Na Série D, mas fora da elite estadual

Estar em uma divisão nacional não significa ser parte da primeira divisão estadual. Se isso é visto na segunda e terceira divisão, com casos até mesmo na Série A, a quarta divisão nacional não seria diferente.

Você pode se perguntar como é possível que uma equipe se classifique à Série D, estando na segunda (ou terceira) divisão estadual. Obviamente, não seria via Estadual, mas existem outros dois modos, pelas copas estaduais ou vindo de um rebaixamento da Série C.

Neste ano, quatro equipes estarão nesta situação, com Portuguesa (rebaixada Série C 2016), XV de Piracicaba (campeão Copa Paulista 2016), Operário (campeão Taça FPF), que estão na segunda divisão, e a grande incógnita, o Guaratinguetá (rebaixado Série C 2016), que terá a quarta divisão estadual pela frente. Aliás, será a primeira vez que um clube da quarta divisão paulista disputará uma divisão nacional. Um feito bizarro, para mostrar a decadência da equipe.

A Série Z te mostra outros casos, em que clubes disputaram a segunda ou terceira divisão estadual, mas fizeram parte do quadro de clubes da Série D!

Pelotas (2009)

Fora da elite gaúcha entre 2005 e 2009, o Pelotas conseguiu a vaga na primeira Série D via Copa FGF 2008, quando se sagrou campeão em cima do Cerâmica, no ano do centenário da equipe. Na Série D 2009, a equipe teve, dentro de campo, a pior campanha, com um ponto ganho, mas ficou na penúltima colocação geral, pois o Naviraiense perdeu pontos. Em compensação, o Lobo conseguiu o vice-campeonato do Gaúcho da Segunda Divisão, garantindo o retorno a primeira divisão.

CSA (2010)

Quem vê a atual situação do CSA, com o acesso à Série C, pode não lembrar que em 2010, o clube estava na segunda divisão estadual, após o rebaixamento em 2009. O caso da participação do CSA é bem peculiar. O Murici, então campeão alagoano, acabou desistindo da Série D, devido a enchentes que assolaram o município de mesmo nome. A vaga foi repassada a outras equipes da primeira divisão, mas foi passando, passando e acabou que nenhum time quis e a vaga ficou com o Azulão. Na Série D, a equipe parou na segunda fase, mas fica a lembrança da liderança no grupo 4, que tinha o Santa Cruz. A equipe retornou a primeira divisão.

Marcílio Dias (2010 e 2013)

O ano de 2009 tinha tudo para ser especial, com a disputa da primeira Série C reformulada e mais uma edição do Catarinense. Resultado: rebaixamento nas duas competições. Em 2010, a Série D dava um alívio nacional, mas a campanha foi ruim, com a lanterna do grupo 10, com três empates em seis jogos. No Catarinense Divisão Especial (segunda divisão), a equipe conquista o título.

Em 2013, o Marinheiro voltou a disputar a Série D no mesmo ano em que participou da segunda divisão estadual. Dessa vez, a vaga veio via Copa Santa Catarina 2012, quando ficou com o vice. Em 2013, a equipe voltou a segunda divisão e foi campeão. No Nacional, lutou pela vaga até as últimas rodadas, mas não conseguiu vaga no mata-mata.

Cerâmica (2011)

O Cerâmica enfrentou o Oeste naquela campanha (Foto: Leandro Domingues)
O Cerâmica enfrentou o Oeste naquela campanha (Foto: Leandro Domingues)

O clube de Gravataí gostava da Copa FGF, com boas campanhas, mesmo com dois vices. Em 2010, a equipe perdeu a final para o Internacional “B” e ficou com a vaga para a Série D 2011, onde ficou com a lanterna do grupo 7, com cinco pontos, longe da classificação. Entretanto, a tão sonhada volta à elite estadual foi conquistada, com mais um vice-campeonato.

