A última Série B dos clubes da Série C

O ano de 2009 marcou a edição de estreia de um novo Campeonato Brasileiro da Série C. Reformulado, fechado e organizado (até certo ponto). A reformulação fez com que o número de 64 clubes (quantidade de clubes da Série C 2008) fosse diminuído para 20, um seleto grupo que garantiu calendário para o segundo semestre.

A Série C começou com um sistema semelhante aos anteriores, com poucos jogos e grupos pequenos. A partir de 2012, os grupos ficaram maiores. Assim, as equipes têm pelo menos 18 datas de futebol.

Desde que a Terceirona foi reformulada, seis clubes que nunca haviam disputado a Série B, garantiram o acesso: Guaratinguetá (2009 – ano do acesso), Salgueiro (2010), Boa Esporte (2010), Oeste (2012), Luverdense (2013) e Macaé (2014). Apenas em 2011, que um clube “sem Série B” não conseguiu tal feito.

A segunda divisão pode não ser uma Série A, mas o alcance é maior que a Série C. Todos os jogos da Série B são televisionados pelo Premiere FC, por exemplo, o que mostra tal diferença.

Sendo assim, quais clubes já tiveram a chance de disputar a Série B? A edição 2015 da Terceirona conta com 16 clubes que já estiveram na segunda divisão e esperam a redenção, enquanto outros quatro esperam a estreia.

O Série Z relembra a última campanha de cada clube. Claro que é algo triste para aqueles que já estiveram lá, mas serve de aprendizado para voltar e permanecer.

2014 – América (RN), Icasa, Vila Nova e Portuguesa

Para esses clubes, a Série C 2015 tem como objetivo a rápida volta a Série B. Dos quatro clubes, Icasa, Vila Nova e Portuguesa em boa parte da campanha já davam mostras do rebaixamento.

O Icasa vivia a ressaca do “quase acesso” à primeira divisão em 2013, o Vila Nova vinha de um rebaixamento no Estadual e a Portuguesa se via em uma crise que só piorava a cada jogo, com direito a saída do gramado na primeira rodada, contra o Joinville, devido a uma liminar que recolocava o clube na Série A.

O América (RN) dos 5 a 2 impostos no Fluminense, em pleno Maracanã, pela Copa do Brasil, pelo que parece “esqueceu” a Série B e chegou a última rodada  precisando vencer o Paraná, fora de casa, para se livrar, mas se viu goleado por 4 a 1 e com a vitória do Bragantino, sobre o rival ABC, terá que amargar a Série C novamente.

2013 – Guaratinguetá e ASA

Até a penúltima rodada, o ASA tinha chance… de não ser o lanterna da edição, mas com a derrota, por 2 a 0 para o Figueirense e o empate do São Caetano, a vigésima colocação foi consumada. Na 19ª rodada (metade do campeonato), a equipe ocupava a 13ª colocação, com 22 pontos, dois a mais que o primeiro do Z-4, mas no segundo turno, com apenas 13 pontos conquistados não houve solução.

O Guaratinguetá estava com um ponto a menos que o ASA na metade do campeonato. Fez 20 pontos no segundo turno e precisava de um empate no último jogo, contra o Atlético (GO), no confronto entre os clubes que “lutavam” pela última vaga na zona de rebaixamento. Aos 42 minutos de segundo tempo sofreu o primeiro gol, Juninho fez e cinco minutos depois, Ricardo Jesus fez o segundo e “rebaixou” o Guará.

2012 – Guarani

Na oitava rodada, o Guarani estava na zona de rebaixamento. Na rodada seguinte, venceu o Ipatinga e saiu da degola. Ficou fora do Z-4 até a última rodada, quando perdeu para o São Caetano (2×1) e com uma combinação de resultados decretou o rebaixamento, em um ano que o clube conquistou o vice-campeonato paulista eliminando o Palmeiras e a rival Ponte Preta.

2011 – Salgueiro

O Salgueiro de Fagner disputou apenas uma Série B, em sua história.
O Salgueiro de Fagner disputou apenas uma Série B, em sua história.

No ano em que estreou na Série B, o Salgueiro logo caiu. Na terceira rodada chegou ao G-4, sim, é fato, mas nove rodadas depois entrou no Z-4. Lutou por algum tempo, mas não evitou o rebaixamento, que foi confirmado fora do gramado, com a perda de três pontos, por escalação irregular. A equipe só não fez a pior campanha, com seus 26, pois o Duque de Caxias, “atingiu” os 17 pontos.

2009 – Juventude e Fortaleza

Em 2006, os dois clubes se enfrentaram na Série A, com vantagem para os cearenses, que venceram no primeiro turno, por 4 a 1 e empatou fora, por 2 a 2. Mesmo assim, o Fortaleza caiu para a Série B. No ano seguinte, foi a vez do Juventude.

