O contraste

O Red Bull Brasil quer voar, voar e voar (Foto: Facebook Red Bull Brasil)
O Red Bull Brasil quer voar, voar e voar (Foto: Facebook Red Bull Brasil)

Antes de tudo. É obrigação. Amante de futebol alternativo que nunca assistiu a um jogo na Rede Vida deve rever seus conceitos. Hoje foi dia de estreia da famigerada Copa Paulista, que garante vaga na Copa do Brasil. O jogo transmitido foi Red Bull Brasil e Paulista, um jogo com horizonte diferente para cada lado.

O Red Bull depois de anos lutando, conseguiu o tão sonhado primeiro passo a elite nacional. Manteve a base, mas Henan, Bruno Paulo e Careca deixaram a equipe, em contrapartida os experientes Juninho, Anderson Marques, Fabiano Eller e Andrade continuam e dão um toque diferente a equipe. Falem o que quiser, mas na vitória por 2 a 0, com dois gols do jovem atacante Lucas Michel, o quarteto se sobressaiu dos outros jogadores, com firmeza, consciência e como já dito, com a experiência.

Marcio Mossoró, Victor, Réver e Vágner Mancini, esses formavam a espinha dorsal daquele histórico Paulista campeão da Copa do Brasil 2005. Nem de longe lembra o atual time de Jundiaí, que vem de rebaixamento na elite paulista e com jovens tentando salvar os cacos do primeiro semestre.

O jogo de hoje foi dominado pelo RB Brasil. No primeiro tempo, equilíbrio. O Paulista começou marcando a saída de bola adversária, mas o clube campineiro conseguia sair com certa facilidade da pressão e o mais legal, tocando a bola, sem os chutões. No fim da primeira etapa, o Toro Loko começou a dominar a partida e foi assim até o final. Com estilo objetivo, o RB Brasil fez os dois gols que decretaram a vitória.

A vitória retrata o que deve vir pela frente. O Paulista de 2005 deve ser o Red Bull Brasil daqui alguns anos. Dinheiro, estrutura, planejamento e principalmente, paciência são as tônicas do clube do energético, que possui outros três clubes de futebol pelo mundo e seguiu esses aspectos para o crescimento. O Red Bull Brasil quando estreou no futebol paulista, em 2007 era visto com maus olhos por muitos (e ainda é). É praxe, se o time tem no nome uma marca, logo a “esculhambação” começa, claro que com opiniões certas e outras corretas.

Para o Paulista resta mudar. Como já fez. O triênio 2004-2006 foi um período histórico para o clube. Tristeza é o sentimento daqueles que viram um épico Paulista e River Plate, em Jundiaí, com vitória do clube paulista. Daquele vice-campeão paulista em 2004, que por pouco não subiu para a Série A em 2006. Talvez aquele acesso desse sobrevida ao clube, que depois daquela fase, nunca mais foi o mesmo.

Ainda sobre o jogo, Luiz Carlos Fabrini é uma instituição. A maioria dos brasileiros nem devem saber quem é, mas quem conhece, o respeita pelos tantos gols de Capivarianos, Guaçuanos e Matonenses que já narrou. Hoje, durante a transmissão, as pedras deram o tom do áudio da narração. Um microfone ligado flagrava os passos de quem estava perto da área técnica do Moisés Lucarelli. Eternas palmas a Rede Vida. E fica a frase: “Quem não gosta do futebol da Rede Vida bom sujeito não é”.

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