Sendas (2011)

Um dos confrontos do Sendas foi contra o São Mateus (Foto: Reprodução/Cenário Esportivo)
Um dos confrontos do Sendas foi contra o São Mateus (Foto: Reprodução/Cenário Esportivo)

Atual Audax Rio, o então Sendas, disputou a Série D 2011, como campeão da Copa Rio 2010, após vencer o Bangu. A equipe tinha boa estrutura e chegou a uma divisão nacional antes mesmo de chegar ao Carioca. Na disputa nacional, a equipe ficou em terceiro lugar no grupo 6, mas não conseguiu a vaga para seguir adiante. Na Série B carioca, a equipe fez a melhor campanha na primeira fase, mas sucumbiu na seguinte e o acesso veio apenas em 2012.

Araguaína (2012)

O ano de 2011 tinha tudo para ser especial, com a disputa da Série C e mais uma edição do Catarinense. Resultado: rebaixamento nas duas competições. Não estranhe, mudamos apenas algumas partes da história do Marcílio Dias, pois a do Araguaína é igual. A equipe teve a maior conquista do futebol tocantinense com o acesso à Série C, mas no ano que tinha tudo para ser mais histórico, fez apenas um ponto na terceira divisão e foi rebaixado no Estadual. Em 2012, foi mal na Série D, mas subiu no Tocantinense.

Brasil de Pelotas (2012)

Rebaixado por problemas judiciais na Série C 2011, o Xavante estava na segunda divisão estadual desde 2010, como efeito da tragédia de 2009, que vitimou o ídolo Cláudio Millar. Em 2012, a equipe parou na primeira fase da Série D e nem mesmo na segunda divisão estadual fez boa campanha. A retomada de sucesso começou no ano seguinte, com a saída da segunda divisão estadual rumo ao Brasileirão Série B.

Concórdia (2012)

A classificação do Concórdia à Série D 2012 foi bizarra. Na Copa Santa Catarina 2011, cinco equipes participaram da competição e o Galo do Oeste ficou em quinto, mas Brusque e Marcílio Dias desistiram da vaga, o Metropolitano garantiu via Estadual e o Joinville disputava a Série C, assim, a vaga caiu no colo do Concórdia, que havia sido rebaixado naquele ano. Em 2012, a equipe ficou em último no grupo 7 e no Catarinense Divisão Especial parou nas semifinais e não garantiu o retorno a primeira divisão.

Marília (2012)

Acostumado a ter campanhas consistentes na Série B na década passada, o Marília passou a conviver com o efeito iô-iô. Em 2011, a equipe foi rebaixada na Série C e no Paulista Série A-2. Consequência, a equipe participou da Série D 2012, no ano em que disputou a terceira divisão paulista. Nos dois campeonatos, má campanha! Nunca mais voltou a disputar uma divisão nacional.

Santo André (2013)

Santo André e Marcílio Dias foi o único confronto entre equipes de segunda divisão na Série D (Foto: Reprodução/Jogos do Marcílio)
Santo André e Marcílio Dias foi o único confronto entre equipes de segunda divisão na Série D (Foto: Reprodução/Jogos do Marcílio)

Vindo da Série C 2012, o Ramalhão estava em uma derrocada após a participação na Série A 2009 e o vice-estadual de 2010. Pelo segundo ano estava na Série A-2 e corria o risco de ficar sem calendário nacional. Na Série D, conseguiu vaga na segunda fase, com o 2º lugar no grupo 7, atrás do Juventude. Porém, a equipe parou no Metropolitano no mata-mata. No primeiro semestre, a equipe falhou na tentativa de voltar a Série A-1, que ocorreu apenas no ano passado.

Grêmio Barueri (2014)

Um dos projetos mais interessantes do fim da década passada se tornou uma decepção anos depois. Em 2013, o Barueri foi rebaixado na Série C! No ano que estreou na Série D, a equipe havia disputado pela terceira vez seguida, a Série A-2. Não foi bem em nenhuma das competições.

Guarani de Palhoça (2014)

Terceiro lugar na Copa Santa Catarina 2013, a vaga na Série D foi repassada ao Guarani de Palhoça, que recém havia voltado a segunda divisão catarinense, após o Metropolitano garantir a vaga via Estadual. Ficou em último no grupo que participou, mas o ano teve como ponto alto, a volta a primeira divisão, com o vice-campeonato.

