A nova experiência dos rebaixados da Série C

A edição 2018 do Brasileiro Série D será a primeira em que todos os clubes participantes se classificaram pelos campeonatos e copas estaduais, além, é claro dos rebaixados da última edição da Série C. Essa novidade faz com que América, Guaratinguetá, Portuguesa e River sejam os primeiros rebaixados a conviver com o novo formato, sendo assim, a disputa dos estaduais são cruciais para a continuidade de um calendário, pois o alento de fazer uma má campanha no estadual, mas ter a Série D garantida não será mais utilizado.

Entre os quatro clubes, o Guaratinguetá é o único que não tem chance de voltar a Série D via Estadual. Podemos dizer, que finalmente, a equipe está na Série D, após sucessivos erros, que foram salvos por parcerias nas últimas edições da terceira divisão. O péssimo caminho tomado fez com que a equipe chegasse ao fundo do poço estadual, com o rebaixamento ao quarto nível local, impossibilitando até mesmo uma disputa da Copa Paulista. Neste ano, João Telê, o “faz tudo” do clube, começa a estreitar laços para voltar a ter apoio do poder público local, para que o nome da cidade possa jogar em Guaratinguetá. É (quase) improvável que o clube abdique da disputa, mesmo que a cidade tenha se animado com a presença da Esportiva no arbitral do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

Para América e River, a situação é a mesma: terão que buscar uma das duas vagas via Potiguar e Piauiense, respectivamente. Há duas diferenças nos casos. O River tem que ser finalista do Estadual, enquanto o América tem que ficar entre os dois melhores colocados do campeonato, tirando o ABC. Para o Galo, a busca por uma vaga em uma divisão nacional é algo corriqueiro, como aconteceu em 2015, quando foi vice-campeão da Série D. Para o Dragão, a situação é estranha, por ter se acostumado a ser um divisionado, a luta no Estadual era apenas pelo título.

Para 2017, as duas equipes apostam em nomes que tiveram bons trabalhos na temporada anterior. O River aposta em Waldemar Lemos, que foi vice-campeão Goiano de 2016 com o Anápolis e fez o que pôde para levar o Remo à segunda fase da Série C. Se o América não sabe o que é a Série D, o clube foi atrás de quem conhece: Felipe Surian, campeão da divisão em 2016 com o Volta Redonda. Com ele, vieram cinco jogadores da equipe campeã, incluindo o atacante Dija Baiano, considerado por muitos, o craque da Série D 2016. Caso não fiquem nestas posições deverão torcer para que fiquem atrás de clubes do estado que estão na atual Série D e que estes subam, no caso Altos, Parnahyba, Potiguar e Globo.

Na Portuguesa, as sucessivas más administrações, incluindo o obscuro “Caso Héverton” deixaram a Lusa em uma espécie de crise contínua, que teve como último capítulo (até agora), o rebaixamento à Série D. Fora da elite estadual, o clube aposta em Emerson Leão, como um consultor, e uma legião de veteranos no elenco, como Ricardo Berna, Sandro Silva e Thiago Feltri. Assim, a equipe tem a chance de voltar à Série D 2018, caso dispute a Copa Paulista, que ocorre paralelamente a Série D em certo período. Como é natural, ainda não foi revelada se a equipe disputará as duas competições.

Todas esses cenários, obviamente, levam em conta caso as equipes não subam de divisão. Caso ascendam continuam divisionados! Vale a pena acompanhar tais situações.

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