Revista Série Z APITA O ÁRBITRO,BÉLGICA,BOLA DE CAPOTÃO,BRASIL,CROÁCIA,FRANÇA,INGLATERRA,RÚSSIA,SUÉCIA,URUGUAI Oito histórias alternativas de “duplas” dos quadrifinalistas

Oito histórias alternativas de “duplas” dos quadrifinalistas



Vão começar as quartas de final da Copa do Mundo 2018, com um lado esquerdo previsível em boa parte das simulações e o direito com confrontos alternativos.

Como parte da nossa cobertura, nós separamos duplas de cada seleção quadrifinalista que têm histórias semelhantes ou viveram algum momento junto. São casos alternativos, seguindo a nossa proposta.

Uruguai – Gastón Silva e Martín Campaña

O elenco celeste conta com sete jogadores que foram formados no Defensor Sporting, entre eles, Gastón Silva, que ficou entre 2007 e 2014. Na última temporada pelo clube, ele participou do grande momento da história violeta: a semifinal da Libertadores. No gol, estava Campaña, formado no Deportivo Maldonado, e que chegou ao time em 2013. Ao lado de De Arrascaeta, presente na Rússia, e o atacante Felipe Gedoz, fizeram uma campanha surpreendente parando no Nacional paraguaio. Ficou uma ponta de que a equipe podia ter chegado a final contra o San Lorenzo, para conquistar a taça.

O mundo deu voltas e os dois se reencontraram na Argentina, onde atuam no Independiente, conquistando o tão almejado título continental que queriam, mesmo que seja a Copa Sul-Americana 2017. Além disso, saíram de Avellaneda rumo ao sonho do tricampeonato.

França – Steven N’Zonzi e Olivier Giroud

Onde você estava uma década atrás? Olivier Giroud e Steven N´Zonzi jogavam a segunda divisão francesa pelo Tours e Amiens, respectivamente. Eles são os operários dos Bleus, que passaram por clubes menores até chegarem em um status considerável. Em 2008/09, Giroud era centroavante do Tours – uma temporada antes, ele jogava no Istres, da Terceirona Francesa –, enquanto N’Zonzi era rebaixado com o Amiens. O tempo passou e os dois se tornaram jogadores de grandes equipes: o atacante atua no Chelsea e N’Zonzi é um dos esteios do Sevilla.

Brasil – Neymar e Philippe Coutinho

Neste século, nenhuma seleção sub-17 criou tanta expectativa quanto a que disputou o Mundial de 2009. Naquele time, um trio chamava muita atenção: Neymar, Philippe Coutinho e… Zezinho. Como podem ver, as trajetórias de Neymar e Coutinho foram bem diferentes de Zezinho. Naquela seleção, havia outros dois jogadores do elenco que está na Rússia: Alisson e Casemiro, ambos titulares.

Favoritíssimos e com grande cobertura da imprensa, a campanha foi bem abaixo, com eliminação na primeira fase. Na estreia, derrota para os suíços, por 1 a 0, no time que contava com Rodriguez, Xhaka e Seferovic. Na segunda partida, a eliminação antecipada, com derrota por placar mínimo para o México, com o trio estelar sendo substituído na etapa final. A única vitória veio contra o Japão, por 3 a 2, com um gol de Neymar.

Bélgica – Nacer Chadli e Dries Mertens

Rússia – Anton Miranchuk e Aleksandr Erokhin

Como escrevemos no Guia Alternativo da Copa, os jogadores russos, pela questão financeira, não precisam sair do país para ter um ótimo salário, mas isso acaba dificultando o ingresso deles em ligas maiores.

Anton e Erokhin tiveram experiência fora da Rússia, mas não exatamente onde Fabio Capello imaginava, pois ele que questionou os altos salários da liga local quando treinava a seleção. A dupla teve passagem por campeonatos alternativos. Anton Miranchuk por um ano foi jogador do Levadia Tallinn, da Estônia, onde fez 14 gols em 30 jogos, e foi vice-campeão nacional. Erokhin teve a primeira experiência profissional na Moldávia, quando ficou entre 2007 e 2010 no Sheriff Tiraspol. Por lá, conquistou três títulos nacionais e ajudou a equipe a chegar na fase de grupos da Liga Europa 2009/10, algo inédito até então.

Croácia – Dominik Livaković e Filip Bradarić

A Croácia desde 1998 ficou apenas uma vez fora da Copa do Mundo (2010)! Em todas essas disputas, a Prva Liga, campeonato local, teve jogadores na seleção, mas o número vem caindo a cada edição. Na mágica campanha da França, eram dez jogadores da liga, maior (e talvez inalcançável) número das participações axadrezadas. Em 2002, quatro foram chamados, um a mais que em 2006. Em 2014 e 2018, o número foi de apenas dois atletas.

Livakovic é do Dinamo Zagreb, clube que esteve presente em todas as convocações croatas em Copas. Bradaric é o primeiro jogador do HNK Rijeka convocado para defender a seleção após independência. Quando ainda fazia parte da Iugoslávia, o clube teve Milos Hrstic convocado em 1982.

Inglaterra – Harry Maguire e Jamie Vardy

A dupla do Leicester City faz história para o campeão da Premier League 2015/16! Pela primeira vez a Raposa tem dois jogadores convocados pela seleção local. A façanha é maior, pois em toda história das Copas, o Leicester teve apenas um jogador nos Three Lions, mesmo que ele seja o emblemático Gordon Banks, responsável pela defesa das Copas e goleiro da campanha do título mundial inglês em 1966. Vardy tem uma história de superação, pois saiu de uma sétima divisão inglesa, rumo a um título improvável, e consequente, presença na seleção. Maguire, apesar dos 25 anos, é uma revelação, com ascensão meteórica desde a temporada passada com o Hull City.

Suécia – Andreas Granqvist e Sebastian Larsson

Eles poderiam formar nossa dupla por serem os jogadores mais velhos do elenco sueco, com 33 anos, cada, mas não! Os dois jogadores com enorme serviço prestado a seleção vice-campeã de 1958 estão em uma situação recorrente nos últimos anos: a volta de jogadores suecos para a casa. Após o Mundial, os dois jogadores retornarão ao futebol sueco.

Larsson, figurinha carimbada do Sunderland por anos, acertou a ida para o AIK Solna, onde terá a primeira experiência como profissional no país que nasceu. Ele foi formado no IFK Eskilstuna, mas ainda em 2001 passou a integrar as categorias de base do Arsenal, onde não explodiu como esperado.

Granqvist é o melhor jogador sueco na Copa 2018, consequentemente, um dos destaques da competição. Talvez nem ele esperava por esse status na Rússia, ainda mais por ter acertado pré-Copa com o tradicional Helsingborgs, onde foi formado. A história fica melhor ainda, pois a equipe está na segunda divisão sueca e ele chegará com a missão de ajudar no reerguimento do clube.

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