Três anos depois caíram juntos para a Série C. O Fortaleza foi o primeiro a confirmar a queda, na penúltima rodada, com a derrota, por 2 a 1, para o São Caetano. Já o Juventude, precisava vencer na última rodada e torcer para que um dos concorrentes diretos pelo menos empatasse: América (RN), Brasiliense e Ipatinga. O problema é que o Juventude nem mesmo fez a parte dele e foi derrotado pelo Guarani, por 2 a 1.

2005 – Caxias

O Caxias foi o lanterna da última edição da Série B, antes da implantação do formato de pontos corridos. Edição na qual, seis clubes foram rebaixados. Nas 21 rodadas da primeira fase, o Caxias sofreu 13 derrotas. Ganhou quatro e empatou outras quatro. Terminou com 16 pontos, 11 a menos que o 16º colocado. Até véspera da estreia na Série B, a equipe era treinada por Mano Menezes, que havia acertado com o Grêmio.

2004 – Londrina

O texto do Caxias poderia ser colado nesse espaço, devido as muitas “semelhanças” na campanha que o Londrina fez em 2004. O Londrina foi o lanterna. Foram 14 derrotas em 23 rodadas. Quatro vitórias e cinco empates. Dezessete pontos, dez a menos que o primeiro fora do Z-4. Foram seis rebaixados na edição 2004.

2000 – Brasil de Pelotas

Certo. Em 2000, oficialmente, o futebol brasileiro não teve três divisões. O Módulo Amarelo da Copa João Havelange “representava” a segunda divisão, mesmo com clubes que não estavam na Série B de 1999, caso, por exemplo, do Brasil de Pelotas, que havia sido rebaixado à segunda divisão gaúcha em 1999 e não disputou, nem mesmo a Série C daquele ano. Porém, foi convidado pelo Clube dos 13.

Eram 36 clubes divididos em dois grupos iguais e regionalizados. O Brasil ficou no grupo A. O Xavante fez fraca campanha, terminando na antepenúltima posição do grupo, com 15 pontos, seis a mais que o lanterna Londrina e nove do classificado Avaí.

Desconsiderando a campanha de 2000, a última participação do Brasil na Série B foi em 1986, que também foi cheia de asteriscos, já que a edição “teve” quatro campeões e que garantiram vaga na elite no mesmo ano: Central, Treze, Inter de Limeira e Criciúma. Problemas envolvendo os clubes cariocas fizeram a divisão ser remodelada, já que de início, 24 equipes disputariam a divisão, um deles era o Brasil, devido a melhor campanha nos grupos C e D de 1985. No grupo D, a equipe ficou com a penúltima colocação, com quatro pontos, empatado com o Cascavel EC.

1992 – Confiança

Em 1991, não houve a disputa da Série C, assim, a Série B ganhou novos componentes, entre “eles”, o Confiança. A equipe permaneceu na divisão, mesmo com o número de clubes caindo pela metade na edição 1992: 32 clubes participaram da edição.

Os clubes foram divididos em quatro grupos de oito. Cada grupo teve três classificados, totalizando 12, estes que conseguiram o acesso a Série A, devido a uma manobra para “beneficiar” o Grêmio. O Confiança ficou no grupo B, ao lado de Remo, Vitória, Desportiva, Anapolina, Itaperuna, Americano e Taguatinga.

Na última rodada, o Confiança tinha remotas chances de conseguir o acesso. Precisava vencer o Vitória e tirar um saldo de gols de dez e conseguir o acesso. Mas não aconteceu. A equipe terminou na quinta colocação e desde então não voltou à disputa.

1989 – Tupi e Botafogo (PB)

Noventa e seis. Foi com esse número de equipes que a Série B de 1989 começou. E nela, estavam Tupi e Botafogo (PB) que disputaram a última segunda divisão da história de cada clube.

A campanha não foi das melhores. Os dois clubes pararam logo na primeira fase, que contou com 16 grupos com seis clubes, cada. Botafogo e Tupi tiveram a mesma pontuação, com sete pontos, nos grupos E e L, respectivamente. O clube paraibano terminou na 77ª colocação, enquanto o mineiro, ficou na 82ª colocação.

Águia Marabá, Cuiabá, Tombense e Madureira

Primeiro Brasileirão, primeiro título. (Foto: Tombense)
Primeiro Brasileirão, primeiro título. (Foto: Tombense)

Entre os clubes que nunca disputaram a Série B, o Águia foi o que mais chegou perto, com a quinta colocação na Terceirona de 2008.

O Madureira chegou a disputar as quartas de final da edição de 2014, mas foi eliminado pelo CRB, que garantiu o acesso no confronto.

O Cuiabá, desde que subiu para a Série C não conseguiu chegar a disputa direta pelo acesso. O 12º lugar de 2013 foi a melhor colocação da equipe.

O Tombense é o mais “inexperiente” entre esses, já que disputa pela primeira vez, a terceira divisão. Porém na primeira liga nacional, a Série D 2014, garantiu o acesso e o título.

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