O Batata e o Tsunami

 

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“Já o imaginávamos no jogo de sábado”, disse Alexandro Narcizo, treinador do Tsunami do Batuta, clube do futebol amador de Nova Iguaçu, que colocou o bairro do Austin e a praça do Batuta no noticiário esportivo na primeira semana de 2015. O motivo: a “contratação” do atacante Lenny. Porém, o “reforço” não se apresentou, mas não fez falta. Na primeira partida do ano, vitória por 3 a 0 contra o Laranja Mecânica.

O Tsunami do Batuta é mais do que a “contratação de Lenny”. Tem uma história interessante e com jogadores profissionais no atual elenco.

Alexandro Narcizo é morador do bairro desde sempre e sente a pressão, porém boa, para ele. “É uma pressão grande, né? As pessoas cobram e quando fomos eliminados (em 2014) a galera meio que pegava no pé até pelo Facebook do time. É aquela pressão boa.” O clube foi fundado em 2008, com apenas Tsunami no nome. No primeiro ano, disputavam apenas amistosos. No ano seguinte, participou do campeonato amador da cidade. Chegou a final, mas foi derrotado na disputa de pênaltis. Mesmo com a boa campanha, o clube ficou inativo entre 2010 e 2013.

Nesta temporada, a equipe irá disputar o campeonato organizado pela LIVRA. A expectativa é grande, segundo Alexandro, para os “clássicos” da cidade, contra o Fla Biquinha, Trovão Azul e Tiosan, que, aliás, tem nomes geniais como o do Tsunami.

A preparação para a temporada conta com reforços de jogadores que passaram ou buscam a volta ao futebol profissional. Um dos destaques da equipe é o centroavante Hermes, que fez carreira no futebol português durante dez anos. Outros profissionais são: Jonas que jogou na base do Avaí, o defensor Junior Perez que estava em Portugal, o goleiro Fábio que jogou no São Cristóvão e no Fortaleza e Nathan, que jogou pelo Alecrim, em 2013. Outro jogador profissional que passou recentemente pela equipe, é o atacante Alex Bruno, que após duas temporadas no Widzew Lodz, da Polônia, treinou na equipe e atualmente está participando da pré-temporada do Santa Rita (AL). Um número considerável. “Apesar da qualidade deles, o futebol tem se tornado muito comercial e hoje só se emprega quem tem um empresário com bons contatos. E essa galera carece destes dois fatores e acabam ficando a espera de uma oportunidade”, cita Alexandro, que trabalha também, no Boavista, como treinador de goleiros da equipe sub-20.

TSUNAMI DO BATUTA 1
A comemoração de um dos gols da vitória sobre o Laranja. Na foto, o jogador Hermes (a esquerda), com passagem pelo futebol português. (Foto: Facebook Tsunami do Batuta)

 

As mudanças no futebol profissional proporcionam ao futebol amador, segundo Alexandro, um diferencial. “A diversão de se jogar por amor. Sem ter toda aquela obrigatoriedade de treinar todos os dias. Mesmo sendo uma competição, o mais importante e se estar entre amigos.” E isso em muitos momentos falta no profissional. E sobre Lenny, ainda, o técnico tem a solução para fazer gols. “Temos o Romarinho que não é o filho do ‘peixe’, mas é certeza de gols (risos).”

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