Clubes que fazem falta ao futebol do Norte

Depois dos sucessos das listas dos clubes paranaenses e paulistas chegou a vez de pegarmos os sete estados do Norte e mostrar algumas equipes que não estão ativas, mas deixam saudade a cada confirmação de que a equipe não volta para os campeonatos estaduais.

Como nos outros casos, a lista é subjetiva, então, a “minha saudade” deve ser totalmente diferente da que vocês leitores têm. Porém, todas as equipes têm certa argumentação para estarem aqui.

Assim, como da outra vez, caso você de outro estado ou região queira fazer uma lista semelhante, entre em contato conosco, pelo seriezrevista@gmail.com e possivelmente, publicamos as variadas listas.

Grêmio Acreano

Equipe dos anos 1980 campeã municipal (Foto: senamadureira.blogsport.com)
Equipe dos anos 1980 campeã municipal (Foto: senamadureira.blogsport.com)

Mais que um clube, uma cidade que faz falta ao futebol local. Sena Madureira é o terceiro município mais populoso do Acre, mas não tem uma tradição no futebol acreano, como Plácido de Castro e Senador Guiomard conseguiram. O melhor momento do futebol local foi vivido pelo Grêmio Esportivo Acreano, que disputou o Estadual entre 1994 e 1996, segundo registros, mas sem campanhas de destaque.

Juventus

Comemoração do título de 2009 (Foto: Reprodução/Futebol em Números)
Comemoração do título de 2009 (Foto: Reprodução/Futebol em Números)

Segundo maior campeão do Acre, o Atlético Clube Juventus disputou em 2013, o último campeonato, até então, da história da equipe. Nem mesmo, a segunda divisão foi disputada. Com 14 títulos no currículo, incluindo o último em 2009, o clube vem a cada ano se recuperando das dívidas que fez. A ideia era voltar neste ano, mas não aconteceu!

Cristal

Time campeão estadual de 2009 (Foto: Reprodução/Facebook)
Time campeão estadual de 2009 (Foto: Reprodução/Facebook)

Do memorável “quase acesso” na Série D 2009 para o licenciamento, a partir de 2012, essa é a trajetória do Cristal. Apesar de se beneficiar de um regulamento bizarro da primeira Série D, onde foi “eliminado” na terceira fase, mas ficou com uma das três melhores campanhas entre os “segundos colocados”, o clube disputou o “jogo do acesso”, que seria histórico para o Amapá, mas que não aconteceu. Naquele ano, ainda, o clube foi campeão estadual, o único na história!

Londrina

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Pela alternatividade que este clube está nesta lista. A Associação dos Vigienses Atlético Londrina tem nome inspirado na cidade e clube do norte do Paraná, mas com um escudo que remete ao Palmeiras. Sem grandes campanhas, a equipe do Macapá disputou o Estadual em 1991 e 1994.

Clíper

Equipe continua ativa nas categorias de base (Foto: Anderson Silva/Sejel)
Equipe continua ativa nas categorias de base (Foto: Anderson Silva/Sejel)

Dono de um dos nomes mais legais do futebol brasileiro, o Atlético Clíper Clube foi fundado em 1952, mas se profissionalizou apenas em 1996, ano em que estreou com um vice-campeonato estadual, repetindo a façanha em 2002. Nunca foi campeão amazonense. Em 2014, ficou em sexto na segunda divisão, o último ano do clube.

Libermorro

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Sétimo clube com mais participações na era profissional do Amazonense, com 27 disputas, o Libermorro Futebol Clube foi fundado em 1947. Mesmo com os 68 anos de história, nunca conquistou um título estadual. A melhor colocação foi um terceiro lugar em 1995. O clube tem o carisma muito por ser um “clube de bairro”, mais exatamente do Morro da Liberdade, que não vê o clube em campo desde 2008.

Abaeté

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Fundado em 1935, o Abaeté Futebol Clube se profissionalizou apenas em 1997. Sete anos depois conquistou o único título e primeiro acesso ao Paraense. Em 2005, ano de estreia, um início espetacular com um terceiro lugar garantido e vaga na Série C. Em 2008, abandonou a disputa da primeira divisão. Retornou em 2010 com um novo acesso. Ficou mais dois anos na elite estadual, até ser rebaixado para não voltar mais. Faz falta ao chamado Baixo Tocantins!

