais de jogadores entre 15 e 23 anos. Hoje, o Brasil se tornou um exportador de riquezas até no futebol, vendendo seus melhores jogadores ainda muito novos a preços de banana para empresários estrangeiros. Mas, essas medidas apenas não são suficientes para resolver o problema da precariedade do trabalho que grande parte de nossos jogadores enfrenta. Isso só será resolvido com a revogação da reforma trabalhista aprovada pelo governo Temer e com políticas de combate à precariedade e informalidade, além de promoção de direitos.
  3. É preciso auditar as contas da CBF e abrir a caixa-preta da instituição. As trajetórias de seus últimos presidentes mostram um padrão de denúncias por corrupção, improbidade administrativa e lavagem de dinheiro, além de relações diretas com o período da ditadura militar. Não dá para ficar assim. O Estado não pode participar dessa política de cartolagem entre clubes e CBF com os mesmos de sempre. Vamos estabelecer instrumentos para fomentar a democratização dos clubes, federações e CBF, criando condições para que os torcedores também participem do jogo decisório.

Henrique Meirelles (MDB)

Não respondeu ao nosso e-mail e, consequentemente, as perguntas enviadas.

Jair Bolsonaro (PSL)

Não respondeu ao nosso e-mail e, consequentemente, as perguntas enviadas.

João Amoêdo (NOVO)

Não respondeu ao nosso e-mail e, consequentemente, as perguntas enviadas.

João Goulart Filho (PPL)

  1. Com certeza se relacionam, basta prestar atenção nas crianças jogando bola descalças nas ruas e nos campos espalhados por todo país para ver como o brasileiro é apaixonado pelo futebol e a força desse esporte na vida das pessoas. Isso é uma coisa fundamental de entendermos, o futebol é parte da cultura do Brasil e é profundamente popular. A paixão por ele está em todas as classes sociais e não podemos deixar que uma elitização do futebol coloque para fora dos estádios os mais pobres e apaixonados por seus clubes. Isso é muito cruel, especialmente em um cenário de crise econômica. Achamos que é muito importante discutir com os clubes maneiras para abaixar imediatamente o valor dos ingressos, enchendo os estádios e devolvendo para os estádios todos que foram postos para fora por um modelo que pensa o futebol como business e esquece o povo que o faz existir.
  2. O futebol é muito mais do que somente o campeonato da série A e os atletas que lá jogam. Então é muito importante conseguir garantir a sobrevivência dos outros clubes e atletas. Realizar campeonatos que sejam disputados o ano inteiro e o fortalecimento dos estaduais é uma solução interessante. Além disso, precisamos conseguir apoio para os clubes que não participam das divisões principais, esses clubes formam nossos atletas e sofrem com o assedio de empresários. Vamos integrar essa formação com as escolas em um projeto que tenha o esporte junto com a educação e pensar uma maneira de proteger os clubes desse assedio. Também vamos transmitir na rede pública de TV e rádio os campeonatos, pois isso vai fortalecer tanto o torneio como os clubes.
  3. Infelizmente, hoje nós encontramos a CBF mais vezes em páginas policiais do que no caderno esportivo dos jornais. Precisamos corrigir essa situação, por isso vou propor um intenso dialogo com os clubes para melhorar o futebol e moralizar a prática. Vamos ajudar na investigação desses crimes, apoiando uma CPI para apurar as denúncias e, principalmente, fortalecer os mecanismos de investigação da Polícia Federal para punir os desvios e crimes cometidos na construção dos estádios e em outros desmandos, especialmente onde teve dinheiro público. Está claro que houve um conluio entre as empreiteiras do chamado Cartel do Bilhão, governos, partidos políticos e a cúpula do futebol brasileiro. Não vamos aceitar que o povo saia prejudicado por isso, vamos investigar para recuperar o dinheiro e punir os corruptos. 

Marina Silva (REDE)

Não respondeu ao nosso e-mail e, consequentemente, as perguntas enviadas.

Vera (PSTU)

Não respondeu ao nosso e-mail e, consequentemente, as perguntas enviadas.

 

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