Guia das oitavas da Série D 2017

Dezesseis equipes continuam a luta pelos quatro acessos na Série D 2017. Nos dois próximos fins de semana, as torcidas estarão nos estádios para torcer e empurrar os jogadores que buscam a redenção. Chegar às quartas de final, a fase mais importante da quarta divisão, é onde o sonho da estabilidade, planejamento e futebol o “ano inteiro”, a partir de 2018, fica mais vivo e perto.

A Revista Série Z, produtora do Guia da Série D, traz mais um especial sobre a divisão. Muita coisa mudou desde o início da competição e por isso, trazemos um guia das oitavas de final da competição, com as características de cada equipe e as curiosidades dos confrontos.

Para continuar lutando pela representatividade

O Acre e o Tocantins, estados dos dois clubes, não têm representantes nas três primeiras divisões nacionais. Para uma dessas, a luta continuará. No caso do primeiro estado, desde 2013, quando o Rio Branco foi rebaixado, não se tem um representante. O Atlético bateu na trave em 2016. Os tocantinenses tiveram uma experiência em 2011, quando o Araguaína representou o local. A busca continua para apenas um.

Atlético Acreano, por Marcel Santos

O Atlético Acreano chega às oitavas-de-final com status de favorito no confronto diante do Gurupi. E entrosamento é o que não falta ao Galo Carijó. A equipe acreana, comandada pelo treinador Álvaro Miguéis, é praticamente a mesma que, no ano passado, chegou até às quartas-de-final da Série D, caindo para o Moto Club, e parece estar disposta a repetir a façanha. Além do conjunto, a arma do Atlético é o ataque. O quarteto ofensivo Careca, Polaco, Eduardo e Rafael Barros parece ser imbatível. São eles os responsáveis por 20 dos 22 gols da equipe até aqui, em uma média incrível de 2,75 gols por partida, a maior da competição. Entretanto, para o confronto diante da equipe tocantinense, o quarteto está desfalcado. O vice-artilheiro da Série D, Eduardo, está fora do primeiro jogo.  Aliás, a longa e desgastante viagem para o primeiro jogo é a maior preocupação do técnico Álvaro Miguéis. O time parte da capital acreana em direção a Palmas na madrugada de sábado, devendo chegar em Gurupi apenas às 17h de domingo. O bicampeão acreano vai ter de encarar uma verdadeira maratona para seguir sonhando com o acesso à Série C. Será que o favoritismo superará o desgaste?

Gurupi, por Leandro Santiago, chefe do núcleo de Esportes da TV Anhanguera

A Série D tinha 68 clubes. Certo? Quem observou o Gurupi durante a primeira fase, vai achar que tinha 69, porque houve dois Camaleões do Sul nessa primeira fase. O primeiro deles não ofereceu muita resistência ao São Raimundo e perdeu por 2 a 0 na estreia. Foi “eliminado” na rodada seguinte, empatando em 1 a 1 com o Baré em casa. Roberto Oliveira deu adeus e veio Wladimir Araújo, campeão tocantinense pelo Interporto. Com seus homens de confiança, o novo Gurupi reagiu na Série D, em uma arrancada que o levou ao primeiro lugar no Grupo A2 e Bruno Moraes, um dos mais recentes reforços, se tornou um dos artilheiros da Série D. Some-se isso as bolas paradas de Antônio Flávio (outro reforço). E como se não bastasse, a pausa no campeonato (caso São Raimundo) deu a chance para os volantes Paulista e Hemerson e o atacante Regis Wenzel se recuperarem, além de permitir o entrosamento do volante Eduardo, outra peça vinda do Interporto. Do lado de fora do campo, o mundo vem conspirando a favor do Gurupi. E dentro?

O déjà vu maranhense e o ineditismo amapaense

No ano passado, o Moto Club fez boa parte da campanha de acesso na Série D enfrentando clubes do Norte. O Maranhão teve um grupo nordestino na primeira fase, mas nas duas seguintes teve um nortista no caminho, dessa vez, o Santos. A mística do rival parece ser um dos pontos da campanha. Para o Santos, ao que se quer é a glória: colocar um clube amapaense pela primeira vez como divisionado e ter o melhor ano do clube na história, após a ótima campanha na Copa Verde.

Maranhão, por Gustavo Arruda, repórter do Imirante.com e redator do Futebol Maranhão

Classificado às oitavas de final da Série D após uma vitória em São Luís e um empate como visitante diante do Rio Branco, o Maranhão Atlético tem uma campanha sólida em casa. Além de vencer os quatro duelos que disputou no Estádio Castelão, o Quadricolor ainda não sofreu gols em seus domínios, graças a uma defesa atenta e liderada pelo goleiro Rodrigo Ramos, que tem dois acessos pelo Sampaio Corrêa no currículo. Por outro lado, o Maranhão não consegue repetir o ritmo quando joga fora de casa. O time maranhense ainda não conseguiu vencer como visitante após quatro jogos na Quarta Divisão, e teve como melhor resultado o empate por 1 a 1 contra o Rio Branco na segunda fase.

