Ano de gala

Com o perdão do trocadilho, o País de Gales teve um ano de gala no futebol inglês nesta última temporada. Faz três semanas que a Premier League teve seu fim, mas ainda há tempo para demonstrar o porquê que os galeses brilharam na Inglaterra. Esse brilho ainda pode ser refletido na seleção do país nas próximas eliminatórias europeias, seja para a Eurocopa 2016 ou a Copa do Mundo 2018.

Os maiores clubes galeses disputam as competições inglesas. As cidades mais populosas do país têm seus representantes na Inglaterra: Cardiff, Swansea e Newport.

O sucesso galês na Inglaterra começa pelo Swansea City, há duas temporadas na primeira divisão, os The Swans colhem os frutos de uma estrutura organizada e planejada que rendeu vários acessos nos últimos anos. Nesta temporada veio o presente para triunfar esse sucesso, a equipe conquistou a Copa da Liga Inglesa, que lhe dá o direito de disputar a Liga Europa 2013/14 e terminou na 9ª colocação do Campeonato Inglês.

Além disso, o Swansea vem demonstrando um bom futebol, envolvente e de toque de bola. Por esse estilo, ficou conhecido como Swanselona. O grande destaque do clube foi Michu, atacante espanhol que anotou 18 gols na temporada. Michu é o símbolo da “espanholização” do elenco galês.

Jogadores do Swansea City erguem a taça de campeão da Copa da Liga Inglesa 2012/13.

Na próxima temporada teremos clássico galês na Inglaterra, o Cardiff City subiu para a Premier League, com direito ao título da Championship. Será a primeira vez que as duas equipes irão disputar juntas a primeira divisão.  Impulsionado financeiramente pelo bilionário malaio Vincent Tan a equipe alcançou a elite e espera se fixar ao lado do rival. O clube conta com Craig Bellamy, o grande jogador galês entre a aposentadoria de Giggs da seleção e o aparecimento de Bale.

Bellamy comemora o acesso do Cardiff City à elite do futebol inglês.

Não foi só nas duas primeiras divisões que o País de Gales foi competitivo. Na quinta divisão, os play-offs foram disputados por duas equipes galesas, Newporty County e Wrexham. A última vaga para o quarto escalão ficou com Newporty, vitória por 2 a 0.

Colwyn Bay e Merthyr City completam o quadro de clubes galeses na Inglaterra.

A próxima temporada pode evidenciar esse sucesso. A organização do Swansea e o possível dinheiro do Cardiff podem afirmar o País de Gales na elite inglesa. Além de servir como modelo para as outras equipes do país.

A temporada de Bale e seus compatriotas

Faltou a vaga na Liga dos Campeões para coroar a temporada de Gareth Bale, do Tottenham. O alto, canhoto e excelente atleta foi o  grande nome da temporada inglesa, com 20 gols marcados na liga, além de suas arrancadas, dribles e assistências. Houve até certo ponto uma “Baledependência” por parte dos Spurs, o que prejudicou a equipe na disputa pela vaga da Champions e na luta pelo título Liga Europa. Agora a equipe londrina tenta segurar o jogador para a próxima temporada, já que o Real Madrid vem com tudo para tentar tirar o jogador de White Hart Lane.

Bale, o craque galês. Faltou a vaga na Liga do Campeões para fechar o ano.

Em plenos 39 anos, Ryan Giggs continua esbanjando profissionalismo e empenho no Manchester United. Nesta temporada, fez apenas dois gols, mas o que realmente impressiona é o número de jogos que o galês disputou: 22 jogos.

Segundo o site “Ogol.com”, País de Gales é o sexto país com mais jogadores na Premier League, vinte ao todo, destaque para o zagueiro Ashley Willians (Swansea City), o volante Joe Allen (Liverpool) e o atacante Hal Robson-Kanu (Reading).

E a seleção?

Esse sucesso galês pode refletir na seleção. “Britanicamente”  a seleção local já tem melhor elenco que a Escócia e a Irlanda do Norte.

Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014, Gales não tem mais chance de classificação, mas é importante preparar para as próximas eliminatórias.

Comandado por Bale, com a ajuda de Allen, quem sabe Ramsey não desencante e com o entrosamento dos jogadores do Swansea e do Cardiff, o País de Gales vê um futuro diferente dos últimos anos.

Uma pena que Ryan Giggs não teve Gareth Bale como companheiro de meio-campo, e vice-versa. Imaginem só! Quem sabe o futuro da seleção galesa fosse mais otimista guardando as devidas proporções.

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