A alegria voltou ao Brinco da Vila

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Futebol amador da Operária renasce com o Clube Atlético Operário depois de 22 anos sem um clube à altura da história esportiva do bairro

Duas décadas se passaram após a extinção do Esporte Clube Operário, agora o Brinco da Vila serve como palco para o ressurgimento do futebol amador da Vila Operária, em Maringá (PR).

O Clube Atlético Operário, equipe fundada em 1º de setembro de 2010 por amigos do bairro, quer recuperar a história do futebol amador da Vila. O discurso de substituir o Esporte Clube Operário (ECO) – equipe que brilhou no futebol maringaense entre os anos de 1950 e 1980 e atualmente é composta por veteranos – não é apoiado por Francisco Carlos da Silva, 53 anos, representante comercial durante a semana e treinador da equipe nos finais de semana.

“Não, de maneira alguma. Somos um time diferente, e não temos a pretensão de substituir o ECO, um time conhecido com uma história brilhante”, afirma Francisco

Há tempos a Vila Operária espera pela volta do futebol amador, principalmente aqueles que viram o ECO em campeonatos amadores no começo do bairro.  A intenção da equipe é entrar na Liga de Futebol Amador de Maringá no próximo ano.

O Atlético, como qualquer outra equipe amadora, sobrevive da vontade de pessoas que trabalham a semana inteira, para chegarem ao final de semana e se tornarem ídolos locais. Um desses jogadores é Carlos Henrique Correia da Silva, 29 anos, vendedor.

“É o momento de extravasar, de mudar o foco e curtir com os amigos, pois além de uma diversão, o futebol amador também tem sua dose de rivalidade e é isso que impulsiona tantos times. Tenho grande alegria por fazer parte de um time formado por amigos”, diz Carlos ao revelar os sentimentos que têm ao vestir a camisa tricolor (azul, vermelho e branco) do Operário.

Carlos ocupa ainda o cargo de diretor de marketing e mostra o que diferencia o clube dos demais. “É um clube relativamente novo, amador, que se diferencia pela organização e divulgação nas redes sociais”.

Com esse modo novo de fazer o futebol amador, Francisco fica indeciso sobre uma possível profissionalização. “Sabemos que além da paixão, o que principalmente mantém os times profissionais é o dinheiro. Claro que o desejo de sermos conhecidos como um time de acesso é real, mas sabemos que essa realidade ainda é muito distante”.

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