Santos, por Rafael Almeida, repórter do GloboEsporte.com/AP

Time compacto, utilizando o sistema de cardume, onde defende todo mundo e ataca todo mundo. Assim pode ser definido o Peixe da Amazônia, como é conhecido o Santos-AP nesta Série D do Brasileiro. O alvinegro amapaense não tem uma estrela no elenco, mas tem jogadores de certo destaque como o zagueiro Dedé, o meia Balão Marabá e o atacante. A equipe comandada pelo técnico Edson Porto, tem mostrado ser um visitante “chato’’ e um anfitrião difícil de ser batido. Fora de casa, o Santos-AP jogou quatro vezes (contando a fase de grupos e a 2ª fase), onde venceu duas vezes, empatou uma e perdeu uma. Já dentro de casa, o alvinegro venceu duas e empatou outras duas.

O acesso é o objetivo, mas por razões diferentes

As duas equipes querem provar algo com o acesso. No Guarany, a subida significaria uma mostra de que as coisas voltaram a andar nos trilhos em Sobral, após o rebaixamento no Cearense, além da possibilidade de ser o primeiro bicampeão da Série D, após ter erguido a taça em 2010. Para o Globo, a promoção marcaria uma maior estabilidade, para a equipe que nas últimas temporadas se colocou como terceira força de momento no Rio Grande do Norte. O acesso é o querem, isso é o que os unem, mas apenas um, segue.

Guarany, por Thales Menezes, repórter do Sobral Portal de Notícias

O Guarany de Sobral, campeão da Série D em 2010, segue treinando para a disputa da terceira fase da competição, onde busca o seu segundo título nacional. A equipe comandada por Sérgio China começou bem na disputa, vencendo o River, fora de casa, por 2 a 1 e mostrando a sua principal característica, o ataque, que é liderado por Léo Paraíba, artilheiro da equipe na Série D e que marcou dois gols importantes na última partida diante do Sousa-PB, que foi decidida nos pênaltis. Quase todos os gols do Cacique do Vale foram marcados após contra-ataques e cruzamentos. Se na frente está bem (a equipe marcou 14 gols até aqui), o setor defensivo precisa de mais atenção. Das 16 equipes classificadas para a terceira fase, o Guarany de Sobral é a que mais tomou gols, a rede bugrina já foi balançada 11 vezes. O time tem o terceiro melhor ataque do campeonato, com 14 gols marcados.

O Cacique do Vale, único clube cearense campeão nacional, enfrentará uma das melhores defesas do campeonato e com certeza muitas emoções estão guardadas para mais uma batalha dos rubro-negros.

Globo, por José Carlos Borges, editor do Esporte do RN

Após perder seus dois volantes titulares para o início da competição (Leomir e Pablo), o Globo FC teve que apostar na experiência de Reinaldo(contratado para suprir as saídas) com o intuito de agregar uma melhor qualidade em um plantel recheado de jovens que durante a disputa surpreenderam, em especial o jovem Gláucio, que vem sendo o principal destaque da equipe além de artilheiro com quatro gols. E sua campanha até aqui já pode ser comemorada, pois foi a primeira vez em sua curta história que a equipe de Ceará-Mirim avançou para as oitavas de final. O ponto forte da equipe está dentro de seus domínios, no qual o time comandado por Luizinho Lopes possui 100% de aproveitamento jogando no estádio Barretão, que mesmo sem grande público nos jogos, mostra que a equipe conhece bem o seu local de jogo.

O confronto estadual #1

A Bahia foi o estado que mais colocou clubes na segunda fase, mas desde que o São Raimundo foi eliminado por escalação irregular, se sabia que não poderia ter dois (ou três) acessos na disputa. A garantia era que um estaria nas oitavas, pois o Juazeirense tirou o conterrâneo Jacobina. O Fluminense de Feira teve apenas pedreiras no caminho, como jogar por quatro vezes, contra o Campinense.

Juazeirense, por Felipe Augusto, editor da Revista Série Z

Tentamos, mas não encontramos pessoas da imprensa local, para falar sobre a Juazeirense. Dessa forma, os números nos ajudarão a entender a equipe. A Juazeirense tem mais empates do que vitórias na competição (4 a 3), mas em compensação dominou o confronto da segunda fase. O ataque é o terceiro melhor entre os participantes dessa etapa, com 14 gols (outras três equipes têm o mesmo número), mas sem um artilheiro que se destaque. Quem mais marcou tem três gols e no caso, são dois atletas: Alex Sandro e Rayllan, cada.