Ipatinga (2014)

Outro projeto emergente que vive dias melancólicos, o Ipatinga, em 2014, voltou ao nome original, após um ano como Betim, onde ficou perto do acesso na Série C 2013, mas foi excluído do certame seguinte por ter entrado na Justiça Comum. Dessa forma, teve que disputar a Série D 2014, onde fez péssima campanha, com os piores números entre os participantes. No Mineiro Módulo II não teve boa campanha, com um modesto nono lugar.

Duque de Caxias (2015)

O 2014 do Duque de Caxias foi péssimo com rebaixamentos no Carioca e Série C. Após anos de estabilidade nacional, o Duque se viu na quarta divisão nacional e, pior, na “segundona” estadual. No Carioca, o clube ficou em quarto, relativamente, longe do acesso e na D ficou em penúltimo no grupo 6, com sete pontos, acima apenas do Villa Nova. O clube, desde então, passou longe de voltar a uma divisão nacional.

São Caetano (2015)

A história do São Caetano é a mesma do Duque, com um 2014 péssimo, com quedas no Paulista e Série C. De grande história no início do século, o Azulão passou por grave crise, que culminou em descensos. Entre os clubes que participaram da Série D e de uma divisão menor estadual, o São Caetano foi o que teve a melhor campanha. Na primeira fase, a equipe foi o melhor na classificação final e chegou ao jogo do acesso, como favorito contra o Botafogo-SP, mas não venceu a forte retranca. No primeiro semestre, a equipe terminou em sétimo e desde então, não conseguiu retornar a primeira divisão.

Caxias (2016)

Comemoração do Caxias no jogo contra o Maringá, válido pela Série D (Foto: Geremias Orlando)
Comemoração do Caxias no jogo contra o Maringá, válido pela Série D (Foto: Geremias Orlando)

Um dos casos mais legais da Série D 2016 aconteceu no dia 10 de julho, quando o clube grená estava em campo pela 5ª rodada da primeira fase, contra o Maringá, mas no meio do jogo uma comemoração é realizada dentro de campo, mas não era por um gol e sim, pelo empate final entre Brasil de Farroupilha e Pelotas, na Divisão de Acesso, que garantiu o retorno do clube a primeira divisão. Na Série D, a equipe não conseguiu o acesso, onde era apontado com um dos favoritos do Sul. Pelo menos uma parte do projeto de 2016 serviu para apagar o péssimo 2015.

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Um comentário em “Na Série D, mas fora da elite estadual

  1. O São Caetano foi complicado, no confronto que valia o acesso diante do Botafogo de Ribeirão Preto, o Azulão perdeu em Ribeirão Preto por 2×1 e no jogo de volta em São Caetano do Sul diante de um bom público(o que não é muito normal nos jogos do São Caetano) e precisando de uma simples vitória por 1×0 o clube tentou mas a retranca do Botafogo de Ribeirão Preto tava forte e a sorte até sorriu pro São Caetano já que o Botafogo-SP teve 2 jogadores expulsos no segundo tempo e se eu num me engano o São Caetano jogou cerca de 10 minutos ou mais com 2 jogadores a mais mas mesmo assim o desespero e a agonia pelo gol salvador foram maiores q a superioridade numérica e o time não conseguiu o gol salvador e o jogo terminou 0x0 teve até um lance perto do final q um jogador do Botafogo de Ribeirão Preto tirou uma bola quase em cima da linha e no final das contas o Pantera subiu e comemorou muito o acesso que foi dramático se segurando com 2 jogadores a menos. o resultado foi trágico para o Azulão já q o time tava na A2 de SP e não tinha conseguido o acesso e o cenário era ou o time subia na Série D pra Série C ou ficava sem calendário para o ano seguinte e o acesso não veio e depois de tantos anos o São Caetano ficou sem calendário a nível nacional.

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