Garantido no Mundial, o Irã aposta em um “trio de russos” – #SérieZNaCopa2018

Marcada por ser uma seleção majoritariamente formada por jogadores que atuam no país local, o Irã nas três últimas Copas que disputou sempre teve como destaque, certos jogadores que atuavam na Europa, como Ali Daei, Mehdi Mahdavikia, Ali Karimi ou Ashkan Dejagah. Para a quinta participação da seleção não será diferente, com uma certa concentração de jogadores na Rússia, coincidentemente, sede do Mundial de 2018.

Os meias Milad Mohammadi e Saeid Ezzatollahi, ao lado do atacante Serdar Azmoun, o primeiro do Terek Grozny e os dois últimos pertencentes ao FC Rostov, formam a espinha dorsal da equipe de Carlos Queiroz, que ao lado de outros jovens, como o atacante Alireza Jahanbakhsh (AZ Alkmaar) tem ótimas perspectivas para a Copa do Mundo. Os “três russos” mesmo com a jovialidade terão a experiência de saber como lidar com o ambiente local, apesar de ser realizada no período de férias.

Ezzatollahi e Azmoun, a dupla de Rostov é uma das apostas iranianas (Foto: Tasnim News Agency)

A geração é tratada como, talvez, a melhor que o país já teve, mesmo com o ar nostálgico para o elenco de 2006, com muitos jogadores tratados como heróis. Será a primeira vez que o Irã disputará duas Copas seguidas, feito que teve como mérito se aproveitar bem da nova geração aliada a mais experientes, como os meias Shojaei e Montazeri. As perspectivas são boas para 2018 e, quiçá, 2022, ainda mais se a competitividade das Eliminatórias da Ásia não subir para a próxima edição.

Jogo da classificação

12 de julho | Irã 2 x 0 Uzbequistão

A equipe iraniana precisava de apenas uma vitória para confirmar a ótima campanha e assim, a fez, sem sustos.

Nível de alternatividade

Depende, tendendo mais para médio. No cenário asiático, o Irã é uma das grandes seja histórica ou atualmente. Das últimas cinco Copas, o país esteve em três (1998, 2006 e 2014 – em 1978 teve a primeira disputa). Dependendo do contexto, o Irã pode ser considerado alternativo, mas claro que aqui se leva em consideração o nosso ambiente futebolístico.

Um time alternativo-aleatório

Aluminium Hormozgan FC

Em 2006, o Irã participou da terceira Copa da história do país. Com o fim do Mundial, a liga iraniana voltou com uma novidade, o Aluminium Hormozgan, clube de Bandar Abbas, sul iraniano.

Logo na primeira temporada, o título da quarta divisão. Na seguinte, o título da terceira divisão. Foram três anos de estabilidade na Azadegan League (segunda divisão), até que em 2011/12, o clube tricolor subiu para a primeira divisão, onde ficou apenas um ano. Em 2015/16 foi rebaixado para a terceira divisão e na atual temporada terminou no 10° lugar do Grupo C da Divisão 2, sendo rebaixado para o quarto nível, onde terá que remar novamente, a partir do segundo semestre de 2017.

Jogo alternativo em Copa

Alemanha 2006 | 21 de junho | Irã 1 x 1 Angola

Em 12 jogos de Mundiais, o Irã tem apenas uma vitória, que pela carga política se tornou mais emblemática, quando venceu, em 1998, os Estados Unidos, por 2 a 1, mas não é essa partida que vamos citar aqui.

Em 2006, o Irã caiu no grupo da estreante Angola e na última rodada ocorre um dos encontros mais alternativos em Copa do Mundo. O Irã não tinha chances de classificação, mas Angola ainda sonhava. Flávio, aos 15’2T, abriu o placar para os africanos, mas Sohrab Bakhtiarizadeh empatou a partida, com um gol aos 30 minutos.

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