Fluminense de Feira, por Cristiano Alves, repórter da Folha do Estado

Depois de ter quase conseguido o acesso a Série C no ano passado, o Fluminense de Feira de Santana manteve o mesmo planejamento para 2017. Manteve uma base do ano passado e veio para o Campeonato Baiano sendo terceiro colocado na classificação geral, garantindo assim vagas na Copa do Brasil e caso não consiga o acesso a Série C agora tem assegurada a participação na Série D do próximo ano. Jogadores como o goleiro Jair, o lateral Edson e o zagueiro Eduardo são remanescentes do ano passado e o time que é treinado por Paulo Foiani tem jogadores conhecidos como o zagueiro Breno, ex-Vasco da Gama e repatriou o meia-atacante Rafael Granja, destaque do time na Série D de 2016. A folha de pagamento gira em torno de R$ 180 mil mensais. O time base: Jair; Edson, Breno, Eduardo e Gilmar; Rogério, Memo, Rafael Granja e Davi Ceará; João Neto e Luiz Paulo.

O que representa e o que representaria

O América, sem dúvidas, está na seleta lista dos clubes mais tradicionais que disputaram uma Série D, mas ao contrário de quem faz parte desta, obviamente, quer bater e voltar, muita pela tradição da equipe, acostumada a participar, ao menos, da Série B e que há dez anos esteve na elite. No lado alvinegro, o Ceilândia pode recolocar o Distrito Federal no “grupos dos 60”, algo que representaria muito para o futebol local, que viveu ótimos anos no começo do século, mas o adversário não é fácil, não apenas pela tradição, mas por ter a melhor campanha até o momento.

América, por José Carlos Borges, editor do Esporte do RN

Com praticamente a mesma base que iniciou o campeonato, o América tem como diferencial o entrosamento de sua equipe titular, principalmente seu meio campo no qual seus volantes Jonathan e Robson se tornam verdadeiros “cães de guarda” na marcação. Na armação, quem se destaca é o lateral esquerdo Danilo principal responsável pela maioria das jogadas da equipe na competição servindo bem o centroavante Tadeu lá na frente. Em sua campanha até aqui, o “Mecão” dono da melhor campanha no geral, apresentou boa postura tando dentro como fora de casa, no qual seu ataque acabou não funcionando em apenas dois jogos. Dentro de casa, o time está com 100% de aproveitamento.

Ceilândia, por Gabriel Caetano, editor do Esporte Capital e administrador do Histórias do Gamão

O Ceilândia sofreu um baque importante na segunda fase. Destaque da equipe, o artilheiro Romarinho teve seu contrato rescindido com o Gato Preto, após assinar um pré-contrato com o arquirrival Brasiliense. Para o lugar do atacante, cogitou-se até a vinda de Loco Abreu. O atacante Lauro César, que estava no São Luiz-RS, se apresentou ao alvinegro e é a nova esperança de gols. O Gato Preto, conhecido por seu estilo mais defensivo, tinha em Romarinho sua principal arma de ataque, agora, sem o craque, busca alternativas para furar a defesa do América.

O confronto estadual #2

Minas Gerais, também, receberá um confronto caseiro. O que chama atenção aqui é uma situação inusitada. A URT tem vaga garantida na Série D 2018, enquanto, que o Villa não a obteve, assim, tem a obrigação de subir de divisão, para ter calendário em 2018. Porém, caso a URT passe pelo Villa e suba de divisão, a vaga da equipe de Patos de Minas passa para o Villa Nova, que é o primeiro suplente. Essa situação vai ser deixada de lado, por agora, ao menos.

Villa Nova, por Alexandre Silva, repórter da Transamérica BH

O Villa Nova começou a Série D bem mais desacreditada que sua rival das oitavas de final. Após um campeonato mineiro ruim, mudança de treinador e saída da maioria dos atletas do Estadual, o Leão do Bonfim teve que se reinventar para participar mais uma vez da Série D. Um dos grandes trunfos do Villa foi a chegada do diretor Alberto Simão – responsável pelos acessos recentes do Tupi de Juiz de Fora – que montou uma equipe barata e de jogadores sem renome, mas que se mostrou competitiva e forte na luta pelo acesso. Mais uma responsabilidade pesa sobre o Leão: o fato de que, se não subir a Série C o time não terá calendário cheio no ano que vem, já que perdeu a vaga na Série D via estadual para o Uberlândia. A torcida do Leão se mobilizou e a diretoria respondeu, colocando ônibus gratuitos para Patos de Minas no confronto deste domingo (23). Para o jogo da volta, certamente o Alçapão do Bonfim ficará lotado, relembrando os grandes tempos do forte Villa Nova.