União Sportiva

Escudo e uniforme da Sportiva (Arte: Equipe História do Futebol)
Escudo e uniforme da Sportiva (Arte: Equipe História do Futebol)

Vamos falar de utopia. Daquilo que nem vi, mas sinto saudade. A União Sportiva tem dois títulos paraenses, em 1908 e 1910. Está na história por ser o primeiro campeão do estado. Foi extinta em 1967, nem mesmo existe mais como um “clube”. É totalmente impensável que retorne profissionalmente, mesmo que em 2008 tendo jogadores do Ananindeua tenha “voltado” para disputar um torneio amistoso.

Operário

(Foto: Divulgação/Blog Dirceu Feitosa)
(Foto: Divulgação/Blog Dirceu Feitosa)

Inicialmente, Associação Beneficente Operário, fundado em 1983 na cidade de Colorado do Oeste, sul de Rondônia, chegou ao futebol profissional em 1991, já como Esporte Clube Operário. No ano de estreia, vale citar, também, que foi o primeiro campeonato estadual da era profissional, o clube chegou perto da final, ficando com o 3º lugar geral. Voltou a disputar Estadual em 1992, 1993 e 1995, mas sem repetir boas campanhas. Em 2005, disputou a Segunda Divisão, não foi bem e nunca mais apareceu.

Shallon

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Junto com outros já citados aqui, o Shallon é aquele “time de Revista Placar” do fim dos anos 1990 e começo dos anos 2000. Com esse nome chamava atenção de todos. O escudo propaga(va) a paz. Apesar do carisma, a melhor campanha da equipe foi um quarto lugar no Rondoniense 2001 em nove edições disputadas, sendo a última em 2010.

Progresso

Time de 2008 (Foto: Reprodução/História dos Clubes Nacionais)
Time de 2008 (Foto: Reprodução/História dos Clubes Nacionais)

Um dos projetos mais duradouros do “interior” roraimense, o Atlético Progresso Clube, de Mucajaí, ficou por 15 anos seguidos ativo, disputando o Roraimense, com duas participações na Série C (1997 e 2008) e o vice-campeonato estadual de 2008. Em 2011, em crise financeira se licenciou para não retornar as atividades, desde então.

Real

Real foi campeão no ano de estreia (Foto: Reprodução/Pôster de Times Campeões)
Real foi campeão no ano de estreia (Foto: Reprodução/Pôster de Times Campeões)

Mais um projeto de fora de Boa Vista. O Real fundado em 2006, em São Luiz do Anauá, se profissionalizou em 2011, quando estreou no Estadual e logo de primeira conquistou o título roraimense. O clube parecia consistente para fincar raízes, chegou a disputar o Estadual de 2012, ano em que representou o estado na Copa do Brasil, onde foi eliminado pelo Remo (0x0 e 1×3), mas em 2013 desistiu e não voltou a entrar em campo.

Clube dos XXX

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Criado em Araguaína, cidade com tradição no futebol tocantinense e responsável pelo único acesso nacional do estado, o Clube dos XXX foi o primeiro clube fundado na cidade, em 1987. Mesmo com o sucesso da União Araguainense nos primeiros anos, o Trinta conseguiu fazer boas campanhas nas três edições que disputou entre 1999 e 2001, com destaque para a última participação quando ficou com a terceira colocação.

Kaburé

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O Kaburé Esporte Clube desistiu da disputa da Segunda Divisão de 2014, após divulgação da tabela, infelizmente (sim, queríamos que tivesse ativo). O Kaburé foi o primeiro “campeão do estado”, em 1989, quando o Tocantins recém havia se emancipado de Goiás. Foi o primeiro campeonato oficioso, experimental e amador. A grande façanha da Coruja foi ser o primeiro representante do Tocantins na Copa do Brasil, em 1993, quando eliminou o América Mineiro na primeira fase, uma das mais belas histórias que a competição teve. O clube não entra em campo desde 2009, quando foi rebaixado e se licenciou.

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