URT, por Alexandre Silva, repórter da Transamérica BH

A URT mostrou poder de reação na hora certa. Depois do início ruim na Série D, o “bicampeão do interior” no Campeonato Mineiro mostrou a força que tanto encantou no início do ano e deu trabalho para os grandes da capital. Mesmo com a saída das principais peças como o meia Allan Dias e o atacante Edmar, o Trovão soube repor bem com reforços baratos como o jovem Douglas Skilo que disputou o Mineiro do Módulo 2 pelo Uberaba e vem realizando boas partidas. O técnico Rodrigo Santana tem nesse duelo contra o Villa, também um desafio pessoal: a chance de se firmar de vez no cenário mineiro e até nacional e alçar voos mais altos na carreira. O apaixonado torcedor de Patos de Minas, cidade que é dividida ao meio por dois times (Mamoré e URT) irá apoiar como nunca sua equipe no acanhado Zama Maciel, estádio que se torna um aliado a mais para o time no fator caldeirão, tanto que a direção faz promoção para o jogo de ida, com 20 reais + um agasalho para o torcedor que adquirir o ingresso.

A busca pela glória

Duas equipes que buscam um acesso que significaria muito. Para o ESFC, seria a primeira vez que um clube capixaba conquistaria o acesso na Série D, recolocando o estado como divisionado, algo que não ocorre desde 2001, quando Serra e Desportiva estavam na Série B. Por ser do Sudeste, local onde o futebol mais movimenta cifras, seria o começo de tentar ganhar um pouco do espaço, mesmo que mínimo. O Operário é o único clube vivo na edição 2017 que por duas vezes disputou as quartas da Série D, ou seja, o confronto de acesso, mas sucumbiu. Em um ano de emoções diferentes, a pressão é enorme pelos lados do Germano Krüger.

Espírito Santo, por Marcos Barcelos, editor do Do Um ao Onze

O Espírito Santo chegou às oitavas de final após uma fase de grupos irregular e uma segunda etapa “dos sonhos”. Na Chave A14, o Santão passou em segundo lugar, com nove pontos. Foram duas vitórias, todas longe do Estádio Kleber Andrade, três empates e apenas uma derrota. No mata-mata, venceu as duas partidas contra o Boavista-RJ: 1 a 0 em casa e 3 a 1 em Saquarema. O destaque em campo fica por conta do atacante Nilo. Ele vem mostrando ser decisivo, marcando três gols nos últimos três jogos.

Operário, por Felipe Augusto, editor da Revista Série Z

Quando iniciou a disputa da Série D, o clube estava dividido entre o Nacional e a Divisão de Acesso do Paranaense. No âmbito estadual, um vexame, com a equipe, favorita na disputa, não conseguindo o acesso, mas em compensação, na Série D, a equipe se manteve firme. Dentro de campo, apenas dois jogadores que não puderam disputar o Paranaense são titulares: Athos e Quirino. Cirúrgico, fora de casa, e controlador, dentro, o Operário tem firmeza e concentração para o que precisa fazer dentro de campo. Para evitar, com perdão do trocadilho, novos fantasmas.

Os “santos” de elencos diferentes

O novo formato da Série D tem como ideia propiciar aos clubes, um planejamento adequado, com contratos maiores e um chamariz nas concorrências. Não foi isso que ocorreu no São Bernardo, que foi rebaixado no Paulista, e refez o elenco para a Série D, apostando em ídolos da torcida no comando. O contrário do São José, que fez uma campanha irregular no Gaúcho, mas conseguiu chegar à segunda fase e como não chamou tanta atenção, manteve o elenco, que com entrosamento se deu bem.

São Bernardo, por Matheus Gerlach

Com a classificação heroica, o único representante paulista na série D permaneceu com 100% de aproveitamento em casa, e poderá decidir o duelo contra o São José, que também venceu as quatro como mandante, em terras paulistas. O desempenho do Tigre do ABC é similar à campanha do Zequinha, entretanto, aposta é na partida como visitante, já que o Aurinegro venceu o campeão gaúcho no Sul, empatou dois jogos e perdeu somente um dos disputados fora de São Paulo e o São José foi derrotado em três partidas e só venceu o PSTC longe de Porto Alegre. O time sulista não sofreu nenhum gol jogando em seus domínios, portanto, com o gol qualificado como critério de desempate, o Bernô sabe que marcar no Sul será uma grande vantagem.

São José, por Régis Nazzi, editor do Toda Cancha

O Zequinha destacou-se por manter a base do Gauchão, vitórias em seus domínios e marcar muitos gols com o quarteto ofensivo: Diego Torres, Rafinha, Matheus Totó e o prata-da-casa Kelvin. O São José disputou apenas dois jogos em casa com portões abertos.

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